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terça-feira, agosto 31, 2010

Podecasti parte 2

Podecasti

Durante quase dois anos tentei convencer Sifu de fazer um podecast com toda nossa diferença.
A ideia era simples, juntar duas opiniões divergentes sobre quase tudo e transformar num programa interessante pros meninos de 40 anos e para os coroas de 19.
Uma sucessão de motivos nos afastava sempre da conclusão do bendito podecasti até um dia quando nos reunimos e gravamos um programa piloto (em linguagem televisiva, uma amostra) por quase uma hora.
A exigência dos dois era tanta que apesar de pronto nunca colocamos no ar o primeiro podecasti que batizamos de Sobremesa.
Duas semanas atras Sifu me liga provocando, Bora fazer o podecasti, Julinho ?
Respondi que sim e não apareci no dia combinado - um velho habito que cultivo com carinho.
Marquinhos não titubeou e reuniu seus amigos na sua casa/estudio e mandou brasa num formato proprio de podecasti, desta vez nomeando com a sugestão do Treko de As Series Fecham.
Domingo ao voltar dum maravilhoso domingo com a familia em Maricá, não resisti ao convite e finalmente nos encontramos novamente, desta vez com Trekinho reforçando.
O resultado voce assiste abaixo.

quarta-feira, junho 30, 2010

Song to the siren

Vestia preto a noite, tinha pouco mais de 16 anos, ja surfava loucamente mas nem sonhava em competir ou ganhar algum com a nova obsessão, comprava e ouvia discos dia sim outro tambem.
Fluminense FM ajudava, e muito, na formação musical, tudo servia se o ouvido aceitasse.
A gravadora 4 AD era uma das prediletas pela esquisitice, no som e nas capas de estetica belissima - um seguia o outro.
This Mortal Coil foi um projeto gravadora com seus musicos mais geniais.
O impacto que teve no pequeno circulo de amigos quando chegou o vinil pesadão, ingles, na Gramophone do Shopping da Gavea foi fulminante e Song to the siren logo tornou-se quase um hino silencioso daquela turma de garotos estranhos que frequentavam praia de dia e um lugarzinho lugubre chamado Ilha dos mortos a noite - era o unico lugar onde tocavam aquilo em alto e bom som.
Passados mais de 20 anos, sou atropelado novamente pela musica fuçando o blogue do aussie Gerry Wedd, escultor e um dos 550 artistas que a Mambo aproveitou o absurdo de talento para vestir gente que gosta de riscos.
Gerry Wedd é fudido mas não é dele que devo escrever.
Song to the siren foi originalmente criada por Tim Buckley, cantor e compositor americano que teve uma curta e intensa carreira, morreu jovem demais, 28 anos e teve atenção postuma causada pelo subito estrelato do seu filho Jeff Buckley, tambem morto demasiado jovem, aos 30 anos.
A letra remete a encantos que, mais tarde fui descobrir no Mar, não são exclusivos das aventuras do Ulisses.
Quem canta é Liz Fraser, cantora dos escoceses Cocteau Twins.



Long afloat on shipless oceans
I did all my best to smile
'til your singing eyes and fingers
Drew me loving to your isle
And you sang
Sail to me
Sail to me
Let me enfold you
Here I am
Here I am
Waiting to hold you

quinta-feira, maio 06, 2010

Treko video-maker

Trekinho, B.S. e Fun estão no Oeste australiano numa viagem a convite da revista Hardcore.
Novos meios de registro digital revelam que cada vez mais os surfistas são os melhores documentaristas das proprias carreiras.
Vai ser interessante ver como isso vai se desenvolver.
Por enquanto, espia o que os caras tão fazendo no outro lado do mundo.



quinta-feira, julho 16, 2009

sábado, julho 11, 2009

Filme de surfe etnico

Um documentario sobre os surfistas negros e o espinhoso caminho na aceitação da sociedade branca do surfe.
Familiar ?
Trilha do sensacional The Roots e narração do xarope Ben Harper.
Agora é sentar e esperar um documentario sobre os surfistas judeus, muçulmanos, gays e, olhaí a dica, brasileiros, os crioulos do World tour (ou sobre os Europeus, os brasileiros do circuito).

quinta-feira, maio 28, 2009

A Onda é um caminho sem volta

Ninguem diz, então digo eu:
Trocando as bordas (A Onda é um caminho sem volta) bagunçou o coreto.
Fez neguin parar e pensar no que estava acontecendo, dois ou tres enlouqueceram, o resto seguiu em frente sem olhar pra tras.
Jonas Rocha era um talentoso fazedor de videos de surfe que, inseguro com a empreitada de realizar um video pra Wetworks, convidou Pepe Cezar, que esticou convites ao Bomba e esse que vos escreve para juntos mergulharmos no processo de fazer mais um video de surfe - quase 4 anos depois do ultimo Cambito, o 3.
Completamente embriagado pela poesia do Manoel de Barros, Litmus e Air, Pepe veio com uma formula inovadora de criar galinhas (ou fazer filme de surfe, que é tudo a mesma coisa).
Começamos invertendo o papel do Jonas, que passou de diretor a compositor da mais espetacular trilha sonora original de filmes de surfe desde a Cor do som no mitico 'Nas ondas do surf'.
Jonas chamou seu camarada Ulisses Cappelletti, recem saido do Squaws e iniciaram o Superagua , um duo improvisado cheio de chinfra.
Jonas virou DJ de reconhecimento internacional.
Quem não conhece o Superagua, não perca mais tempo, faz favor.
Falta folego e cara de pau para escrever mais sobre o filme, o processo de confecção lá num quarto e sala no Horto e quem eramos naquele tempo.
Já faz 10 anos, meu Deus...
Jonas disponibilizou todo video no youtube.
Tin-tin!








sexta-feira, janeiro 25, 2008

Curren por Pepe (e Shane Herring!)

Achei essa pérola nas dicas do 70, na mesma hora me cadastrei no canal do Silveirasilveira no youtube.
Se não me falha a memória, isso é do tempo que o Pepe trabalhava com o Bocão e Antônio no Realce/Ombak/Vibração.
A narração me dá nostalgia do tempo em que os textos eram escritos por gente que entende do riscado (e aqui abro um parêntese para Bruno Bocayuva do canal Woohoo, que sabe, como poucos, o que faz).



E ainda um raro clipe com Shane Herring, um dos surfistas mais talentosos que vi surfar.
De todos que surgiram depois de Curren, Herring era o único que tinha a postura e elegância do mestre - e ainda mais power.
Perguntei ao Sarge e Barton Lynch onde andava Herring e os dois bateram nas veias do braço mostrando o caminho de entrada da heroína.
Sarge se adiantou em dizer que volta e meia Herring ensaiava uma volta e que, tirando Occy, Shane Herring foi o talento mais bruto e selvagem que ele acompanhou.
Lembro do S.H. em 1990 na França com sua pranchinha Daniel (apesar de ser de Dee Why, terra do Simon Anderson), fazendo miséria nas triagens.
Dois anos depois ele estava competindo de igual pra igual com Slater no circuito.
Tres anos depois já era história.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Deslumbre

[Revista Surf Portugal>175>edição comemorativa de 20 anos]

Um amigo 14 anos mais velho se mostrava aflito com as novas ferramentas de previsão ao alcance de todos. Achava que em breve não haveria mais surpresa e todos, orientados pelos precisão dos mapas de vento e ondulação, chegariam no mar ao mesmo tempo.
Dei de ombros.
Desde o disk surfe, detalhando as condições de quase todas praias em apenas 3 minutos, os pessimistas apontam o fim do surfe, ou o fim da tranquilidade na água.
A verdade, nua e crua, é que nessa relação com os humores da natureza a intuição e o conhecimento são as principais armas para caçar ondas.
Mesmo que o seu vizinho de rua, que acaba de descobrir o benefício do impulso com a barriga (ou abdomen, não no meu caso) num bom e velho cut-back, mesmo que ele acesse mais de 50 vezes ao dia um saite que esmiuça todas possibilidades de configuração de ondas, marés e ventos, ainda assim sua chance de estar no lugar certo, na hora certa é proporcional ao seu interesse e envolvimento com esse negócio estranho que nos arremessa às bancas todo mês para, senão comprar (opa!), ao menos folhear esta revista que tem nas mãos.
O que não quer dizer, absolutamente, que o simples fato de comprar e ler esta ou qualquer outra revista de surfe fará de voce um lobo do mar.
Não senhor.
Conheço uns tantos que até assinatura tem e no entanto tem uma relação rasa com a coisa toda.
Eis o que quero dizer: o deslumbre começa aqui.
Lembro que meu Pai toda vez que viajava trazia uma Surfing ou uma Surfer – e eu sequer entendia ingles.
Dicionário ao lado, lia desde as cartas até os slogans publicitários, com a atenção e o apetite dum cão faminto.
Até ali, meu interesse limitava-se ao futebol, mas a Copa de 82 tratou de matar nossos sonhos de um mundo melhor e, com 15 anos, o surfe parecia não trazer limites.
Na recente edição ‘Verde’ do Tracks (jornal Australiano transformado em revista), o genial George Greenough, um dos pais do surfe como se conhece hoje, declara na entrevista o que o irrita mais no momento: ‘Cameras na praia. Muita gente está de fato aborrecida com elas. Simplesmente não há mais conhecimento (envolvimento) no surfe.’
Greenough quer dizer, ou eu especulo que ele quer dizer, que a experiência de estar na praia é cada vez menor.
Com os inúmeros filmes de surfe e saites despejando toda sorte de informações no recem-formado surfista, o camarada encontra-se acorrentado dentro do quarto vivendo 300 vidas – menos a sua.
Por que atravessar a rua se a foto da praia está disponível desde as 7 da matina ?
Apesar de entusiasta do WCT, não consigo perdoar a ASP por ter tirado do surfista comum a chance de ver seus ídolos de pertinho.
O circuito de sonho leva os 45 para lugares inatingíveis para o garoto de 14 anos que fui um dia que deseja avidamente ver os melhores surfistas do mundo surfando em ondas mais próximas da sua realidade.
Assim estamos afastando o sujeito cada vez mais da praia, por mais incrível que possa parecer.
Essa linhazinha que divide o exato momento que o malandro deixa de apenas ‘pegar ondas’ para virar surfista pode ser atravessada com uma onda que nos tira completamente de onde estávamos antes, com uma comovente cena dum filme, ou numa foto, aqui mesmo, nessa revista – ou ainda numa frase reveladora.
Greenough percebe que não basta registrar tudo e disponibilizar o mais rápido possível no Youtube, é preciso, é urgente que estejamos na praia, pés sujos de areia, rosto melado de maresia, olhos vermelhos.
O amigo 14 anos mais velho preocupado lá do início do texto viveu, e vive, intensamente os pés sujos, rosto melado, olhos vermelhos e agora está descobrindo a enormidade de DVDs de surfe lançados a kilo no Mercado.
Meu amigo conheceu a pouco o youtube e não consegue conceber como vai arranjar tempo para assistir tanta coisa se todo tempo que lhe resta quando não está trabalhando ele passa na praia.

domingo, setembro 02, 2007

Mago do tubo

A nova tecnologia vai criando os monstrinhos que a devoram com cereal no café da manhã.
Esse camarada, Matthew Barge, apropiou-se das melhores cenas dos melhores filmes, reeditou e fez um canalzinho no youtube com seu (por que não ?) filme, Waves of Change.
É sensacional.
Matthew faz o que todo aficcionado já fez e transforma a obra de terceiros, quase sempre com trilha infinitamente superior à original.
Eu assino.

sexta-feira, junho 29, 2007

O filme que ninguem viu

Em Junho de 2001, meu grande amigo Rick Werneck (na época diretor de marketing da Sonhos Havaianos - i.e. Hawaiian Dreams) me fez uma proposta absolutamente irrecusávél: Filmar uma viagem ao Timor Oeste a bordo de um dos mais luxuosos barcos disponíveis na Indonésia, o Mahalo II.
Seria minha primeira vez no mundo encantado das ondas indonésias, uma fantasia que até hoje me persegue - me pergunto se aconteceu de verdade ou exagerei na dose.
Para melhorar, a turma que seria filmada era Marcelo Trekinho, Heitor Pereira, Pedro Henrique e Guilherme Tâmega, todos dispensam apresentações.
A experiência virou um videozinho (filmado com câmera emprestada pelo meu irmão Cadu e editado em máquina emprestada por outro amigo) que nunca viu a luz do dia.
Motivos para tamanha obscuridade sobram: a dita cuja que bancou fotógrafo, câmera e tres surfistas pr'uma viagem de meras 5000 Verdinhas por cabeça botou todo mundo no olho da rua quando voltaram- Deus sabe por que ?
Depois disso, com filme pronto, fiz meia dúzia de projeções para os mais chegados e ficou nisso mesmo.
Agora com o Youtube finalmente disponibilizo as imagens em baixíssima qualidade (a culpa não é minha) para todo mundo ver.
Aos poucos, sem pressa, vou colocando o video todo, parte por parte.
Quem sabe, em breve isso vira um torrent para qualquer um baixar e queimar um DVD em casa e chamar seus amigos ?
Um dia, um dia...