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quinta-feira, setembro 05, 2019

Bóia 25


Confira o 25º Episódio do podcast Bóia, apresentado por Julio Adler e João Valente.
Assuntos:
Teahupoo, Medina, geração Momentum e o documentário da HBO sobre mitos e lendas inventadas, coletivo feminino de jazz em Londres, new wave na Nova Zelândia e Adriano de Souza.
Se voce busca as últimas notícias do surfe, procure em outro lugar.
Bóia é deriva e divagação.
Toda terça-feira - ou não.




Nerija 


Split Enz






Storm Riders (Filme inteiro!)




quinta-feira, agosto 22, 2019

Boia 24


Nosso fetiche


Entre as férias no hemisfério norte e as fúrias do Hemisfério Sul arranjamos tempo para mais um episódio do Bóia.

Nos arrogamos o direito de debater a mais sofisticada filosofia de botequim hoje estudada em extensas e empolgadas postagens nas redes sociais.

Desenterramos Kant, Spinoza, Gregos e baianos e ainda, os irmãos George enquanto falamos do conceito de tempo e espaço.

A filosofia oriental  acredita que o tempo, bem como o espaço, são construções da mente humana - e isso é completamente ignorado pelo Podcast.

Viciados que somos, passamos boa parte dos primeiros minutos cuidando exclusivamente das coisas mundanas do surfe profissional, principalmente Gabriel Medina, que foi tema de um texto fundamental do Nick Carroll no Surfline.

Famintos por (ainda!) mais desculpas para justificar nossa doença, buscamos um texto doído e sentido da escritora americana Ellis Avery publicado no New York Times no dia do meu aniversário.
Ainda acontecem homenagens aos nossos irmãos de sol e sal, Fanta e Damien Lovelock, que insistem em ir conosco para o mar toda vez que remamos nossas bóias em direção ao infinito.




The Surfer’s Secret to Happiness




By The Numbers: How Does Gabriel Medina Win? Nick Carroll analyzes the data -- and the data doesn't lie

Compre The Book of Waves do Drew Kampion



The Gulf of Mexico
NASA
Hasselblad 50mm
Ektachrome 100 (70mm)
Taken on the last successful voyage of the Challenger during the week of October 30 - November 6, 1985. Hurricane Juan had been downgraded to a tropical storm. Taken just south of Mobile, Alabama
North Shore Oahu, Hawaii
warren Bolster
Pentax MX; Takumar 50mm
Kodachrome 64; f4.5 @ 1/1000
"A low-level aerial of Pipeline on a deserted, dangerous day. I remember a lot of activity in the helicopter while flying along the wave ridge. We caught both spray and updraft. This is a massive wave beginning to hit bottom and suck hard over very shallow reef - a ten-to-twelve-foot day. I was struggling to keep the lens clean of spray and my equipment from flying out of the helicopter, while the pilot struggled for control in the tradewinds to hold the angle."
Fiji
Don King
Olympus; Zuiko 16mm
Kodachrome 64
"Taken at the surf spot called Cloudbreak, this view of a perfect wave from underwater resembles clouds forming in time-lapse or fast-motion photography. From this angle, a surfer riding by on the wave really looks like he's riding on clouds."
North Shore Oahu, Hawaii
Warren Bolster
Nikon N2000; f4.5 @ 1/2000
"Splashdance on the North Shore at Pipeline. First swell of spring and the swell had cut a ridge in shoreline sand. Pipeline was five to six feet all day. Kona variable clouds were moving in fast so I shot entire roll each time the sun came out. Seeing the beautiful day quickly turning dark with the approaching clouds, I tried to combine the foreground and the background surf."
Newport Beach, California
Woody Woodworth
Nikon FM; Nikkor 20mm
Kodachrome 64; f5.6 @ 1/1000
"I've always loved shooting from the air. This was from 2,500 feet - a hurricane swell in October 1977."
Durban, South Africa
Tony Arruza
Nikon FE; Nikkor 300mm f/4.5
Kodachrome 64
"Sunrise lines. A big swell coming into Bay of Plenty at sunrise. Shot from the 17th floor of the Elangeni Hotel."
Newport beach, California
Mike Moir
Canon T-90; Canon 300mm L Series
Kodachrome 64; f2.8 @ 1/1000
"You could visualize stuffing the right pocket, but look at the twist in the section ahead of you. Fluorite glass yields pi-sharp tele results. The Newport Peninsula."
"On the Newport Peninsula. chiropractor's delight, but the vacuum-pack pulling in is incredible."
Oahu, Hawaii
Denjiro Sato
Nikon FE2; Nikkor 300mm ED
Kodachrome 64; f5.6 @ 1/500
"West side Oahu."
San Clemente, California
Dennis Junior
Canon A-1; Canon 50mm
Kodachrome 64; f11 @ 1/500
"Aerial view of massive swell lines rolling in? About 10 to 12 feet if you were an ant. Interesting pattern, one that any surfer can relate to when it's dead flat and conditions are perfect and you wish you were an inch tall."
Photo of water ripples by Denjiro Sato

Waimea bay, Hawaii
Don King
Canon F-1; Canon 800mm
Kodachrome 64; f6.3 @ 1/500
"This photo of the Waimea shorebreak really epitomizes the force and power of Waimea. It can be compared to the mightiest rapids in the Colorado River. I shot this from the safety of the shore."


https://beachgrit.com/2019/07/dear-surfers-do-we-really-need-to-convince-strangers-that-our-sport-is-spectacular/





sexta-feira, junho 13, 2014

Just another fucking surfer...

Apenas outro surfista ?


Cara, tenho uma pergunta pra te fazer, por que não tem uma única onda do Curren no teu filme ?

Eu tinha acabado de assistir o Deeper Shade of Blue e apesar de ter adorado o filme do início ao fim, não entendia como um filme que conta a história do surfe e dos diferentes estilos de se divertir na onda não tinha o mais elegante de todos surfistas - me permitam abrir um parêntese imaginário pro Phil Edwards e Mickey Dora.
Conversava com Jack McCoy no ano passado durante o Primeiro SAL (Surf at Lisbon Surf Festival) e resolvi perguntar por mera curiosidade - minha e do João Valente (editor da Revista Surf Portugal) - e a resposta não foi menos que surpreendente.
He's just another fucking surfer, disse McCoy, mal traduzindo seria algo como, ele é apenas mais um surfista, pôrra!
Aquilo me chocou, mas Jack não parou por ali.
Qual foi a contribuição do Curren pro surfe ? Ele surfava bem, e daí ?
Tambem não tem onda do Occy no filme...
McCoy me olhava com alguma irritação, aquela não era o tipo de pergunta que ele preferia responder.
Um dia antes ele recebera o prêmio de melhor filme do Festival e eu tive a honra e o privilégio de entregar com toda reverência que a solenidade merecia.
Estávamos no saguão do hotel que a família McCoy se hospedava - estavam todos lá, esposa e casal de filhos, aproveitando o melhor que Lisboa tinha para oferecer e, de quebra, exibindo sua última obra prima.
Jack falou que pesquisou pro filme como nunca tinha feito antes, ele e Derek Hynd se reuniam e discutiam por horas a fio sobre o que era relevante ou não na história do surfe.
Separaram mais de oitenta diferentes perfis de todos surfistas que fizeram algum tipo de contribuição ao esporte nos últimos cem anos - divididos em mais de 17 categorias.
Assistiram e re-assistiram todos filmes que conseguiram botar as mãos, desde a época do Duke até Kelly Slater e companhia.
O primeiro corte do filme tinha mais de tres horas e meia!
O diretor havaiano, radicado na Austrália, disse que passou uns dois anos sem saber direito o que fazer com aquele catatau de imagens que tinha compilado.
A meta que ele e o caolho decidiram mirar era escolher surfistas que tinham feito algo grandioso na arte de surfar e deixado uma marca na areia, apontando pra frente.
Curren e Occy sempre estiveram entre os primeiros que fincaram a bandeira do desempenho em alto nível para minha geração. 
De repente me deparo com a possibilidade daquilo não representar absolutamente nada...
Foi um choque.
A escolha dos personagens não foi tarefa fácil, diz ele, muitas vezes Derek achava que um camarada merecia estar na lista por inúmeras razões e Jack discordava.
Outras vezes, Jack estava convicto que fulano era fundamental e Derek enlouquecia com a escolha.
O processo passava literalmente pela defesa de determinados casos como se estivessem numa corte de justiça, até que finalmente os dois concordassem.
McCoy vacila por um instante e Valente continua a pergunta que fiz, ainda mais implicante e elaborada, 
Jack, voce reconhece que fazer um filme sobre a história do surfe e não colocar uma onda do Curren, ou melhor, colocar mas não dar sequer o crédito é como uma blasfêmia, não ?
McCoy sorri um sorriso muito do sacana e conta mais uma das suas irresistíveis histórias,
Voces sabem que a premiére mundial do Deeper Shade of Blue foi em Santa Barbara ?
(Detalhe, Tom Curren é de Santa Barbara)
Nós dois, eu e João, ficamos ainda mais curiosos...
Terminado o filme, seguia McCoy com sua descrição, eu perguntava pras pessoas, o que voce achou do filme ? e tudo que me respondiam era, Cadê o Tom Curren ?
Bom, voce quer mesmo saber ? Ele é um excelente surfista, mas não fez muito pelo surfe.
All Merrick, que fazia suas pranchas, deveria ter mais reconhecimento...
A lista de gente que ficou fora do filme é grande, diz Jack, sem pena do que ficou pra trás.
Ele passa a enumerar as pessoas que não são nem citadas no filme, todos balançamos a cabeça em consentimento.
Não resisto fazer uma última pergunta, e todo esse material, toda essa pesquisa...
Voce não tem vontade de continuar contando todas essa histórias ?

Do alto dos seus 62 anos, Jack responde com um suspiro, longo e profundo.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Por que ler a Surf Portugal

 li um texto do Steve Hawk, irmão do skatista Tony Hawk, que liderou a maior revolução conceptual da história da Surfer Magazine e o meu editor preferido dessa revista, no qual ele dizia que um bom editor deve sempre procurar o equilíbrio entre aquilo que o leitor quer e aquilo que ele precisa.

Entrevista do João Valente no saite Tuga Surf Total
O resto voce le aqui
                    
                                                            Valente no seu escritorio

quarta-feira, março 04, 2009

Bala, o fino da bossa

Como resistir ?
É uma melhor do que a outra.



Bala, direto da terra de Oz.
Clica no título e...

[Martin Potter, já com o tanque mais cheio que um avião prestes a descolar para uma viagem de longo curso, sentou-se a meu lado a certa altura, e embalado no ambiente, confidenciou-me: “O surf é o único desporto que conheço onde os rivais encontram-se para apanhar bebedeiras nas vésperas das provas. Era assim no meu tempo, é assim hoje em dia.” Pouco depois Kelly, se calhar a sentir que o Animal estava a ficar muito meloso, entornou-lhe o resto da sua Corona cabeça abaixo ao mesmo tempo que pespegava-lhe com outra garrafa, cheia claro, na mão.]

Roubado na cara dura daqui

terça-feira, março 03, 2009

Pim! pa! pum! Cada Bala mata um! La em cima do do Huambo Tem um copo com veneno. Quem bebeu morreu. Quiribi, Quiribi macaco. Macaco quer é boa

Resoluto e imponente, João Valente (como perder a rima?) escreve diariamente da Costa Dourada australiana para informar aos felizes leitores do idioma lusitano (eba!) o que se passa nas areias, n'água e (hip hip hurra!) na coxia do Quiksilver Pro 2009.
Por que esperar mais ? Clica logo
aqui e vai!


Durante a temporada havaiana, falava-se, por exemplo, que esta seria a última vez que a Quiksilver patrocinaria esta etapa da Gold Coast. E com as acções da multinacional da surfwear a caírem de valores na casa dos 20 dólares para menos de dois dólares, quem em seu perfeito juízo poderia duvidar dos rumores. Pois bem, para acabar de vez com as especulações, a Quiksilver anunciou que o símbolo da onda e da montanha vai continuar a colorir a primeira etapa do WT durante os próximos… nove (9) anos! Até o presidente cessante da ASP, Rabbit Bartholomew, manifestou a sua surpresa face ao quase decenal compromisso, ao mesmo tempo que enalteceu a força da indústria em tempos de crise.