sábado, junho 27, 2009

Hang Loose Santa Catarina Pro Imbituba


Esse blogue mudou-se temporariamente para ca

quinta-feira, junho 25, 2009

Mais do mesmo



De: costasquentes@quiksilver.com
Enviada em: quinta-feira, 25 de junho de 2009 04:44
Para: Goiabada@pordentrodasparadas.combi
Cc: Goiabas
Assunto: Correction

Slight correction


after some deliberation , Mr Slater will be competing in the Hang Loose pro , he arrives in Brazil Friday , and will be there to win the event !
watch it live

Foguetes do Carlos pra Imbituba



Direto do Twitter da Channel Islands.
Diga da Guerda.

quarta-feira, junho 24, 2009

Furo na barriga


O Careca ta a caminho
Slater, caros leitores, vem ao Brasil (Xandi Fontes acaba de telefonar para confirmar).
Ponto final.

Mosca na sopa





Ainda não viu ?
Baixa aqui.
Neguin devia fazer uma estatua pra essecamarada...

Uma pausa para um pouco de jornalismo

Encaminhado De *********@quiksilver.com
Para goiabada@julioadler.com.de onibus

Dear all

As of this Morning Kelly notifide the ASP that he will not be competiting in the Hang Loose Pro this coming weekend in Brazil, A formal release will follow , as of the moment J Bay is still on the "Maybe " list depending on swell and surf around the planet.

Bom a Bessa (ai...)


Fia desgarrando a rabeta em 1984 na praia do Bessa (PB)

[Outro dia estava pedalando após uma neblina e, ao passar por uma área de mato que havia sido queimada, junto com o aquecer do sol subiu aquele cheiro de surfe junto com o vento terral.
Mas, espera aí, cheiro do surfe ou de mato queimado? Coisas lembram coisas. Músicas, cheiros etc lembram coisas. E mato queimado com brisa me lembra Pontal de Baía Formosa e suas ondas em dias clássicos.
Dias clássicos porque ao passar pela plantação de cana de açucar queimada para a colheita na rodovia estadual que liga a BR 101 com o município de Baía Formosa, sempre coincidia de o mar estar bom, ou pelo menos, muitas vezes estava.
]

Um dos nossos maiores cronistas, Fabio Gouveia, recorda la no blogue da Hang Loose...

domingo, junho 21, 2009

Peter Pan ao contrario




>Coluna na Revista Hardcore?Sopa de Tamanco>Abril 2009



Toda criança, menos uma, cresce.
Adriano descobriu isso quando recebeu seu primeiro convite para ganhar um qualquer surfando - mal tinha completado 10 anos.
Por que voce não cresce e ganha o tão sonhado título mundial pro Brasil ? Imaginou Alfio Lagnado instigado pelo nosso sempre tão caro Pirata.
Alguns anos mais tarde, no outro lado do mundo, Sean Doherty, na epoca editor do tradicional jornal que virou revista, Tracks, narrava assustado a bateria da terceira fase, entre a grande esperança australiana Josh Kerr e o atual campeão mundial junior Adriano De Souza, a verdadeira final do campeonato mundial de juniors em North Narrabeen, escrevia ele (Pablo Paulino arrastou).
Parko, Occ, Taj e o diretor de prova e ex numero 2 do mundo, Luke 'Louie' Egan torciam desesperadamente por uma vitória australiana, enquanto Mineiro abria a disputa com um aéreo monstruoso de alto, duas vezes a altura da onda, por pouco não volta.
Kerr já tinha toda uma carreira montada em cima (literalmente) do seu arsenal de manobras absurdas, não era publicado um unico exemplar de revista de surfe sem uma foto dum aéreo do Josh Kerr em 2004 e Mineiro parecia querer dar o seguinte recado ao mundo: Voces acham que esse cara é o bam-bam-bam dos aéreos ? Vejam isso...
De Souza atropelou Kerr - a mensagem foi dada.
Não foi a primeira vez que Adriano era o melhor surfista do campeonato e não levantava o caneco.
Foi assim tambem em 2002, com incríveis 15 anos, quando demoliu todos adversarios em Durban na Africa do Sul no extinto formato do Mundial amador (Terceiro na final, mesmo com interferencia).
Toda criança cresce.
Campeão paulista iniciante e estreante aos 12, mirim e brasilieiro iniciante aos 13 e 14, mais jovem surfista a vencer uma etapa do circuito brasileiro profissional aos 15* (* Neco em São Chico e Silveira ou Peterson em Caiobá ambos com 13 anos, venceram etapas de estaduais pro), mais jovem a classificar-se para o Super surf aos 16, surrou sem pena, em casa, o australiano Shaun Cansdell para tornar-se campeão mundial junior antes de completar 17, Campeão do WQS com um abismo de pontos do segundo colocado aos 18.
Sétimo do mundo na maioridade.
Wendy, a personagem central do livro Peter Pan (Brasil, Com. Ed. Nacional, 1930, J.M. Barrie, trad. Monteiro Lobato) descobre que num mundo paralelo existe a possibilidade de nunca deixar de ser criança, como Peter Pan. Na Terra do nunca a infância não acaba, sonho de 12 em cada 10 meninos.
O livro fascina por isso, pela aventura que é nunca precisar deixar a fantasia que é ser criança.
Apesar do seu apelido no diminutivo, Mineirinho fez o caminho inverso, acelerou sua maturidade e abandonou a infância mais cedo que todo resto para poder ganhar o mundo.
Um Peter Pan ao contrário.
Logo cedo, ao inves de ser abandonado como a maior parte das crianças pobres deste país, abandonou seu patrocinador de longa data, Hang Loose e acertou um belo contrato com a gigante Oakley, um ato de coragem e, digamos, pouca afeição.
Sempre achei que não há nada mais cruel com uma criança do que amputar a inocência.
No nosso meio, justo na praia, lugar tão cheio de brincadeiras, muitos pais escolhem atirar seus filhos cedinho pros circuitos regionais. Pr'alguns é a esperança dum futuro melhor, de sair da miséria e lucrar umas roupinhas bacanas, novas e coloridas.
Outros, frustrados por nunca ter seu talento reconhecido, arremessam seus filhos na carreira de surfista competidor, isso lá pelos 7, 8 anos.
Já vi entrevistas de pais anunciando o talento dos filhos de 5 anos e pedindo ajuda financeira pra viajar com o pimpolho (olhaí a galinha dos ovos de ouro!) pro circuito brasileiro amador.
Isso já é outro papo.
Voltemos ao Mineiro, suas conquistas e o peso de cada uma delas.
Desde garoto, a imprensa, esse animal irracional, cisma de jogar nas costas do Mineiro a responsabilidade de (como escreveu João Valente numa pergunta muito bem formulada num belo fim de tarde em G.Land) 'Carregar a expectativa de um país nos ombros', uma maldade sem tamanho que fazem com ele desde que levantou o primeiro caneco.
Mineiro não carrega nada nos ombros, nenhum deles carrega, a não ser uma enorme força de vencer a qualquer custo, como qualquer australiano, americano ou sul-africano.
WCT não é competição de nações, é individual, cada um por si - fé em Deus e pé na tabua!
Em 2006, depois de arrancar um estupendo terceiro lugar na primeira etapa do WCT no Gold Coast, Slater previu que Mineiro venceria uma etapa ainda na sua primeira temporada.
Apenas em 2009 Mineiro foi capaz de chegar numa final, contra um Parko (aquele mesmo que o viu demolir Josh Kerr em 2004) imbatível.
Acaba de completar 22 anos, tem tanta coisa por fazer que qualquer previsão pode ir pro vinagre, Adriano de Souza deixou de ser promessa faz tempo.
Quando Dane Reynolds e Jordy Smith chegaram ao WCT cheios de fogos de artifício, Mineiro já era quase um veterano e seus escalpos dos tamanhos mais variados.
Jordy e Dane já chegam com um surfe maduro e pronto para o título mundial, pecam pelo que Adriano tem de sobra: Garra.
Mineiro terá ainda bastante tempo para afinar suas falhas, como posicionamento dos braços, ficar mais compacto nas manobras, quem sabe fechar um tico da sua base e usar menos o fundo da prancha, principalmente de front-side.
Peter Pan serve de metáfora pra todo tipo de fuga das responsabilidades, Mineiro as enfrenta sem sequer piscar os olhos, ele escolheu isso e pronto.

quinta-feira, junho 18, 2009

Presumir, conjecturar


Foto da magnifica Maggie Marsek

[Colaboração com a nova Hardcore, edição de Maio 2009]

Daqui a 20 anos

De Julio Adler (julioadler@goiabada.surf) 
Enviada dia 2 de Abril de 2029, 02:35:57 AM
Para Steven Allain (steven@hardcore.com.br)
Nunca senti tanto frio em Abril. Não que me lembre.
Estou de camisa de manga comprida e meias, geralmente só vou usar esse tipo de agasalho lá pros idos de Junho/Julho.
Deve ser esse tal de resfriamento da terra que tanto falam.
Aqui em Ipanema a água tava igualzinha Santa Cruz na California nos anos 00, gelada, gelada...
Foda-se, menos gente na água.
Alias, voce já viu quanta gente surfando hoje em dia ?
Quase ninguem.
Em 2010 nós achávamos que o crowd ficaria fora de controle, brincadeira como estávamos errados.
Lembro de 2014 como se fosse hoje, neguin de casaco no verão e Ipanema, que quase nunca quebra em Dezembro/Janeiro/Fevereiro perfeito (bem, voce sabe, perfeito pra cá...) por dois meses - no verão!
Alguma coisa estava errada, ou pior! alguma coisa estava terrivelmente certa.
A garotada que nasceu nos anos 00 tinha um medo que se pelava do Mar, tambem...com aquelas reportagens todo Domingo no Fantástico botando o maior terror sobre a possibilidade dos Tsunamis aqui no Brasil, ataques de tubarão e ameaças de meteoros, o cagaço se difundiu com a velocidade das celebridades instantaneas, estas tambem encagaçadas (e como!).
Sair na rua virou aventura.
Quem podia, ficava em casa, olho grudado naquele monitorzão que tomava uma parede de cada quarto.
Molecada tinha surfe no quarto, tudo incuído, sensações, cheiros, barulhos, equipamento de primeira, tudo!
Galera se reunia sem fios, banda mega-rapida (naquele acordo ortografico antigão, de 2009, os caras tiraram os hifens e os acentos, uns cinco ou seis depois voltou novamente, era um acordo comercial entre dois grupos de imprensa que triplicaram suas fortunas com o acerto) animal, dava até pra sentir os pingos d'água caindo na cabeça com o plug-in certo.
Os guris tinham umas pranchas mais bacanas que as nossas mas nunca levavam pra praia, amarela, diziam eles.
Então foi rareando de gente na praia, rareando... Cada vez menos.
Hoje parece até que estamos ainda em 2009: Quinta-feira, Altas ondas, nenhum feladaputa surfando, quase 9 da manhã.
Vou ligar pro Mellin.
Abrazzo
Julio

PS - Ouvi dizer que o Rio da Guarda tá cinco vezes o de Regencia - e que Regencia...ai, ai, ai...

terça-feira, junho 16, 2009

Clifford Everett "Bud" Shank Jnr, saxofonista e flautista - 27/05/1926 - 2/04/2009

Escrevi em abril de 2004 para o jornal O Globo assim -
[Bruce Brown, sempre lembrado pelo clássico “Endless summer”, conheceu o saxofonista e flautista Bud Shank e o convidou para gravar, pela primeira vez!, uma trilha para seu filme de 1958, “Slippery when wet”.
Como assim, ‘gravar pela primeira vez’ ?
Explico: antes de ‘Slippery…’ a trilha era composta de temas da predileção do diretor, retirados diretamente da coleção pessoal ou emprestado de um benfeitor.
Tudo combinado, Shank e seu quarteto encontraram com Brown no estúdio da Wolrd Pacific Jazz, deram um jeitinho de projetar o filme já editado na parede e mandaram brasa.
Sempre instrumental, afinal as trilhas precisavam respeitar a narração obrigatória, o gênero preferido naturalmente era o mais popular entre a moçada, portanto, o jazz.
]

Bud Shank se foi e eu soube apenas um mes depois, demorou mais dois para escrever sobre a perda.
Shank era um gigante, tocou com todo mundo e todo mundo tocou com ele.
A flautinha no classico Pop California Dreaming dos Mamas e Pappas é dele.
E como poderia deixar de ser ? Ele era o som da California desde o inicio, junto do Stan Kenton, Chet Baker, Dexter Gordon e até o malucão Ornete Coleman.
Gravou uma serie antologica de discos com Laurindo de Almeida, Braziliance 1, 2 e 3.
Amava a musica e o povo brasileiro, combinava com João Donato como goiabada e queijo, esteve aqui em 2004 pro Chivas Jazz e logo arrumou um jeito de entrar mais uma vez no estudio e registrar outro encontro com Donato (voltaria mais uma vez para um DVD).
Sua discografia é desconcertante, tocou até o ultimo dia, apesar do seu medico ter alertado do risco que corria, morreu tocando.
Tive o cuidado de selecionar para os meus 5 leitores 2 discos fundamentais na nossa fabulosa discoteca de trilhas de filmes de surfe.
Barefoot Adventure e Slippery When Wet são duas duas perolas do West Coast Jazz e a lenda por tras dos discos são tão boas quanto.
Como gosta de contar, Bruce Brown tinha ainda ainda uns trocados que sobraram do orçamento de 5.000 Dólares do Slippery when wet e desta vez ele queria uma trilha fora do comum.
Shank tocava toda semana num bar em Hermosa Beach e toda turma ja conhecia os Lighthouse All Stars e as interminaveis sessões de improviso que eram capazes de criar.
Bruce foi até o minusculo escritorio do World Pacific Records em Los Angeles e projetou o filme ali mesmo para a banda de Shank assistir e inventar uma trilha literalmente epica.
Barefoot Adventures teve numeros absurdos pra epoca: vendeu 10.000 copias.
Um numero tao improvavel que a gravadora não tinha dinheiro para pagar os royalties da banda e teve que comprar equipamentos a prazo para compensar.




UaU!

terça-feira, junho 09, 2009

Mapa da mina

Os samoas são gentis suficientes conosco para disponibilizar as ultimas edições da revista Surfer em PDF.
Quebra um galho pra quem não faz questão de folhear e ler como o tiozinho aqui - e evita a ida até a banca mais proxima pra matar a curiosidade.
Corre pro abrazzo.