quinta-feira, maio 31, 2007

The Surfer's Path

A excelente The Surfer's Path disponibilizou duas edições inteiras para visualização na grande rede.
Clica na capa e manda brasa.




terça-feira, maio 29, 2007

TOM WAITS - Fish & Bird


Desenho do 50

(Tom Waits/Kathleen Brennan)

They bought a round for the sailor
And they heard his tale
Of a world that was so far away
And a song that we'd never heard
A song of a little bird
That fell in love with a whale

He said, 'You cannot live in the ocean'
And she said to him
'You never can live in the sky'
But the ocean is filled with tears
And the sea turns into a mirror
There's a whale in the moon when it's clear
And a bird on the tide

Please don't cry
Let me dry your eyes

So tell me that you will wait for me
Hold me in your arms
I promise we never will part
I'll never sail back to the time
But I'll always pretend you're mine
Though I know that we both must part
You can live in my heart

Please don't cry
Let me dry your eyes

And tell me that you will wait for me
Hold me in your arms
I promise we never will part
I'll never sail back to the time
But I'll always pretend that you're mine
I know that we both must part
You can live in my heart

[Dica do Bala12 e link para comprar o CD logo ali embaixo. A alma é a propaganda do negócio]

segunda-feira, maio 28, 2007

Duas quadras


Azul Limão imitando Puerto como fazia no 5 desde os tempos que ainda não era um dos maiores shapers do Brasil, conhecido como Cabeção da Santa Clara, underground hero.


Posso ouvir meus passos enquanto caminho, 6 e 20 da matina, por uma das ruas mais movimentadas da Zona sul do Rio.
O mapa no Windguru indicava boas ondas desde uma semana atrás, minha vida tinha virado uma contagem regressiva de volta ao surfe.
Ipanema parou de existir pra mim em Novembro, numa tarde cinzenta de terral com ondas pequenas e ajeitadas.
Tô com o Miklos Dora: 'Quando não tem onda eu não existo. Quando tem, fico totalmente envolvido.'
No verão o fundo vai embora e surfe só no Diabo, Leme, ou de São Conrado pra cima (por que dizem pra cima, se é pra baixo que se vai ?).
Não leio edições novas das nossas queridas revistas por completo desinteresse, não confundir com desprezo, me atualizo na Casa do Pão de queijo do Shopping da Gavea, Bôscoli compra todas no mesmo dia que saem.
De dois em dois meses em alguma delas, ou em todas ao mesmo tempo, um editorial atormentado pela crescente popularização do..... (aqui o leitor escolhe seu caô predileto, esporte dos deuses, estilo vida, lazer, religião - muito popular atualmente- vício ou perda de tempo) pondera sobre o futuro próximo onde não haverá mais lugar tranquilo para surfar dada a quantidade ridícula de gente dentro d'água pelos mares afora.
Isso e o tão falado, haja paciência, título mundial brasileiro - deixa pra lá.
Leio, por exemplo, cartas indignadas de leitores obrigados a disputar ondas com jet-skis em ondas nem grandes.
O sorriso no canto da boca é inevitável, eu nunca vi um desses de perto, acreditem.
Das duas uma: ou sou um ser primitivo (provável) ou tenho mesmo pouca sensibilidade e ainda não me dei conta de que, quem não tem um jeti não está inserido nessa sociedade tão evoluída e desprendida que são os surfistas - vegetarianos, pois não ?
6 e 24, fico parado feito um poste contemplando as ondas.
Terral.
Que tamanho ? 'xa pra lá...
Um bafo daqui, outro de lá, viro de costas e volto pra casa, aquele andar de manhã cedinho, lento, arrastado, quase um sonâmbulo pela rua deserta.


Treko pilotando um foguete do cara ali de cima na varanda - quintal é Leblon, né ?

Na Prudente, um carro importado zune pelo sinal vermelho, quase não deu tempo de ver a cara do viadinho que dirigia e da piranha ao lado, 'a noite foi boa', pensei e continuei caminhando e conversando com meus botões sobre os bons tempos, quando eu não andava de carro importado, não chegava em casa virado e nunca tinha uma piranha ao lado.
Tomei café, li o JB, brinquei com meu filho e fui.
Dois camaradas dentro d'água, os dois que chamei quando vi o terceiro bafo seguido num banco de areia desses que ficam depois duma quase ressaca de sul que limpa todos fundos de norte a sul da orla fluminense- sempre quis usar isso: orla fluminense.
Era o primeiro dia de uma semana de onda buraco e fechando na beira, do jeito que aprendemos a gostar.
Assobiava 'Joga a rede no mar' do Fernando Cesar e Nazareno Brito, na voz sensual da Doris Monteiro: Quando a onda quebrar e o vento bater, alguem há de dizer, és velho para amar, a praia é teu lugar...o mar não faz segredo prum velho pescador'.
Quanta solidão naquela canção, matutei.
Aqui em Ipanema há muita solidão, por incrível que pareça, ainda hoje.
Nos temerários anos 80 um mar desses era papo pra mais de mês, nos maravilhosos 70 (que tantas camisas nos dá) rendia chá de trombeta e porre de hi-fi.
Olho pro canal do Jardim de Alah e pro Arpoador, 180 graus, nenhuma alma por perto, exatamente como nos outros 6 dias.
Onde está o cara remando apressado ? onde o short de 300 pratas ? Onde o cordão de prata grosso no peito bombado ?
Onde aquela paixão de carta pra revista ? Onde a obstinação alegada de 'minha vida é o surfe' ?
Meus vizinhos de rua surfam em Maldivas, Tahiti, Indonésia.
Ipanema não dá onda.
Piso na areia fria, ensaio uma corridinha para não perder tempo, me dou conta que não há ninguem nem perto, diminuo.
Vejo Alema sumir tão rápido numa esquerda que chego a pensar duas vezes se a 5'11'' swallow é a escolha certa.
Duas ondas depois Trekinho desce pendurado feito um cabide (5'6'' Tampinha de privada). Definitivamente não foi uma boa escolha de prancha, quem se importa ?
As hordas estão dormindo, ou varando sinais vermelhos, ou sonhando com Mentawai.
Nossa realidade é dura feito o lipe que acaba de guilhotinar o Alema.
Penso na introdução dum texto sobre a super população de surfistas que tanto preocupa nossos atentos e criativos jornalistas.
Rapidamente esqueço.
Dois minutos depois posso ver o morro do Vidigal e o Dois Irmãos emoldurado pelo mar verdinho e céu azul.
Embevecido por um canudo que quebrou em frente ao canal, sozinho e abandonado como um cão sarnento, faço planos de dar abraço bem apertado na patroa quando chegar em casa, pegar o moleque no colo e cantar 'Na Tonga da Mironga do Kabuletê' inteirinha só pra ver ele sorrindo a boquinha sem dentes, cheia de felicidade.

[o leitor que bravamente chegou até aqui, o final do texto, pode clicar no título, Duas Quadras, e assistir um clipezinho fresquinho que o Mellin, que chegou duas horas atrasado em todos dias, editou para a turma com as ondas do Trekinho (cadê as do Jamelão ?)]

quinta-feira, maio 17, 2007

Nicholas

[Tio Nick escreve verdades duras]



'The morning session was kinda silly, to be honest. AI, Joel Parko and Cory Lopez showed up on a jetski and sat on the shoulder cheering as the Hobgoods, a couple of hot young locals, and about 20 desperate wannabees wrestled with the bouncy barrels. Man! Why does every lame-o with a tattoo think he’s gonna become a Surf Star by falling off on the wave of the morning before the quarters get underway?? One of those unanswerable questions … and thank the Lord, by just after 11am, the barneyfest was done and the purportive Heat Of The Contest was underway.'

segunda-feira, maio 14, 2007

Rick Griffin




'Rick Griffin and I would meet at Torrance Beach to surf. He would tell me stories about working with John Severson on his Murphy Cartoon Strips for Surfer magazine. Rick would draw the cartoons and John would write the stories for him. As the weekends passed and I continued working at Northrop I decided that I could generate a surfing magazine out of my bedroom studio in the apartment and use the printer down the street to publish it.'