terça-feira, setembro 26, 2006

Caravanserai



Certas canções nos arremessam em direção ao tempo sem a menor cerimônia.
‘Song of the wind’ é uma dessas.
Foi gravada em 1972 pelo Carlos Santana pro album ‘Caravanserai’, disco que iniciaria uma fase exprimental do guitarrista que o deixaria sem um hit durante quase uma década.
Nesse disco Santana começa a flertar com Jazz e parecia querer deixar de lado o psicodelismo, em todo album (a gente ainda chamava assim, na época) quase não havia interferência dos vocais, apenas coros etéreos e uma única verdadeiramente cantada.
Jobim era homenageado com Stone flower, uma pedrada de mais de 6 minutos que distancia-se da bossa nova original como Chritian Fletcher do Curren.
Para mim, ouvir ‘Song of the wind’ era surfe- ou melhor, surfar.
Durante um período, ao longo dos anos 80 e início dos 90, convencionou-se chamar todo e qualquer conjunto australiano que viesse ao Brasil de surf music.
Aquilo me comia por dentro, dava azia e má digestão.
Esperneei na revista Fluir (tinha uma coluna sobre música, chamada Coluna Vertebral) com um artigo sútil, de nome simpático: Surf music é o cacete.

2 comentários:

Johnny Utah disse...

Link do "Surf music é o cacete"?

Anônimo disse...

caravanserai foi o que de melhor o LSD fez com que o Sanatana gravasse seu melhor álbun... Sim, é verdade que não só a música "song of the wind" mas o "vinil" inteiro é puro surf e não surf music, isso é termo inventado por algum urbanóide paulistano metido a praiano....

Pres. Nixon