quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Abaixo assinado

'10. Peterson Rosa, 29. Strength: He’s raw. Hailing from the slums of Rio, this Brazilian “Animal” will always keep ’em guessing.'

Do jeito que li copiei e colei aqui no Goiabada.
Desde Vince Medeiros, o equivocado, uma informação não era tão maliciosamente distorcida como a que o saite da Surfing publica nessa suposta análise ao título do WCT 2005.
Evidentemente, não vem assinada - cagaço.
Para desespero dos nossos intrépidos jornalistas estrangeiros, a favela do Rio de janeiro (sem trocadilho) ainda não foi capaz de cumprir sua sina de fornecer atletas fundamentais para todos esportes.
A multidão sem rosto anda muito ocupada tentando sobreviver nesse paradoxo de paraíso e inferno, ora roubando, ora trabalhando, ora arremessando limões pro alto, ora pagando as nossas contas nas filas dos bancos.
A imagem do pobrezinho de marré deci matando um leão por dia fascina, mas esbarra na realidade bem mais cruel do que a notícia quer parecer.
Cada vez que leio um despaupério como esse, sinto mais saudades daquela velha vontade de conhecer o objeto do seu texto, o cuidado em apurar a informação, da farra que é a pesquisa, tão distante, tão pouco provável para um personagem do terceiro escalão...
Deixo abaixo meu protesto em forma de paródia:

1. Andy Irons, 26. Forte: Kaiborg.
'Meus amigos sempre falam que Bruce é melhor do que eu, mas pelo menos eu me garanto com apenas dois seguranças' —duma entrevista na revista SURFING, Feb. ’05.

2. Joel Parkinson, 23. Forte: Billabong.
Teve um ano esquisito em 2004, ganhava do Slater, ganhava do A.I e perdia sempre pro Vitinho. Tem se dedicado a treinar capoeira com o mestre Cipó.

3. Kelly Slater, 33. Forte: Pamela.
Fizesse um implante de cabelo, Slater seria novamente imbatível. Saindo de um lar detruído pelo alcoól, K.S. trabalhou como azeite em produções pornô caseiras até chegar aos nove títulos mundias: ele temperava, o Motley Crue comia.


4. CJ Hobgood, 25. Forte: Fé cega, faca amolada.
Cêjota surpreendeu a todos em 2004 com seu modelo de prancha adaptado com alta tecnologia para seu conhecido problema transpiratório.
Além de proteger suas axilas do insuportável odor que tanto reclamam seus companheiros a cada manobra executada(Cigêi é carinhosamente chamado pelos amigos de 'o cafungador de suvaco', pela suas belas rasgadas de front-side), esse modelo foi desenvolvido com tela de plasma e citações da bíblia para situações adversas em baterias.
Shapers evangélicos brasileiros já estão em negociação com a firma que fabrica os bólidos.

5. Luke Egan, 36. Forte: Sim
Luke é boa-praça, mora em Floripa, tem quatro esposas, dois carros e é local da Joaca, não tem ?

Nenhum comentário: