quinta-feira, outubro 26, 2006

Som do surfe

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Ouvi dizer que hoje em dia, surfista que é o surfista ouve música feita por surfistas - esse negócio de legitimar e tal...
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Greg Noll, Dale Velzy, Dora, Pat Curren e cia estavam em outra, ouvindo blues e jazz, música que tinha muito mais vínculo com surfe e menos com praia - ou seria ao contrário ?
Nos 70 a coisa degringolou e valia tudo: de Cat Stevens a Soft Machine.
Quando chegamos aos detestáveis e maravilhosos 80s, fomos todos punks até o Clash nos apresentar o Reggae e deixar tudo mais nebuloso.
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Laird Hamilton estava completamente inebriado pelo som do disco Irresistible Bliss, do Soul Coughing, quando meteu pra dentro daquela besta - e da história- em Teahupoo, no dia 17 de agosto de 2000.
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1996 foi um ano bom para quem traz os ouvidos cheios de areia, alem do discaço citado acima, Butthole Surfers lançava seu primeiro disco cotonete, com hastes longas e macias, Electriclarryland, uma granada de efeito retardado.
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Ao curioso, clica no nome do disco e corre pro abraço.

5 comentários:

Anônimo disse...

Grande post, grandes bandas. Soul Coughing é muito bom, o primeiro disco Ruby Vroom (Janine é a melhor faixa e clássico instantâneo da época). Butthole Surfers é do cacete, quem não lembra do alucinado Gibby Haynes cantando Jesus Built My Hotrod no seminal Psalm 69 do Ministry?

Na boa eu não acredito em "surf music", isso é um conceito que vai variar de pessoa e não é porque pegamos onda que temos que ter o mais coisas em comum além disso. Não sou obrigado a gostar de determinada banda porque "é som de surfista", isso não existe já que dentro da cultura do surf podemos encontrar quem gosta de punk, jazz, mpb, eletrônico, pagode, etc... ou tudo isso junto.

O que me deixava puto era aquelas bandas merdas do tipo Spy vs Spy, Australian Crawl terem sido estereotipadas como música de surfista e posteriormente os NOFX e Pennywises da vida (que até eram legais mas que depois dos 20 anos fica difícil de aturar) que tocavam em 10 de 10 vídeos de surf e skate.

Bom falei muita merda mas o que importa é que surf music pra mim pode ser Nina Simone, Fischerspooner, Megadeth ou Tim Maia, não importa, cada um se inspira com o som que quiser e esse rótulo de surf music e que como você mencionou de "surfista que é o surfista ouve música feita por surfistas" é uma tremenda bobagem!

Anônimo disse...

mudando completamente de assunto, sem mudar o tema, o que os goiabas acham de começar uma campanha silenciosa pelo uso do português "surfe", ao invés do inglês "surf"?

ou algum de vocês fala como o paulo lima: sâârff...

Anônimo disse...

maleco,

Tô numa virada de noite trabaiando pacaraio esperando a porra da máquina renderizá...

Uma lembrança sonora: Mundo Livre S/A quase inédito embalando os cambitos em...94?

Quem se importa de onde vem a grana...
Tu tem que ter o bolso cheio.
Trabalho, trabalho, novo trabalho, trabalho
Samba Esquema Noise!

Porra!
abrazzo,
maximus

Anônimo disse...

The Clash é uma grande banda, das maiores, mas para fazer justiça não se pode esquecer que 3 anos antes do Sandinista o Police já havia trazido o Reggae para o mainstream, bem batido com Rock, Ska e Punk de maneira até mais direta e cortante, sem tantos experimentalismos.
Bons tempos aquele que saia um LP novo do Police e a maldita interrompia a programação para tocar a bolacha gringa inteirinha... lado A e lado B.
Abraço!
Leo

Johnny Utah disse...

Comenta aí Julio pf:
http://www.news.com.au/dailytelegraph/story/0,,20661081-5001023,00.html