domingo, janeiro 22, 2006

Conselho

Lembro perfeitamente quando Teco revelou que seu maior ressentimento ao sair do WCT era o descaso dos outros companheiros em relação ao conselho da ASP.


Teco por dentro do que se passa no surfe, como poucos

'Tanto tempo lutando pelos nossos direitos e agora ninguem estará mais lá para nos defender', dizia Flávio, alguma coisa entre frustrado e puto com a perda súbita de representatividade dos brasileiros.
Na última reunião da ASP (link aqui) foi resolvida a sempre questionável vaga para atleta contundido para próxima temporada, 3 vagas.


Pig foi ignorado pela ASP

Bernardo Pigmeu, que machucou-se na bateria contra Andy Irons em J. Bay e perdeu quase metade do circuito não teve chance contra Troy Brooks, que mal perdeu duas etapas, Mick Lowe, uma etapa e Chris Ward, duas etapas.
Qualquer criança sabe que Pigmeu não empresta prestígio ao WCT como uma estrela da grandeza do Wardo, ou Troy Brooks com seu sobrenome influente, nem o histórico competitivo do Lowe, mas o que deveria ser analisado numa reunião anual dessas é o quanto o atleta foi prejudicado durante o tour pela sua contusão.
E não me venham dizer que Pigmeu não estava classificado inicialmente no WCT, pois pelo ranking a vaga era sua por direito, segundo as regras.
A falta de interesse dos surfistas que hoje tentam a sorte na ASP em relação as engrenagens políticas da organização tem nos custado caro - como Teco tinha avisado.
Fica fácil repetir o mantra dessa turma de que somos perseguidos, primos pobres do milionário mercado mundial, mas as representações que aqui estão hoje, Billabong, Rip Curl, Quiksilver, Volcom e cia tem peso suficiente para alterar o rumo das decisões no escritório central.
Exemplo disso é que a licenciada brasileira da Reef é a maior vendedora de calçados da marca no mundo inteiro nos últimos 5 anos.
A história muda.


Lowe, mesmo sem precisar, é empurrado na melhor

Nos jornais e saites brasileiros anuncia-se que teremos um circuito milionário, literalmente, em 2006 - mesmo que para isso tenhamos etapas em lugares e épocas arriscadas onde os produtores atiram no próprio pé, arriando as bermudas para marqueteiros que daqui a um par de anos estarão investindo em hipismo ou desfiles de moda.
O volume de dinheiro que nosso mercadinho gira hoje em dia se beneficia com essas empreitadas mas continua pagando uma miséria para a maioria dos surfistas profissionais.
A notícia do circuito milionário se reproduz com uma velocidade incrível, tão incrível quanto a falta de análise em todos veículos que a divulgam - cultura do 'press release'.
Provavelmente, a grana que circula hoje pelo surfe nacional nos circuitos regionais e nacionais (excetuando-se o Super surf) nunca foi pequena e temos mais surfistas ganhando menos, proporcionalmente, do que a dez anos atrás.
Pelo menos uma notícia boa: Pedro Henrique acaba de fechar um contrato digno de primeiro mundo, cinco anos, com a Billabong, assim como Silvana Lima - apesar de não conseguir acha-los no saite da empresa.
Pode haver luz no fim do túnel.

2 comentários:

Anônimo disse...

perseguidos.... melhor ficaria ignorados... que bom que voce voltou de suas ferias escolares ... voltou afiado como sempre

Anônimo disse...

Pig é muito feio
Não vende
Foi mal, é a real!
Não tem cara de surfista, assim como jake paterson!