terça-feira, agosto 30, 2005

Goiabada cascão

'Que bom que tem gosto pra tudo', foi a frase/discurso do Pepe quando Fábio Fabuloso ganhou o prêmio do público no Festival do Rio. Partindo desse argumento, anuncio aqui, embora reticente, porque tímido, que um camarada resolveu me dissolver em uma grande entrevista (bota grande nisso, meu chapa!) no blog Surfe pensado.
Cláudio da Matta é jornalista e surfista, não necessariamente nesta ordem, trabalhou com imprensa escrita e televisão sempre tentando descobrir o mal que se esconde atrás duma prancha de surfe - o bem, digo eu, é tão óbvio...
Relendo a entrevista e vendo as fotos, quatro horas depois, reflito e concluo que deveria ter aceito o conselho do Brasas e interrompido a cálvice, provável causa de tanta minhoca no lado de dentro da cabeça.
Nunca fui de mendigar comentários, mas juro pelo cut-back do Curren que gostaria de saber uma ou outra opinião...

18 comentários:

Ernesto Cerva Themudo disse...

Grande Marreq's!
Tô contigo e não abro! falta essência e personalidade na mídia, Faço das suas palavras as minhas, Vamos nós, fazer uma revista!! você de editor e eu de entregador!! Sucesso garantido!!

ACS dia 10!!
Abraço,
k-ico T.

L disse...

"Somos os caras que comemos todas as mulheres, que viajamos o ano inteiro, que vivemos na praia, mas que somos uns imbecis. E a imprensa eterniza essa imagem."

nem mais. por alguma e muitas razões, o ditado do "em terra de cegos, quem tem olho é rei" não se aplica ao mundo do surf, onde se continua a privilegiar a superficialidade - não fosse o surf estar na moda, fenómeno feito hype e, ao fim ao cabo, reflexo dos valores que imperam na sociedade de consumo.

é bom saber que há quem não se atire da ponte seguindo os outros, mas que segue a sua própria corrente. e é pena que a indústria não aproveite mais (e melhor) todo esse know-how e visão pessoal. pode ser que um dia acordem.

até lá - parabéns pelo blog e pela entrevista.

Alexandre disse...

Julio,

Gostei da entrevista e concordo com você em vários pontos, sinto um certo ressentimento e "mainardismo" em seu discurso. Não que eu ache esse ponto de vista crítico negativo, pelo contrário, gosto de ler caras como você, o Guilherme Fiúza, mas é preciso ter cautela para não ser do contra só "por esporte".
Abraço
Alexandre

André disse...

Grande entrevista. Meu comentário pode parecer um clichê-bobalhão-baba-ovo, mas são mesmo "verdades que não seriam publicadas em nenhum outro lugar". E acho que não se pode dizer nem que a mídia-surf ainda engatinha no Brasil. Os defeitos por você muito bem apontados são mais um sinal de má-formação (e não me refiro à acadêmica) do que amadorismo. Abs

Leonel de Brizola disse...

Fala julio,
O seu surf com um stilo impecável e radical me inspirou por mto tempo. varias vezes parei para ver o seu surf e do alema no arpex, era uma aula de pegar onda.Agora me supreendo outra vez, pois sempre quiz escutar alguém falar umas verdades como essas da entrevista. è disso q o surf precisa de surfista para surfista.
Abraços

Anônimo disse...

Tem alguém de pé aí? Hahaha!

Sobrou pro teu vizinho, Rodolfo Lima, Joca Junior, Antonio Ricardo, Bocão, Patrick, KN, editores de saites, revistas, Osklen...

É isso aí, Julin, bastante sinceridade, o que é raro. Boa entrevista.

Ccom a imprensa especializada no estado em que você descreveu, certamente você não deve se animar a fazer parte de uma revista dessas nem se for convidado (apesar de que, para mudarem, esse veículos precisam exatamente de gente nova).

Uma pergunta: você nunca pensou em fazer algo você mesmo, um saite além desse aqui, por exemplo? Boto fé que seria bem bom. Você acha que existe público leitor para isso?

Abs,

Brunin.

Anônimo disse...

entre a razao e o exagero fica a marca pessoal.personalidade pra dar e vender.
afinal de contas o francis tb chutava muito. mas falava com uma certeza que dava gosto...

para gostar de ler sempre.
e correr las olas.

abs
mxms

Anônimo disse...

Entrevista afiada hem Júlio?
Lendo o que você falou da revista que está "tentando rejuvenescer, regredindo em idade mental", penso se o que acontece na (falta de) cultura no nosso micro-mundo do surf não é um espelho do emburrecimento geral do que anda por aí. São vários exemplos sobrando. Um é o cinema que só mira nos adolecentes. Será que hoje em dia o Coppola conseguiria 200 milhões de verdinhas de um estúdio para se internar no Camboja por meses, fazendo um filme totalmente autoral, sem pitaco de executivo, sem ator saradinho, sem merchandising, sem final feliz?
Outro são as rádios só tocam jabá, ainda assim se a jabamúsica não passar de 4 minutos, porque tem que entrar o comercial. Ganham duas vezes, nos comerciais e nos intervalos dos comerciais. Saudades da Maldita que arrumava um vinil gringo do Police, quentinho do forno, e tocava a bolacha toda, lado A e lado B, sem parar.
Será que as revistas de Surf não estão simplesmente seguindo esse modelo? Em primeiro lugar o marketing e em segundo também?
Hoje auto-ajuda vende mais que todos os imortais mortos juntos, cabeça de área não precisa mais saber passar a bola, a ideologia de esquerda não resiste a uma cueca recheada de dólares...
Solução pra acordar dessa nostalgia viciosa é seguir o Goiabada e procurar informação segmentada para fugir das massas. É a TV a cabo nos salvando do Faustão, circuito alternativo do cinemão, é o BLOG transmitindo informação idependente com integridade.
Abração do Leo Barroso

Paulo Fernandes disse...

Entrevista porreta em Julio?
Continue sempre assim, em um país em que as pessoas estão acostumadas a ouvir mentiras sinceras nada como falar verdades sem medo de ser feliz.
Quanto ao Shaun você acha mesmo que ele não tinha stilo? Ou que sabe o stilo dele Não fosse diferente e radical demais para época.
Abraço Paulo Fernanades.

Anônimo disse...

Recalcado! Só digo isso sobre sua "entrevista" amigo.....

Anônimo disse...

Fala Julio,
Concordo com o Leonel a respeito do teu surf. (Belo surf)sou de Guaratiba e pego a mais de 23 anos a tal da onda... já caimos juntos algumas vzs e falei contigo rapidamente (cumprimentei)em um show do FREJAT datado de 2003.
Pergunto o seguinte:
Vc descreve a midia especializada Brasileira como mecenas. Concordo que existam exageiros como as pranchinhas de plastico encartadas nas ultimas edições de uma de nossa maiores midias. (como se um surfer de verdade fosse lançar mão de tal artefato para pendurar as chaves de seu valente companheiro de estrada e ondas..) Ok! tudo bem.
Mais pergunto:
O surf vende mais pq é fresquinho ou é fresquinho pq vende mais?
Parodiando uma das antigas..
O surf é para ser massificado e assim virar olimpico ou não?
Se tu tivesses oportunidade não estarias no lugar de seus criticados?
Como ganhar dinheiro nesse Brasil capitalista sem ser piegas (no caso de nosso esporte).
Meu ramo de trabalho é a navegação que tenho imenso prazer em participar. (Tenho que defender algum enquanto posso certo?)
sds
Sérgio Amaral

Julio disse...

Um por um, dos onze acima.
K-icão pêra, dia 10 estaremos lá, defendendo as cores Ipanemenses.

LP, obrigado, mas nessa terra de cegos, quem tem um olho é caolho, não espere acordado.

Alexandre, minha distância do Mainardismo e firulismo do Guilherme é solar.

Sem essa de babar André, quem engatinha é a opinião, porque a imprensa, falo da Brasil Surf, trazia, pasme!, artigos inteligentes e pertinentes, 200 anos atrás.
Falavam de ecologia, fundos artificiais e o Bocão já nos alimentava de deliciosas histórias.
A má formação não é acadêmica, isso não cabe aqui, é endêmica - falta tempo de botequim.

Mazolinha, camarada, eu parava para admirar as idéias revolucionárias do seu avô e até hoje desafio qualquer um a me mostrar um projeto de educação melhot do que os CIEPS dele e do nosso saudoso Darcy Ribeiro.

Brunin, sobrou nada não, pratico apenas honestidade e tenho por algumas das pessoas que critico, por mais incrível que possa parecer, o maior respeito- até admiração.

Cassius, el camino y nada más.
Caminante no hay camino, se hace camino al andar.

Léo, sua razão começa onde a minha termina.

Paulo, Shaun tinha estilo até quando a prancha andava sozinha...mas os braços, os braços, deixa pra lá.

Anônimo, amigo, recalcado é ofensa ou elogio ?
Diz sobre alicerce, queria mesmo dizer isso, creio...

Amaral, surfe vende mais porque é melhor do que dois voando.

Falei ?

abrazzos

Julio

Edinho Lopes disse...

Ah Merrick , tu continua o mesmo punk radical , entre e modifique o sistema , pessoas como vc são a salvação da mesmice, a inspiraçào contra o cola e arrasta.

Pense q os abutres do sistema estão sempre por perto.

Vc precisa ver q muitos nem conhecem o seu trabalho, mas surfam em tudo q vc Pepê, Boca fazem pelo surf "mantendo o surf vivo".
abraço do seu 1.o patrocínio de prancha
parabéns!!!!!!!

Anônimo disse...

Fala Julio!
ótima entrevista... a mais pura verdade e como a verdade doi, deve ter muita gente se mordendo. Hehehe

Parabéns & boas ondas.

Roberta Milazzo

Anônimo disse...

ta vivo irmão ?

Anônimo disse...

pimenta no "C" dos outros arde e o cara não usa colírio...ainda há muito que arder nessa fogueira de viadagem que são as redações de nossas(?)revistas desespecializadas

em ipanema assim como em copa, de tubo em tubo o calção fica cheio de areia!

Anônimo disse...

Olá Júlio,
Nós até nos conhecemos, sou amigo do alema, morava em Saquarema e vez por outra escrevo um comentário anônimo; como escrevi no seu texto sobre o caso de doping do Neco...na verdade descrevi um fato que aconteceu na pousada em que alguns competidores gringos, estavam hospedados...
Só hoje tive a oportunidade de ler sua entrevista , apesar de ser seu leitor.Me indentifiquei com vc em todo o texto, em especial na parte de sua entrevista q cita a onda do Occy, e o cara do lado menosprezando ...
WCT 2002 Saquarema, quinta feira, o mar tinha subido de sul(1,5m /séries maiores), e o vento nordeste forte.
Início da bateria do Andy, até então ninguém tinha ousado , ou sequer pensado dropar atrasado e botar para dentro...pois o marrento Havaiano , dropa mais do que atrasado e bota pra dentro de uma ...não duas esquerdas meio fechadeiras e sai ileso lá na frente depois de um bom tempo andando lá dentro...estou do lado de um competidor Brasileiro, que diz..."Pô o cara não andou lá dentro...deu mole, eu teria ficado bem DEEP"....escutei isso me levantei e fui embora com um misto de indignação e infelicidade...
Há muito já não leio, sequer folheio revistas de surf...pois a medíocridade é invejável...
Parabéns...ainda que atrasado, por sua entrevista e seus textos.
Precisamos de cabeças pensantes como a sua.
Gde abraço
Marcelo Comilator

Cesar disse...

Pensava que tu era jornalista formada. Mas não deve nada pra nehum profissional da área.. Aliás, esse jornalismo que vemos é uma piada...de mal gosto.

Gostei da sinceridade da entrevista, embora não tenha concordado com uma ou outra coisa. Normal!

E aquele Kojin? Por favor né? Ele é o cancer da mídia surfeira brasileira. Ou ao menos é o símbolo desse tumor.

Muito boa a entrevista. Não lembro da últmia entrevista sincera que li, sobre qualquer assunto, nos últimos tempos.

E eu sou um dos caras que te manda uns emails pra te encher o saco de vez em quando!

Abraço!