terça-feira, agosto 25, 2009

2:30

B.S. é o pesadelo dos caras.
Bombeiro, gente fina, sorriso no rosto, menor que o Derek Ho em estatura, mais categoria que C.J. , Kai Otton, Fred e Damo juntos.
Perto do Jamie O, Bruce e cia não diminui, cresce com o perigo e o peso.
2 minutos e meio de Fred Pattachia e 34 de Bruno Santos.
La no blogue do havaiano neguin nem comenta as ondas dele, só dá Brunin.
Foi, sem sombra de duvida, uma das ondas assombrosas que jamais vi filmada na Indonesia.




Dica do Maxxximus e do Mauricio Brayner

segunda-feira, agosto 24, 2009

Matt e suas cabeçadas


Matt acelerando pro sexto do WQS - Jadson, bem na frente, em segundo. Melhor correr...

Jed Smith é o garoto de recados da revista Stab.
Criação do menino mau da imprensa australiana, Derek Rielly, a Stab tem um saite muito mais interessante do que a versão impressa, graças ao Jed e suas tiradas, ora arrumando confusão com velhos e bem estabelecidos jornalistas como Tim Baker, ora babando ovo do Kai Neville e cia.
Rielly trabalhou na Australian Surfing Life como editor de 1995 a 99, saiu para estabelecer a Surf Europe (revista publicada em 4 idiomas no velho continente) e fazer seu pé de meia - sem contar o fato de ir viver em Hossegor, um passo pra la de esperto.
Inspirado no humor, irreverência e sarcasmo dos grandes editores do Jornal Tracks nos 70 (Phill Jarratt, Paul Holmes, Albie Falzon e Witzig) Derek Rielly acredita ser o escolhido divino para castigar todo resto da imprensa pela eterna omissão nos temas que ELE considera relevantes, homossexualismo, drogas, sexualidade, grana, fama e cama.
Dito isso, compreendemos um pouquinho do ambiente que concebeu Jed Smith, um rapaz novo, 22 anos, muito bem articulado, capaz de aumentar a audiência do saite da Stab pela capacidade de produzir conteudo (de alguma qualidade) sem parar, criando essa tal fidelidade que tanto se fala na internet.
Mesmo sem concordar com os textos, ou mesmo me interessar, visito diariamente o saite pra saber o que passa na cabeça dum aussie de 22 anos que ocupa esse espaço alternativo onde tambem milito.
Ontem, dia 24/08/2009, Jed Publicou mais uma de tantas entrevistas com a rapaziada da nova geração australiana.
O escolhido foi Matt Wilkinson, uma especie de Cory Lopez australiano, menos os culhões gigantes.
Respondendo as perguntinhas amanteigadas do amigo Jed, Wilkinson expos ao mundo- ou pelo menos à mim- todo preconceito (e temores!) escondido pelos australianos e americanos, surfistas ou não.
Leia as duas ultimas perguntas e respostas, depois comento abaixo.

[Do you think having an aerial game on the WQS is just as valid as power surfing?

After my round of 24 heats, they had the expression session. Jadson [Andre], Miguel Pupo and Gabriel “air reverse” (Medina), went out and did 700 air reverses in twenty minutes. The judges have figured it out now. But as long as you do a few different tricks, the judges froth. All you need to do is a have a think about it and figure out which moves will get the points.

Is the judging criteria being easily manipulated or is progressive surfing being justly rewarded?

Fucken oath, it’s a good thing, for, progressive surfing. Air reverses don’t work anymore because Jadson and all the Brazilian’s do ‘em now. Plus, the reality is that you get to the semi and lose every single fucking time [if you only do reverses]. But I have figured it out. The new move is backhand air reverses. I’m gonna start doing them next contest. There will be another move after that but I haven’t figured that out yet. I will by next weekend.]

Fica claro que o maior medo da turma do andar de cima, os que falam ingles (com alguma dificuldade e enormes limitações) é que os macaquinhos do bananão e adjacencias aprendam todos truques deles - e os melhorem.
Ricardo Martins ja alertava la nos 90 que o dia que os brasileiros aprendessem o jogo, os caras mudariam as regras.
Um profeta.

PS - Wilkinson teve carreira meteorica como amador, fechou contrato gordo com a Rip Curl e tudo indicava que seria alguma coisa.
Não é.
Owen Wright é.

sábado, agosto 22, 2009

E eu achava que era assim apenas no cinema...

Estava la, fuçando os blogues pela grande rede, quando achei esse videozinho no Super Spectacular Adventures (blogue da Florida).
Primeiro, fiquei muito entusiasmado com a possibilidade de assistir os webcasts com um projetor (por que diabos não tinha pensado nisso antes ?), segundo, torço o nariz, a caricatura viva que são esses caipiras torcendo em coro para o Team America é piada pronta.
O comentario final (sobre o Jeremy: ele surfa como um menino de 10 anos em Sebastian Inlet) mostra que nem tudo é assim tão distante da nossa realidade afinal de contas.

Untitled from zander morton on Vimeo.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Tio Nick, sempre alerta

By contrast, here’s how the ASP deals with its webcast rights:

It leases the rights to each WCT event franchisee for US$20,000 an event.

It then adds another US$20,000 surcharge which gives the event people the right to flog extra ad space.

That’s US$400,000 per year, which sounds a lot. Truth is, it’s still only a drop in the bucket.

ASP and event sources consistently claim figures of up to a million unique users per event, more at times when an event hits a peak or bungs on something special for the punters. This puts the webcasts at the top of the surf web media heap, roughly equal with the USA-based Surfline.com.

Think about that for a moment. If Surfline.com made only $400,000 a year from its operation, do ya reckon it’d still be in business? Hell no! Its turnover – from advertisers and paid subscriptions – is well into the millions.

It makes you wonder just how much money the events are generating from the webcasts.


E nos comentarios, mais lenha pra queimar -

The events really dont cost the surf brand host anything. Let's take this years rip curl pro as an example.it was co-sponsored by ford, snickers, 'melbourne', and many other smaller brands (chiko roll etc). they probably put in 300g's each... at the moment the only way ford or snickers can get into the surf market is via the event sponsor - not the asp. so it's the surf brands making money from the big corpo's - not the surfers!

E ainda, aproveitando a quinta feira chuvosa, Fred Prawle ataca novamente - desta vez sem muito a dizer

One of the most contentious aspects of the current tour is the number of athletes - 45 - being too many. In an interview with The Australian while passing through Sydney this week, ASP CEO Brodie Carr said the number will be reduced, probably to 32 or 36, but not next year.

"We've got guys who are now qualifying for next year," he said. "It would be unfair of us to turn around and say, you're off. But I think definitely numbers will be smaller in 2011."

terça-feira, agosto 18, 2009

Ontem, hoje e ontem novamente


Foto do estupendo Ryan Tatar

Sopa de Tamanco numero 02 - Revista Hardcore 05/2009




Na edição anterior fomos convidados a refletir sobre o que seria o surfe em 20 anos.
A ideia não é nova, toda decada nos arremessa nessa brincadeira.
Para pensar melhor o futuro é recomendado conhecer um pouco do passado, esse animal selvagem que vive enjaulado.
Leio tanto sobre a quantidade de gente dentro d'água mas não consigo identificar esse fenomeno em canto nenhum.
Pirou na batatinha, pensou o leitor mais impaciente, afinal de contas em que mundo esse louco vive ?
Ipanema, me apresso em responder.
Quando comecei a surfar, nos remotos e abomináveis anos 80, 1981 para ser mais preciso, a banda tocava diferente.
Aqui no Rio de janeiro, o sistema nervoso do surfe brasileiro naquela ocasião, o surfe ardia em fogo alto e duas esquerdas ditavam o ritmo do presente e indicavam a direção do futuro.
Arpoador e Quebra mar tinham em comum, alem das ondas, uma hierarquia dentro d'água que começava geralmente com os mais velhos e habilidosos atras do pico descendo até os novatos no rabinho da onda, com raríssimas exceções.
Fedoca, fotógrafo desde a época da saudosa revista Brasil Surf e local de longa data do Arpex, lembra que nos anos 70 era praticamente impossível um surfista de nível medio conseguir pegar onda perto da pedra.
'Daniel Friedman, Rato, Pepe, Boca, Ianzinho, Capacete, Foca, Pitz, Rico, Otavio, Maraca, Cauli! cacete, cara, vai tentar surfar ao lado desses caras...
Mal comparando é como surfar hoje em dia ao lado do Mineirinho, Trequinho, Bruno Santos, Peterson, Fabinho, Teco, Vitinho, Renan, Neco, Raoni, Leo, Pablo Paulino, Pedrinho e sei lá mais quem. Voce não conseguiria pegar uma unica onda! Fato.'
Isso foi la atras, quase 40 anos, muito antes do surfe anunciar planos de saúde ou telefonia móvel. Antes das novelas, das quatro revistas, dezenas de saites, centenas de blogues e milhares de videos.
Muito la atras.
Minha percepção é que o surfista mediocre, aquele afoito, dos braços esvoaçantes, pulinhos, cabeçadinhas e nenhuma etiqueta no line up, esse ser desagradavel domina a cena na sua praia predileta.
Ao menos foi assim comigo quando fui passar a semana santa na Guarda, minha tão cara e estimada Guarda do Embaú, isso ainda em 2002.
É essa a impressão que tenho quando paro em algum desses lugares cheios de gente, voltando dum surfe matutino solitario.
Temos que reconhecer: as escolinhas de surfe nos fizeram esse favor.
Não há mais qualquer etiqueta em 2009 - não há mais tempo para formalidades.
Tive essa sensação em Maresias, Moçambique (Floripa), Prainha, Grumari.
Curiosamente, não tive essa sensação em Itauna, ou Cacimba.
Um belo convite a reflexão.
Não vamos fugir do assunto, que nesse caso daqui é o fantasma do numero crescente de pessoas dentro d'água.
Eu dizia que a maior parte da rapaziada é cada vez mais limitada no seu comportamento em cima da prancha, seja conduzindo ou sentadinho esperando sua vez e logo me adianto em consertar: a maioria sempre foi mais limitada, a diferenca é que ela hoje domina o pico, pela força, poder economico ou puro desconhecimento das regras.
As regras são poucas e simples: respeitar os locais e todo resto que ali esta para se divertir sem distinções.
Talvez isso seja papo para outro texto, numeradinho e justificado, não me deixa esquecer disso amizade, por favor.
Regras essas que deveriam ser ensinadas exaustivamente nas escolinhas de surfe.
Nos 70/80 tinhamos um acesso mais direto as regras, aprendiámos rapidinho debaixo de porrada, não havia outra maneira.
Um metodo muito eficiente era amarrar os garotos mal comportados num poste em avenida movimentada, completamente pelados (ainda sem pelos, para contentamento das moças mais sensíveis a violencia) e deixa-los la por algumas horas.
Num dia desses, aqui na frente de casa, justo aqui que nunca tem ninguem surfando (voces sabem, aqui, Ipanema, assim como todo resto do Brasil, não dá onda), um camarada infernizava a caída de meia dúzia de amigos - um unico e escasso camarada.
O sujeito não tomava conhecimento de nada nem de ninguem, surfava, ou melhor, tentava surfar com sofreguidão, sem cordinha.
Imaginem: sem cordinha.
Aquilo devia ser um sabado, la pelas 10 da manhã e o malandro, mesmo sem ter uma noção basica de boas maneiras, surfava sem cordinha, ameaçando banhistas e afins com sua prancha que insistia em fugir dos seus pés.
O que mais me chamou atenção foi o fato do malandro não sorrir, sequer um esboço de canto dos labios, neca de pitibiriba.
Tudo muito sério e solene, sem recreio, sem graça.
Possivelmente atras de algum reconhecimento entre a turma que surfava alegre num dia de onda ruim.
Se malandro encara esse negócio esquisito de levar prancha debaixo do braço sem a intenção de se divertir, algo deu errado no caminho.
Surfe não se resume em diversão mas sem ela perde um pouco da razão de ser.
Em pleno Hang Loose Pro, a Cacimba era um caldeirão de competidores atras desse mesmo reconhecimento que o pateta ali de cima almeja, num outro nivel.
Primeiro dia, antes das seis da matina, 30 ou 40 malandros surfando.
Segundo, 20 ou 25.
Terceiro, 15.
Ultimo dia, fomos surfar, Alfio, Bruno Santos, e mais uns tres malandros na praia inteira, até as nove e meia quando o campeonato começou.
Puxa vida, quanta gente!

terça-feira, agosto 11, 2009

Black Dynamite

Como resistir a esses filmes ?
Black Dynamite é uma parodia aos filmes Blaxploitation dos anos 70 que tinham as mais espetaculares trilhas sonoras que voce ja ouviu e ação sem parar.
Shaft (trilha do super heroi da Soul music, Isaac Hayes) é o clássico que todos conhecem, Across 110th Street, Black Caesar, Foxy Brown, Superfly, são mais algumas sugestões de passatempo do Goiabada para domingo a tarde.


sábado, agosto 08, 2009

Pe da letra


He still doesn’t surf up to his free-surfing ability. He peaks early and comes up with excuses why he doesn’t win world titles.
Perry Hatchet sobre Taj Burrow la na Stab (antigoooo pacas, mais de uma semana)

quarta-feira, agosto 05, 2009

Shane Peel

Is blogging healthy?

You’ll find most Internet forums and blogs are a digital version of surfing car parks around the world.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Slater fala

Kelly is clear that his preference is for ASP and ESPN to work together. “It seems like good progress is being made on some fronts going forward, and also many hurdles to be jumped and people who would like to see no further progress be made on it weighing in behind the scenes and mostly in private to try and derail positive change. As I understand it and would like to see it, ASP would fully continue in terms of surfing’s governing body,” Kelly says.

While Kelly insists he has “as many questions as anyone” about the precise format of the proposed new tour, more details are emerging.


Slater ao Tim Baker la na ASL

domingo, agosto 02, 2009

Isso ta ficando muito interessante...

When Quiksilver announced it had re-signed Kelly Slater for another five years in June, chief executive Bob McKnight said Slater had “some great ideas that we will work on together to enhance the marketability of surfing and bring surf competitions to a broader audience in new and innovative ways”.The significance of that statement is only now becoming apparent.

An insider in the sport has told me that both Kelly and Bob have invested heavily in the rebel tour that has become the biggest story in surfing during the past month.

The tour, as you've heard, would involve 16 surfers at eight events over a five-month season, with each event offering a prize pool of $US1.5 million.


Disse o Fred Prawle, la na Stab

sábado, agosto 01, 2009

Tio Nick, na mosca uma vez mais

Taí um camarada que entende do riscado.

[Unfortunately for ESPN, they don’t have a buyer. Never did. Indeed, they’re trying to sell it to the surf industry.

Perhaps they are hoping the surf industry will respond thus: “Oh OK, here’s $40 million a year of money we don’t have so you can white-ant the world tour that we’ve just spent a decade and a half reshaping in our image.”

They’ve had a few bites, notably from Quiksilver. You can see why Quik might be a little more interested than others; their top young American star, Dane Reynolds, is struggling on the WCT, and their all time King, Kelly Slater, is off the 10th world title run he was expected to make in 2009. If Dane’s not there and Kelly’s bored, world tour-wise they’ve got nothing.

Plus of course Kelly’s energetic manager Terry Hardy has been a central figure in chucking the “float” out there like nobody else.

But otherwise? Huh.

Things like this have been “floated” before. One recalls the IS Tour idea of 1999, “floated” by Derek Hynd with the tacit support of Jack McCoy and a number of never-quite-named wealthy backers; the Super League of 1996, “floated” by Graham Cassidy as an alternative ASP; the stand-alone Triple Crown of 1983, which never quite “floated”, but managed to ruin the career of Hawaiian great Dane Kealoha in the process.
]

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