Aqui na Surfer.
Que tal ouvir o que o outro lado tem pra dizer ?
PS - Kaiborg tem algo a dizer nos comentários.
segunda-feira, junho 30, 2008
quinta-feira, junho 26, 2008
Radio Goiabada 8
-thmb-746606.jpg)
I Saw The Light>Todd Rundgren
Pacific Ocean Blues>Dennis Wilson
É de Fazer Chorar>Eddie
Valerie>The Zutons
Blank Slate>The National
Bury The Hammer>Beat Happening
Free Until They Cut Me Down>Iron & Wine
Femme Fatale(Ao vivo no Le Bataclan 72>The Velvet Underground
A.W.O.L.>Robert Wyatt
Glory Box (edit)>Portishead
L'eboueur de Sant Tropez>Donzella & Henri Salvador
Panema Leblon>Cláudia
Things Gonna Get Greater Later>The Watts Prophets
Crystal Lite (Feat. Deon Davis)>James Pants
Maciel Tema>Ed Maciel e Sua Orquestra
Sea Of Joy (Part 2)>Tully
Christina>Depiano & Orch. Beguen Band
Por entre mares>São Jorge Guerreiro
Hello Brooklyn>Jay-Z and Marvin Gaye
Valerie (Live Lounge - 10-01-07)>Amy Winehouse
quarta-feira, junho 25, 2008
Olhando pra frente

[Talvez eu prefira ser um cara de quem todo mundo diz "por que ele ainda não está lá?" do que alguém sobre quem as pessoas falam "como pode esse cara estar lá?".]
Trekinho, com todo bom senso que falta a maioria no Blogue da Globo.
terça-feira, junho 24, 2008
quarta-feira, junho 18, 2008
Discoteca goiaba do surfista desatento 6
Discoteca básica>Surf Portugal 183#>Abril 2008

Meddle - Pink Floyd 13 de Novembro de 1971
O produtor David Elfick conta a seguinte estória nos extras do DVD Crystal Voyager.
'Pink Floyd era uma das grandes bandas do mundo e George Greenough tinha ouvido aquela canção, Echoes, e gostado muito. Será que conseguimos essa música David ? Perguntou George.'
David tinha acabado de assistir um bloco editado de 23 minutos (ver tempestade) e conseguir aquela música tinha virado uma questão de vida ou morte.
O que fez Elfick ?
Pegou o rolo de 16mm e foi até Londres pedir pessoalmente aos Floyds.
Chegando lá, depois de passar pela triagem, David conseguiu falar com o empresário e sugeriu: 'Podemos fazer uma troca, voces me dão a música em troca das imagens que tenho aqui'.
O empresário olhou incrédulo, por que diabos o Pink Floyd ia querer aquilo ?
Elfick insistiu em mostrar as imagens pra banda e eles toparam.
Imaginem então aquele sujeito com uma bobina de filme nas mãos tentando negociar com a banda que tinha acabado de lançar seu disco de maior sucesso, The Dark side of the moon.
Encerrada a sessão, Elfick nervoso, 'que tal ?'
'Negócio fechado. Mas da próxima vez toca esse som mais alto.'
Hendrix não fazia a menor idéia quando disse 'nunca mais voce vai ouvir surf-music novamente', que Echoes, lado B do LP Meddle, do grupo que fez turnê com ele no final dos 60, seria referência de música dos surfistas.
A mistura do baixo, bateria e orgão temperada com as guitarras do Gilmour te tiram do chão.
Bem vindo a bordo da nave subaquática espacial.
E não só isso, o Pink Floyd adotou as imagens do Crystal Voyager como pano de fundo das suas apresentações pela Europa e EUA.
Meddle abre com o baixo de Roger Waters furando as caixas de som (duplicado com David Gilmour atirando simultaneamente) como Carroll em Pipeline no final dos anos 80.
O LP é reconhecido como o primeiro grande album do Pink Floyd depois da pirada do Syd Barret. A capa é uma foto de uma orelha debaixo d'água (o artista Storm Thorgerson tinha sugerido uma foto artistíca do ânus de um babuíno, felizmente recusada pela banda).
Greenough, do jeito que era livre e criativo, deve ter logo enxergado a curva de uma onda rodando na foto da capa - aquilo era um tubo como apenas George via.
Todo resto do LP é em clima de final de década, cair da tarde, com nomes que induzem ao torpor: Pillow of winds, Fearless (esta aparentemente uma homenagem do Roger Waters, torcedor fanático do Liverpool, ao título da Wembley Cup com trechos do hino You'll never walk alone), Saint Tropez e Seamus.
Ainda demoraria mais 8 anos para o Pink Floyd lançar seu outro disco fundamental para turma da cueca cheia de areia: The Wall, de 1979.
E por que ? pergunta o amigo.
A inesquecível abertura do filme The Performers, com a equipe da Quiksilver no Havaí.
'We don't need no education We dont need no thought control No dark sarcasm in the classroom Teachers leave them kids alone Hey! Teachers! Leave them kids alone!'
[Esse blogue aceita sugestões de futuras Discotecas básicas para surfistas goiabas]

Meddle - Pink Floyd 13 de Novembro de 1971
O produtor David Elfick conta a seguinte estória nos extras do DVD Crystal Voyager.
'Pink Floyd era uma das grandes bandas do mundo e George Greenough tinha ouvido aquela canção, Echoes, e gostado muito. Será que conseguimos essa música David ? Perguntou George.'
David tinha acabado de assistir um bloco editado de 23 minutos (ver tempestade) e conseguir aquela música tinha virado uma questão de vida ou morte.
O que fez Elfick ?
Pegou o rolo de 16mm e foi até Londres pedir pessoalmente aos Floyds.
Chegando lá, depois de passar pela triagem, David conseguiu falar com o empresário e sugeriu: 'Podemos fazer uma troca, voces me dão a música em troca das imagens que tenho aqui'.
O empresário olhou incrédulo, por que diabos o Pink Floyd ia querer aquilo ?
Elfick insistiu em mostrar as imagens pra banda e eles toparam.
Imaginem então aquele sujeito com uma bobina de filme nas mãos tentando negociar com a banda que tinha acabado de lançar seu disco de maior sucesso, The Dark side of the moon.
Encerrada a sessão, Elfick nervoso, 'que tal ?'
'Negócio fechado. Mas da próxima vez toca esse som mais alto.'
Hendrix não fazia a menor idéia quando disse 'nunca mais voce vai ouvir surf-music novamente', que Echoes, lado B do LP Meddle, do grupo que fez turnê com ele no final dos 60, seria referência de música dos surfistas.
A mistura do baixo, bateria e orgão temperada com as guitarras do Gilmour te tiram do chão.
Bem vindo a bordo da nave subaquática espacial.
E não só isso, o Pink Floyd adotou as imagens do Crystal Voyager como pano de fundo das suas apresentações pela Europa e EUA.
Meddle abre com o baixo de Roger Waters furando as caixas de som (duplicado com David Gilmour atirando simultaneamente) como Carroll em Pipeline no final dos anos 80.
O LP é reconhecido como o primeiro grande album do Pink Floyd depois da pirada do Syd Barret. A capa é uma foto de uma orelha debaixo d'água (o artista Storm Thorgerson tinha sugerido uma foto artistíca do ânus de um babuíno, felizmente recusada pela banda).
Greenough, do jeito que era livre e criativo, deve ter logo enxergado a curva de uma onda rodando na foto da capa - aquilo era um tubo como apenas George via.
Todo resto do LP é em clima de final de década, cair da tarde, com nomes que induzem ao torpor: Pillow of winds, Fearless (esta aparentemente uma homenagem do Roger Waters, torcedor fanático do Liverpool, ao título da Wembley Cup com trechos do hino You'll never walk alone), Saint Tropez e Seamus.
Ainda demoraria mais 8 anos para o Pink Floyd lançar seu outro disco fundamental para turma da cueca cheia de areia: The Wall, de 1979.
E por que ? pergunta o amigo.
A inesquecível abertura do filme The Performers, com a equipe da Quiksilver no Havaí.
'We don't need no education We dont need no thought control No dark sarcasm in the classroom Teachers leave them kids alone Hey! Teachers! Leave them kids alone!'
[Esse blogue aceita sugestões de futuras Discotecas básicas para surfistas goiabas]
terça-feira, junho 17, 2008
Morou ou boiou ?
Seaworthy: Official Trailer from Nathan Oldfield on Vimeo.
Arrancados na grosseria do 70 por cento
esse aqui foi do tal do Stevey.
sexta-feira, junho 13, 2008
23 minutos submerso
Coluna Tempestade em copo d'água>Revista Surf Portugal>Abril 2008

- George! Pode me ouvir George ?
Por 23 intermináveis minutos tudo que George ouvia, ou via, era água.
George sabia que os filmes de surfe nunca mais seriam os mesmos, tudo que se percebia ao redor do surfe mudaria para sempre.
O filme chamava-se Crystal Voyager e seria um mero documentário sobre um cara esquisito e seus estranhos hábitos não fosse pelos 23 minutos finais.
O cara esquisito era o George, George Greenough, um personagem tão rico e complexo que merece parágrafo de apresentação.
Hoje George beira os setenta, com 21 revolucionou o design das pranchas, inspirado pelo não menos excêntrico Bob Simmons, criando pranchas capazes de atingir velocidades assustadoras devido à flexibilidade que Greenough conseguia com o deck cavado em forma duma colher.

George deixou de surfar em pé ainda no início dos anos 60 e dedicava-se a correr ondas de joelhos e deitado.
Auto-didata, criou em 1965 um modelo que batizou de Velo, provavelmente uma das cinco pranchas mais influentes em toda história do surfe. A Velo é responsável pelo título mundial do Nat Young em 66, pela troca brusca de direção de Slater, pelo arco da cavada do Lopez, pela voadinha do Clay Marzo, pelos tubos do Rasta, por voce e por mim.
Logo que a década de 70 começa, George reiventa nosso olhar e leva uma câmera para dentro d'água, quero dizer: Pra dentro do tubo.
Greenough rompe com a tradicional imagem do surfista na terceira pessoa e passa a filmar na primeira pessoa, quem está na onda não é mais o surfista, é voce.
A imagem que voce vê não é mais do ponto de vista de quem olha da praia ou dentro do mar em cima duma prancha olhando do canal, desta vez a onda é a protagonista e o surfista um detalhe superfluo.
Em 1970, Innermost Limmits of Pure Fun, primeiro filme que George realizou, trazia um segmento chamado The Coming of the dawn, todo filmado com uma câmera fixada ora no bico, ora na rabeta da sua prancha, anunciando mudança no comportamento de toda contracultura onde o surfe se confundia.
Mas é em 75, come esses benditos 23 minutos, que George transcende o gueto do surfe e alça voô para um público maior.
David Elfick e Albie Falzon (produtor e diretor de Morning of the earth) se reúnem para realizar um documentário sobre o inusitado estilo de vida de Greenough: George planejando e construindo um barco, George desmontando câmeras, George sendo apenas George.
Os primeiros 50 minutos de Crystal Voyager são somente isso: dia a dia de Greenough com sua narração seca e direta.
E então acontece...
Do escuro da tela aproxima-se a palavra Echoes.
O ruído de pingos d'água parecem familiares, é uma canção do Pink Floyd!
Vemos as mais incríveis cenas aquáticas jamais vistas, uma explosão de cores e texturas que nos deixam zonzos com tamanha beleza.
Suave, a voz canta:
Overhead the albatross Hangs motionless upon the air And deep beneath the rolling waves In labyrinths of coral caves An echo of a distant time Comes willowing across the sand And everything is green and submarine
Não estamos mais diante de um filme de surfe, aquilo é arte delirante, é uma instalação, uma performance.
Todo tempo a câmera se mantem submersa, admirando aquele universo que começa e acaba numa onda, raramente conseguimos ver alguma cena em cima d'água.
Somos peixes, somos água, somos surfistas como nunca antes fomos.
George cria uma grande angular para nos emprestar o verdadeiro olhar do peixe, em quase 180 graus, uma visão fabulosa da terra vista do mar, debaixo d'água, atrás duma onda.
Nos perguntamos seguidamente por que não nos mantemos debaixo d'água para ver tudo aquilo rotineiramente.
A resposta pode vir simples: porque é bonito demais e tanta beleza assim pode enlouquecer.
A música cresce e a câmera de Greenough resolve emergir.

Gilmour martela sua guitarra e Waters (vejam só que coincidencia!) batuca o baixo enquanto o tapete mágico de Greenough começa sua viagem pelas destorcidas paredes de ondas completamente absurdas.
Originalmente Echoes deveria falar sobre a imensidão do espaço, supostamente inspirada pelo filme 2001 de Kubrick (inclusive há uma lenda que diz que todo final do 2001 pode ser sincronizado com a canção do Floyd), algo mudou para o infinito do oceano e casou perfeito com as imagens de Greenough.
Ou seja: Greenough fazia com as imagens a mesma coisa que Pink Floyd fazia com seu som.
Estamos dentro do tubo, em câmera lenta, a realidade vira uma gota na lente, espatifa-se e espalha pela tela.
O tempo já não é mais tempo, é movimento, e o tubo arremessa tudo que tem para frente e para os lados.
Não somos mais nada.
George finalmente responde:
'Voce pode estar ali apenas por alguns segundos, de verdade, mas sua mente pode ficar ali por horas...
Muitas vezes voce fica tão dentro do tubo que não há saída.
Voce cai terrivelmente.
O que interessa é que quando voce está lá dentro. É o tempo que voce passa ali dentro.
O tempo entra numa dimensão própria.
A única realidade é a que acontece ali dentro.'

- George! Pode me ouvir George ?
Por 23 intermináveis minutos tudo que George ouvia, ou via, era água.
George sabia que os filmes de surfe nunca mais seriam os mesmos, tudo que se percebia ao redor do surfe mudaria para sempre.
O filme chamava-se Crystal Voyager e seria um mero documentário sobre um cara esquisito e seus estranhos hábitos não fosse pelos 23 minutos finais.
O cara esquisito era o George, George Greenough, um personagem tão rico e complexo que merece parágrafo de apresentação.
Hoje George beira os setenta, com 21 revolucionou o design das pranchas, inspirado pelo não menos excêntrico Bob Simmons, criando pranchas capazes de atingir velocidades assustadoras devido à flexibilidade que Greenough conseguia com o deck cavado em forma duma colher.

George deixou de surfar em pé ainda no início dos anos 60 e dedicava-se a correr ondas de joelhos e deitado.
Auto-didata, criou em 1965 um modelo que batizou de Velo, provavelmente uma das cinco pranchas mais influentes em toda história do surfe. A Velo é responsável pelo título mundial do Nat Young em 66, pela troca brusca de direção de Slater, pelo arco da cavada do Lopez, pela voadinha do Clay Marzo, pelos tubos do Rasta, por voce e por mim.
Logo que a década de 70 começa, George reiventa nosso olhar e leva uma câmera para dentro d'água, quero dizer: Pra dentro do tubo.
Greenough rompe com a tradicional imagem do surfista na terceira pessoa e passa a filmar na primeira pessoa, quem está na onda não é mais o surfista, é voce.
A imagem que voce vê não é mais do ponto de vista de quem olha da praia ou dentro do mar em cima duma prancha olhando do canal, desta vez a onda é a protagonista e o surfista um detalhe superfluo.
Em 1970, Innermost Limmits of Pure Fun, primeiro filme que George realizou, trazia um segmento chamado The Coming of the dawn, todo filmado com uma câmera fixada ora no bico, ora na rabeta da sua prancha, anunciando mudança no comportamento de toda contracultura onde o surfe se confundia.
Mas é em 75, come esses benditos 23 minutos, que George transcende o gueto do surfe e alça voô para um público maior.
David Elfick e Albie Falzon (produtor e diretor de Morning of the earth) se reúnem para realizar um documentário sobre o inusitado estilo de vida de Greenough: George planejando e construindo um barco, George desmontando câmeras, George sendo apenas George.
Os primeiros 50 minutos de Crystal Voyager são somente isso: dia a dia de Greenough com sua narração seca e direta.
E então acontece...
Do escuro da tela aproxima-se a palavra Echoes.
O ruído de pingos d'água parecem familiares, é uma canção do Pink Floyd!
Vemos as mais incríveis cenas aquáticas jamais vistas, uma explosão de cores e texturas que nos deixam zonzos com tamanha beleza.
Suave, a voz canta:
Overhead the albatross Hangs motionless upon the air And deep beneath the rolling waves In labyrinths of coral caves An echo of a distant time Comes willowing across the sand And everything is green and submarine
Não estamos mais diante de um filme de surfe, aquilo é arte delirante, é uma instalação, uma performance.
Todo tempo a câmera se mantem submersa, admirando aquele universo que começa e acaba numa onda, raramente conseguimos ver alguma cena em cima d'água.
Somos peixes, somos água, somos surfistas como nunca antes fomos.
George cria uma grande angular para nos emprestar o verdadeiro olhar do peixe, em quase 180 graus, uma visão fabulosa da terra vista do mar, debaixo d'água, atrás duma onda.
Nos perguntamos seguidamente por que não nos mantemos debaixo d'água para ver tudo aquilo rotineiramente.
A resposta pode vir simples: porque é bonito demais e tanta beleza assim pode enlouquecer.
A música cresce e a câmera de Greenough resolve emergir.

Gilmour martela sua guitarra e Waters (vejam só que coincidencia!) batuca o baixo enquanto o tapete mágico de Greenough começa sua viagem pelas destorcidas paredes de ondas completamente absurdas.
Originalmente Echoes deveria falar sobre a imensidão do espaço, supostamente inspirada pelo filme 2001 de Kubrick (inclusive há uma lenda que diz que todo final do 2001 pode ser sincronizado com a canção do Floyd), algo mudou para o infinito do oceano e casou perfeito com as imagens de Greenough.
Ou seja: Greenough fazia com as imagens a mesma coisa que Pink Floyd fazia com seu som.
Estamos dentro do tubo, em câmera lenta, a realidade vira uma gota na lente, espatifa-se e espalha pela tela.
O tempo já não é mais tempo, é movimento, e o tubo arremessa tudo que tem para frente e para os lados.
Não somos mais nada.
George finalmente responde:
'Voce pode estar ali apenas por alguns segundos, de verdade, mas sua mente pode ficar ali por horas...
Muitas vezes voce fica tão dentro do tubo que não há saída.
Voce cai terrivelmente.
O que interessa é que quando voce está lá dentro. É o tempo que voce passa ali dentro.
O tempo entra numa dimensão própria.
A única realidade é a que acontece ali dentro.'
quinta-feira, junho 12, 2008
Sea of Joy
segunda-feira, junho 09, 2008
Radio Goiabada 7

1>Belle & Sebastian>Belle & Sebastian
2>Melô Do Lula >Banda União Black
3>Lovin' Man>Eugene Mcdaniels
4>Tranquila>Thalma de Freitas
5>Sá Marina>Wilson Simonal
6>Poeira>Cidadão Instigado
7>Sob O Mar>Jaime Alem & Nair Candia
8>Black Skin Blue Eyed Boys>Map Of Africa
9>É Preciso Dar Um Jeito Meu Amigo>Erasmo Carlos
10>Baby>Os Mutantes
11>Another Sugar Daddy>Bo Diddley
12>That's When I Reach For My Revolver>Mission of Burma
13>Samarin Bolga>Uppers Chapter 2
14>Contemplacao>Meirelles E Os Copa 5
15>Artista É O Caralho>Rubinho Jacobina e A Força Bruta
sábado, junho 07, 2008
Faz Força Zé
[Escrito e publicado em meados de 2003]
Me chega às mãos a última edição da Surf Portugal, Fevereiro, Slater na capa.
A excelente cobertura do inverno havaiano me surpreende mais uma vez.
Lembra um pouco até a Fluir nos tempos em que o Fred tabelava com o Pepê.
Mistura respeito profundo e admiração, encantamento sem deslumbre, a linguagem é clara e simples: vamos falar aqui para surfistas e só para surfistas, o resto que vá se ralar nos percebes (uma espécie de marisco que há em Portugal, de aspecto primitivo, vai bem com uma cerveja).
Aqui no Salve-lindo a diferença básica, na minha opinião, é que as revistas são feitas para o ‘mercado’.
E quem é o tal do ‘mercado’ ?
O mercado nesse caso é um molestador de crianças, um inescrupuloso gigante com força suficiente para manipular a pobre imprensa como marionetes. A força vem do dinheiro.
As pessoas que estão nas redações não são mal-intencionadas, de forma alguma, mas nem percebem que deveriam fazer um veículo de troca de informação com o camarada que surfa ao seu lado.
Nada mais do que isso.
Noutro dia me aprofundo mais no assunto.
Slater fez e aconteceu no inverno de 2003. Teve uma atuação sobre- natural em Haleiwa, quem conta é o melhor surfista Português de todos os tempos, Tiago Pires, mas podem lhe chamar de Saca. A credencial do garoto, começa num segundo lugar que ele conseguiu em Sunset dois anos atrás, com Sunny na frente e termina com seu 27º no WQS em 2003.
Locutor oficial da ASP, ou melhor, dos donos dos campeonatos da ASP, Nuno Jonet, o mais simpático e agradável de sempre, diz que o ‘carving 360’ do Slater em Haleiwa numa onda de 4 metros foi manobra de Play Station.
Eu acredito.
Nos últimos 10 anos de Pipe Masters, Slater esteve em 7 finais, nos informa o pesquisador e jornalista Miguel Pedreira.
O histórico chega a ser ridículo!
Um nono lugar no ranking do WCT competindo em somente 9 das 12 etapas, justamente no ano mais competitivo, mais eletrizante, enfatiza que K.S. ainda não ‘chegou’ no WCT 100%.
A morte de seu pai no ano passado o desconcentrou e abalou suas estruturas.
Ninguem passa por uma perda dessas sem cicatrizes fundas.
Fato é que Slater aos 31 anos de idade chega finalmente a maturidade.
O seu estilo agora é assumidamente dele, chega de copiar Curren. Slater parece mais a vontade com seu surfe, mais confortável com o destino de ser o melhor surfista de todos os tempos, jamais o mais elegante.
Esse posto é de Curren, Edwards, Dora, Lopez.
Slater é de outra linhagem: Shaun Tomsom, pela colocação absurda no tubo, Nat Young, puro talento, agressividade e competitividade, Martin Potter, inovação, velocidade, Rabbit, pela astúcia, estratégia e Tom Carrol pela maneira como conseguiu dominar o Havaí de Pipe (5 títulos) a Waimea (Eddie 2002/2003).
Suas pranchas foram de pouco volume, como no vídeo 110/240 de Brian Bleak, 1993, super finas e estreitas, até os tarugos de hoje, mais para Sunny Garcia e Luke Egan do que para Taj e Fanning.
Slater tem hoje, 13 anos depois de seu debut na arena da ASP, o surfe mais bem composto do circuito.
Duas ondas surfadas em 2002 resumem tudo.
Trestles, expression session, uma cavada fenomenal, um aéreo fácil, potente, limpo, retorno ao trilho da onda sem sobresaltos, outras tres porradas tipo pé na porta.
Tavarua, nota 10, um tubo tão impressonante que nem o próprio Kelly, que não é dado a comemorações arremessa o braço feito Pelé na Copa de 58.
Se Occy, com todos seus exageros consegue ainda um desempenho assombroso no WCT, 36 aninhos- como ficou mais que claro em Snapper Rocks na semana passada-, imaginem Slater, sem os pecadilhos, senão pela peituda inflada Pamela Anderson, imaginem Slater melhorando ainda mais.
E amadurecendo.
Cedo para previsões, mas o apetite lá está, o desejo queima. Machado sempre nos alertou para que ninguem jogasse ping-pong com Slater antes das baterias- Slater não sabe perder.
Nota de pé de página-
Depois de Tom Carrol no Quiksilver Pro, Munga Barry no Billabong Pro de J. Bay, a hora é do bi-campeão do mundo Damien Hardman se tornar o mais novo diretor de prova do WCT.
A estréia será em Bells Beach durante o Rip Curl Pro, durante a semana Santa, evento mais tradicional do circuito, desde 73 tocando o sininho.
Quem sabe em Floripa teremos Pedro Muller como diretor de prova ?
[O que sabia eu ? Teco seria não apenas o diretor de prova, mas o licenciado da ASP. Pim Pom.]
Me chega às mãos a última edição da Surf Portugal, Fevereiro, Slater na capa.
A excelente cobertura do inverno havaiano me surpreende mais uma vez.
Lembra um pouco até a Fluir nos tempos em que o Fred tabelava com o Pepê.
Mistura respeito profundo e admiração, encantamento sem deslumbre, a linguagem é clara e simples: vamos falar aqui para surfistas e só para surfistas, o resto que vá se ralar nos percebes (uma espécie de marisco que há em Portugal, de aspecto primitivo, vai bem com uma cerveja).
Aqui no Salve-lindo a diferença básica, na minha opinião, é que as revistas são feitas para o ‘mercado’.
E quem é o tal do ‘mercado’ ?
O mercado nesse caso é um molestador de crianças, um inescrupuloso gigante com força suficiente para manipular a pobre imprensa como marionetes. A força vem do dinheiro.
As pessoas que estão nas redações não são mal-intencionadas, de forma alguma, mas nem percebem que deveriam fazer um veículo de troca de informação com o camarada que surfa ao seu lado.
Nada mais do que isso.
Noutro dia me aprofundo mais no assunto.
Slater fez e aconteceu no inverno de 2003. Teve uma atuação sobre- natural em Haleiwa, quem conta é o melhor surfista Português de todos os tempos, Tiago Pires, mas podem lhe chamar de Saca. A credencial do garoto, começa num segundo lugar que ele conseguiu em Sunset dois anos atrás, com Sunny na frente e termina com seu 27º no WQS em 2003.
Locutor oficial da ASP, ou melhor, dos donos dos campeonatos da ASP, Nuno Jonet, o mais simpático e agradável de sempre, diz que o ‘carving 360’ do Slater em Haleiwa numa onda de 4 metros foi manobra de Play Station.
Eu acredito.
Nos últimos 10 anos de Pipe Masters, Slater esteve em 7 finais, nos informa o pesquisador e jornalista Miguel Pedreira.
O histórico chega a ser ridículo!
Um nono lugar no ranking do WCT competindo em somente 9 das 12 etapas, justamente no ano mais competitivo, mais eletrizante, enfatiza que K.S. ainda não ‘chegou’ no WCT 100%.
A morte de seu pai no ano passado o desconcentrou e abalou suas estruturas.
Ninguem passa por uma perda dessas sem cicatrizes fundas.
Fato é que Slater aos 31 anos de idade chega finalmente a maturidade.
O seu estilo agora é assumidamente dele, chega de copiar Curren. Slater parece mais a vontade com seu surfe, mais confortável com o destino de ser o melhor surfista de todos os tempos, jamais o mais elegante.
Esse posto é de Curren, Edwards, Dora, Lopez.
Slater é de outra linhagem: Shaun Tomsom, pela colocação absurda no tubo, Nat Young, puro talento, agressividade e competitividade, Martin Potter, inovação, velocidade, Rabbit, pela astúcia, estratégia e Tom Carrol pela maneira como conseguiu dominar o Havaí de Pipe (5 títulos) a Waimea (Eddie 2002/2003).
Suas pranchas foram de pouco volume, como no vídeo 110/240 de Brian Bleak, 1993, super finas e estreitas, até os tarugos de hoje, mais para Sunny Garcia e Luke Egan do que para Taj e Fanning.
Slater tem hoje, 13 anos depois de seu debut na arena da ASP, o surfe mais bem composto do circuito.
Duas ondas surfadas em 2002 resumem tudo.
Trestles, expression session, uma cavada fenomenal, um aéreo fácil, potente, limpo, retorno ao trilho da onda sem sobresaltos, outras tres porradas tipo pé na porta.
Tavarua, nota 10, um tubo tão impressonante que nem o próprio Kelly, que não é dado a comemorações arremessa o braço feito Pelé na Copa de 58.
Se Occy, com todos seus exageros consegue ainda um desempenho assombroso no WCT, 36 aninhos- como ficou mais que claro em Snapper Rocks na semana passada-, imaginem Slater, sem os pecadilhos, senão pela peituda inflada Pamela Anderson, imaginem Slater melhorando ainda mais.
E amadurecendo.
Cedo para previsões, mas o apetite lá está, o desejo queima. Machado sempre nos alertou para que ninguem jogasse ping-pong com Slater antes das baterias- Slater não sabe perder.
Nota de pé de página-
Depois de Tom Carrol no Quiksilver Pro, Munga Barry no Billabong Pro de J. Bay, a hora é do bi-campeão do mundo Damien Hardman se tornar o mais novo diretor de prova do WCT.
A estréia será em Bells Beach durante o Rip Curl Pro, durante a semana Santa, evento mais tradicional do circuito, desde 73 tocando o sininho.
Quem sabe em Floripa teremos Pedro Muller como diretor de prova ?
[O que sabia eu ? Teco seria não apenas o diretor de prova, mas o licenciado da ASP. Pim Pom.]
quinta-feira, junho 05, 2008
Enquanto isso, no blogue da Hang Loose...

[Quando aceitei escrever um blogue para Hang loose recebi uma recomendação do Alfio (Lagnado, proprietário da marca): "Julio, quero que você diga as verdades, mesmo que seja pra esculhambar a Hang Loose".
Demorei pra digerir, agora vai.
Estamos quase na metade de 2008 e na página da ASP encontramos apenas o nome do Pigmeu (em 95!) representando a marca que mais investe em surfe profissional no Brasil...]
O texto anda mais um pouco.
Alfio engoliu e respondeu- de bate pronto.
terça-feira, junho 03, 2008
Com o mundo aos seus pés
Carlos olha pra cima e já não enxerga mais nada.

'Eles devem estar cansados, né ?' Pergunta Mares ao saber que depois de tantas horas no computador ainda tinha mais Slater pela frente.
'Quantas baterias eles surfaram hoje ?'
Quartas, semis e final e Slater acaba de surfar sua décima primeira onda e dispensou o jet-ski pra sair - quer surfar mais uma.
Sua quarta ou quinta onda na final foi devastadora, absurda. Tivesse voltado da última manobra, toda a trupe do WCT seria ridicularizada pelo nível de surfe alcançado por Slater.
Cavada com tempo errado e uma perfeita simulação de Simon Anderson debaixo da guilhotina em Pipe 1981.
A final foi completamente anti-clímax.
Fiquei esperando uma disputa franca de jabs, ganchos e diretos e o que vi foi uma apresentação solo do Carlos.
Shadowboxing.
Nenhum surfista no WCT bateu Kelly em 2008 - nem uma única derrota para os 46 surfistas rankeados
Prestem bem atenção nisso.
Apenas Manoa capitalizou duas vezes pra cima do KS, uma sobre o despreparo na primeira fase e outra em cima do erro tático.

Taj já começa a dar sinais de desespero quando diz: 'Fico pensando em quando escovei ele (Slater) em J. Bay na final no ano passado...'
TB deveria saber que não se brinca com essas coisas.
Slater perdeu sim, feio, mas perdeu pra ele mesmo.
Nas quartas, contra Mineiro, ainda em J. Bay, Slater fez a maior média do evento (19.23) e apesar de ter perdido pro Taj na final, ninguem teve dúvida de quem tinha sido o surfista do campeonato.

Mineiro cada vez mais incomoda a imprensa estrangeira com suas comemorações exageradas e estilo esquisito, mas nada disso tira o brilho da campanha excepcional que vem fazendo em 2008.
Quarto lugar do ranking nessa altura é mais do que ele mesmo poderia esperar - na realidade, com um descarte, Mineiro tá em sétimo.
Do segundo pra baixo tá tudo embolado, até o oitavo, com descarte do pior resultado, apenas 400 pontos de diferença.
Ficamos, brasileiros, orgulhosos de ver que Adriano melhora a cada temporada em ondas de qualidade, embora fique a desconfiança que seu estilo e jeito de atacar a onda não tenha remédio diante dos resultados.
Com a projeção que tem nas suas cavadas, Mineiro poderia almejar um surfe digno da admiração dos seus companheiros de WCT, mas ainda peca por muito aflito e pouco composto, principalmente de backside.
Se conseguisse deixar seu corpo mais compacto com a prancha e flexionasse mais os joelhos, Mineiro ganharia muito.
Por enquanto, o que mais chama atenção é sua capacidade de auto-celebração.
Eu acredito em milagres
Jordy paga caro pela soberba de achar que o tour seria um passeio para seu inegável talento, foi triturado pelo normal Dayan Neve.
Dane, com suspeitas duma infecção, deu perdido, pra sorte de Mick, Parko, CJ, Bede e Taj, que voltaram às manchetes, toda vez que Slater descansava.
Bede, o sortudo do ano, se mantem em segundo (com descarte), uma verdadeira aberração da natureza.
Não se repetirá jamais.
Vamos à Geffersão Bay.

'Eles devem estar cansados, né ?' Pergunta Mares ao saber que depois de tantas horas no computador ainda tinha mais Slater pela frente.
'Quantas baterias eles surfaram hoje ?'
Quartas, semis e final e Slater acaba de surfar sua décima primeira onda e dispensou o jet-ski pra sair - quer surfar mais uma.
Sua quarta ou quinta onda na final foi devastadora, absurda. Tivesse voltado da última manobra, toda a trupe do WCT seria ridicularizada pelo nível de surfe alcançado por Slater.
Cavada com tempo errado e uma perfeita simulação de Simon Anderson debaixo da guilhotina em Pipe 1981.
A final foi completamente anti-clímax.
Fiquei esperando uma disputa franca de jabs, ganchos e diretos e o que vi foi uma apresentação solo do Carlos.
Shadowboxing.
Nenhum surfista no WCT bateu Kelly em 2008 - nem uma única derrota para os 46 surfistas rankeados
Prestem bem atenção nisso.
Apenas Manoa capitalizou duas vezes pra cima do KS, uma sobre o despreparo na primeira fase e outra em cima do erro tático.

Taj já começa a dar sinais de desespero quando diz: 'Fico pensando em quando escovei ele (Slater) em J. Bay na final no ano passado...'
TB deveria saber que não se brinca com essas coisas.
Slater perdeu sim, feio, mas perdeu pra ele mesmo.
Nas quartas, contra Mineiro, ainda em J. Bay, Slater fez a maior média do evento (19.23) e apesar de ter perdido pro Taj na final, ninguem teve dúvida de quem tinha sido o surfista do campeonato.

Mineiro cada vez mais incomoda a imprensa estrangeira com suas comemorações exageradas e estilo esquisito, mas nada disso tira o brilho da campanha excepcional que vem fazendo em 2008.
Quarto lugar do ranking nessa altura é mais do que ele mesmo poderia esperar - na realidade, com um descarte, Mineiro tá em sétimo.
Do segundo pra baixo tá tudo embolado, até o oitavo, com descarte do pior resultado, apenas 400 pontos de diferença.
Ficamos, brasileiros, orgulhosos de ver que Adriano melhora a cada temporada em ondas de qualidade, embora fique a desconfiança que seu estilo e jeito de atacar a onda não tenha remédio diante dos resultados.
Com a projeção que tem nas suas cavadas, Mineiro poderia almejar um surfe digno da admiração dos seus companheiros de WCT, mas ainda peca por muito aflito e pouco composto, principalmente de backside.
Se conseguisse deixar seu corpo mais compacto com a prancha e flexionasse mais os joelhos, Mineiro ganharia muito.
Por enquanto, o que mais chama atenção é sua capacidade de auto-celebração.
Eu acredito em milagres
Jordy paga caro pela soberba de achar que o tour seria um passeio para seu inegável talento, foi triturado pelo normal Dayan Neve.
Dane, com suspeitas duma infecção, deu perdido, pra sorte de Mick, Parko, CJ, Bede e Taj, que voltaram às manchetes, toda vez que Slater descansava.
Bede, o sortudo do ano, se mantem em segundo (com descarte), uma verdadeira aberração da natureza.
Não se repetirá jamais.
Vamos à Geffersão Bay.
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