sexta-feira, março 30, 2007

Tesouros da juventude

Aos que se deram ao trabalho de voltar, mesmo sem novidades, diariamente.
Clica na capa e corre pro abrazzo.
O presente que vos ofereço é cortesia do Michael, do blogue Hall of records.
O L.P. do Bud Shank é ouro puro.





quinta-feira, março 29, 2007

Voce surfa o tubo

quarta-feira, março 28, 2007

Cinco contra um

[Tempestade em copo d'água/Janeiro 2007]


Russ Short e Taylor Knox usando a borda numa bonzer. Trinta anos separam as duas fotos.

Me fiz uma pergunta outro dia: Por que não há um único surfista no circuito mundial surfando com as tão alardeadas inovações em design de pranchas ?
Lendo as publicações especializadas somos induzidos a achar que cada nova configuração de quilhas ou rabetas nos emprestará super poderes.
O amigo questiona intrigado, se o fato de nenhum surfista profissional surfar com uma quatro quilhas no WCT (exceção feita ao convidado do evento no Tahiti, Danny Fueller, que chegou nas quartas com uma, e só) deveria influenciar sua decisão na hora de escolher seu barquinho.
Ora bolas, sendo o amigo um surfista eventual ou mesmo um dedicado aventureiro, deve ter percebido que as novidades são sempre muito bem vindas dentro d’água.
Uma fish encaixa como faca quente na manteiga quando a onda vem deitadinha, cansada, preguiçosa, sem muita vontade de nos levar.
Pra isso tambem serve o que cismam de chamar de Funboard, Egg, Evolution, mini mal e haja criatividade e marketing pra vender tanto do mesmo.
Usar o automobilismo como referência, recurso comum aos deslumbrados, não funciona bem.
Digamos que o WCT é a fórmula 1…
Alguem enxerga alguma semelhança entre a situação dum surfista de final de semana com uma réplica do prancha do Slater surfando na praia lotada e um motorista eventual com um Ferrari F1 nas ruas próximas de casa.
Não, definitivamente não.
Em nenhum momento da jovem história do nosso esporte houve tanta diversidade no equipamento usado, então por que, insisto na pergunta, não há um surfista sequer nos top 45 que não arrisca algo diferente.
Um fanático de boné com a aba virada grita ao fundo: Taj Burrow!
Pacientemente respondo ao malandro.
Tem razão, Taj tem testado, e aprovado, novos materiais na milagrosa prancha Firewire ™ , mas tem as mesmas tres quilhas que todos outros 250 no ranking.


Uma, duas, tres, quatro ou cinco ?

Vejam voces, quando a empresa Lost lançou o filme 5’5’’, Wardo, Andy e Cory pareciam adotar uma fish (5’5’’) definitiva e irresistível como modelo insubstituível e agora, 12 anos depois onde e o que estão surfando ?
Não paira dúvida se os tres ainda guardam no fundo da garagem (eles usam muito garagem para guardar pranchas lá) uma meia-dúzia de fishes e bonzers, mas por que não em Jeffrey’s ?
Lembro da foto impressionante do Taylor Knox cravando as cinco quilhas da sua Bonzer™ em Off The Wall, a legenda anunciava que o Sr. Knox divertira-se como nunca e falou maravilhas do bólido- por que, Taylor, se me permite a intimidade, não repetir a dose em Bells ?
Pro surfista comum, eu e voce, fica a impressão que treino é treino e jogo é jogo.
Quando o gigante gentil, Simon Anderson, tirou aquela aberração de cima do carro no estacionamento de Bells, Páscoa de 81, maiores ondas em quase uma década de evento, e atropelou a concorrência com uma prancha de tres quilhas, a comunidade inteira prestou atenção mas deu de ombros: sorte, casualidade.
Simon foi obrigado a repetir o gesto de levantar a taça no final de semana seguinte em ondas medíocres, pra esquerda.
Dessa vez a turma de entreolhou e balançou a cabeça aceitando a superioridade do mestre cervejeiro Anderson, que com quase dois metros de altura e mais de 90 kilos tinha triturado os top 16 em condições ridículas.
‘Não funciona no Havái!’ logo apressaram-se os detratores.
Ainda em 81, Anderson ganhou o Offshore Pipeline Masters.
Em 1982 11 em cada 10 surfistas usavam triquilhas.
Passados 25 anos, já não existe mais surfistas que fazem suas próprias pranchas no circuito (talvez o último foi Glyndon Ringrose), a triquilha prevalece com pequenos diferenças na rabeta, um com swallow outro com squash.
Assistimos quase todas grandes estrelas exprimentando novos designs nos filmes, as revistas pregam a diversidade, os surfistas pregam a diversidade, mas no WCT ninguem arrisca perder uma bateria por ter escolhido o equipamento errado.
Se não me falha a memória, Curren foi o último a tentar, e sucumbir, a competir com pranchas esquisitas (shapadas por ele, bico de pato…azuis, lembram ?) numa de suas inúmeras tentativas de retorno ao circuito.
A solução para uma diversidade maior de equipamento seria uma bateria no feitio da expression session em cada etapa, talvez.
Eu fico curioso para ver esses camaradas enlouquecendo com toda sorte de quilhas, rabetas, bordas e fundos.
Aos que acompanham o WCT e WQS fica uma leve desconfiança.
Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

domingo, março 11, 2007

Kerrtchup e fritas

Em 2002 era O’Rafferty, Perrow, Maz Quinn, Macca e Lee Winkler. 2003 a lista começava com Stedman, Toby e Whitaker. Zero cinco foi a vez da eterna promessa, Wardo, fazer a final no primeiro 'CT do ano, com direito a atropelamento e fuga de um tal Slater que tentava superar tres sem tirar do A.I..
Ano passado foi a hora e vez do novo De Souza (Rico, o primeiro) e El Chicano Martinez.
O ( ou A) Gold Coast, Costa Dourada, é o paraíso dos estreantes.
Vide Kerr e Dunn.
Entre uma troca de fraldas e outra, acompanhei com cerimônia o Quik Pro, uma página em branco esperando por boas histórias.
Tive medo quando Slater aniquilou o rapazinho do Young Guns, Julian Wilson, exibindo um surfe de tal categoria que deixava todo resto frouxo, sem peso e curto - exceto talvez por Parko em uma onda e Brucey numa das melhores ondas surfadas em todo campeonato.
Por favor, não me aborreçam com as declarações desafiadoras do Josh Kerr (sobre seus companheiros de Super Bank, Dingo, Parko e Mick, 'eles vão me dar uns conselhos, é claro e vou usa-los para escovar eles quando nos enfrentarmos', ou ainda, sobre veteranos do WCT,'vou perder um pouco, mas vou ganhar muito mais' e vamos por aí...) um surfista incapaz de realizar um cut back decente nem deve ser levado muito a sério.
Reconheço o surfe progressivo numa boa e acho que nunca estivemos tão bem, mas descartando o velho discurso de que 'surfe é na onda' (já ao dicionário conferir o que significa, exatamente, o verbo descartar)mas fica difícil engolir surfistas da nova geração que sabem voar, rodopiar e até entubar mas por alguma perversão do nosso maravilhoso esporte dos reis pularam (literalmente) os fundamentos.

[nota de pé de página: compreendo tambem a necessidade da Rusty emplacar um candidato ao título do WCT, desde que J.O.B. ainda não presta pra isso e Occy e os Hobgoods se foram faz tempo...)

Ben Dunn é outra conversa: composto, power, arcos bem desenhados, lembra um pouco o Gary Taylor, que até venceu um trials aqui na Joaca no tempo do Chris Motel.
Aliás, temos outras semelhanças dentre os novos rapazes: Kai Oton me lembra um Stuart Bedford Doido mais ajeitadinho, Gabe Kling é qualquer um desses que volta e meia aparece da Costa Leste, seja Charlie Khun, ou Ben Bourgeois.
Façam esse exercício de comparação, é deveras divertido.
A esquadra Brasileira é time A e deve assistir com toda atenção as baterias dos caras medíocres que conseguem boas colocações e aprender a jogar o jogo direitinho.
Raoni e Neco estão em forma assombrosa e já sabem as regras, falta tranquilidade à um e gana ao outro.
Phil Macca cruzou o caminho dos dois e foi severamente punido por ter ganho de Neco somente pela escolha de ondas contra Raoni, que surfou as piores ondas e ainda assim demoliu o pobre coitado.
Pigmeu precisa urgentemente entrar no ritmo do WCT, ou seja, morder calcanhares e cuspir sangue, como fez Martinez no seu primeiro ano.
O mais importante é ter na cabeça que isso é um circuito - e um bom resultado apenas é quase nada no final do ano.
Léo Neves foi um gigante como estreante tardio nos 45.
Na bateria contra Parko, Léo abusou de artifícios que lhe rende boas notas no circuito brasileiro e no WQS, perdeu precioso tempo no início quando poderia ter liquidado a contenda sem maiores problemas, tivesse surfado como no finzinho quando pressionado.
Um surfista com o peso e o enorme talento dum Léo Neves não pode ficar desgarrando a rabeta como um garoto de 60 kilos.
Torço para que essa rodada de circuito no WCT o ajude a consertar velhos vícios adquiridos contra adversários fraquinhos e juízes pouco exigentes.
Pelo jeito, Mineirinho não aproveitou muito seu primeiro ano para fazer sua lição de casa e continua surfando exatamente do mesmo jeito que em 2006: rápido, curto, letal nas junções e absolutamente sem linha.
Alguns surfistas tendem a acreditar que a força aplicada na manobra determina a força da manobra.
O que a turma chama de power é uma mistura de força física, jeito, leitura de onda e drive (velocidade+peso), tudo junto faz uma manobra sair forte.
De outra maneira, como explicar que Danny Wills, pequenino, tem power, pivô, enquanto o grandalhão Bede não ?
Se o Léo quiser, e eu acredito que ele quer como nunca, pode chegar num patamar diferenciado no WCT - ou não.
Vitinho tá lá, lenda do esporte, sempre deixado de lado pela imprensa, grande e pequena, dando trabalho, levando o negócio a sério, observando, evoluindo, aprendendo, temporada após temporada, melhor brasileiro colocado na história do WCT, um feito pouco celebrado.
Dornelles é desses camaradas que me comove, pela simplicidade dentro e fora d'água, um guerreiro incansável, curtidor, estilista.
Lembro dele descrevendo Gerlach em Teahupoo no primeiro WQS de verdade em 98. Gerr no quarto do hotel, teorizando sobre como dropar e entubar no monstro e o Pedra rolando de rir- ou vai, ou não vai.
Atenção com ele em Bells e J. Bay.

Sim, Mick ganhou, o mar esteve como em 2003 e 2005 - e 97 - épico por alguns minutos, afoitos correspondentes apressaram-se em anunciar alguma coisa que foi a melhor de todos tempos e apenas uma pergunta prevalece na mesa de chope: Vai ter graça se o Carlos Leite levar a parada à vera ?
ôô Andy...

sábado, março 10, 2007

Wayne's world


We're not worthy!


Equipe editorial da Transworld analisa (???) a primeira etapa do 'CT 07.
Clica no título e veja o vídeo.
Por que perder seu tempo ?

terça-feira, março 06, 2007

Tio Nick de volta

Enquanto o Goiabada não volta à atividade, leia o blogue da Australian Surfing Life para uma cobertura da primeira etapa do WCT 2007, hum... interessante, preconceituosa e saborosa - agora com a participação do Tio Nick.



Um mestre do estilo, Cory nos apresenta uma das 101 maneiras de sentar no vaso sanitário sem usar os braços