segunda-feira, outubro 30, 2006

The Fantastic Plastic Machine



Trilha do filme que ajudou a turma a trocar de borda.

Link no título

Extra



A campanha da marca de calçados DC merece dois minutos da sua atenção, criada pela 72 and sunny e com a particpação do James Lipton.
Ainda chega a hora de desatolar o pé do tradicional clipezinho aqui no Bananão...
Veja os clipes aqui, aqui e aqui.

PS - Os outros vídeos são ainda melhores.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Som do surfe

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Ouvi dizer que hoje em dia, surfista que é o surfista ouve música feita por surfistas - esse negócio de legitimar e tal...
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Greg Noll, Dale Velzy, Dora, Pat Curren e cia estavam em outra, ouvindo blues e jazz, música que tinha muito mais vínculo com surfe e menos com praia - ou seria ao contrário ?
Nos 70 a coisa degringolou e valia tudo: de Cat Stevens a Soft Machine.
Quando chegamos aos detestáveis e maravilhosos 80s, fomos todos punks até o Clash nos apresentar o Reggae e deixar tudo mais nebuloso.
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Laird Hamilton estava completamente inebriado pelo som do disco Irresistible Bliss, do Soul Coughing, quando meteu pra dentro daquela besta - e da história- em Teahupoo, no dia 17 de agosto de 2000.
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1996 foi um ano bom para quem traz os ouvidos cheios de areia, alem do discaço citado acima, Butthole Surfers lançava seu primeiro disco cotonete, com hastes longas e macias, Electriclarryland, uma granada de efeito retardado.
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Ao curioso, clica no nome do disco e corre pro abraço.

Livros, livros e livros

Amizade,
é tanto livro que a turma lá nos Isteites lança que resolvi colocar uns 'banners' da Amazon para quem quiser comprar, é só clicar e pimba na gorduchinha.
Lembro que livro não paga taxa e pode ser importado sem medo.
Selecionei alguns e botei logo ali, abaixo dos links.

1 prancha




Nosso camarada Máurio Borges oferece uma prancha zero bala pro malandro que acertar quem arrasta o 'CT da Vila.
Vai e confere.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Dia do Oco



Nesse dia, 18 de Outubro de 1999, Occy finalmente levantava o caneco de campeão mundial, águinha de coco nas mãos, sentadinho num quiosque logo ali, na Barra da Tijuca.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Oito

“I feel good, I feel like I’m surfing as strong and as good as ever,” the champ said after exiting the water after the finals at Mundaka. “I feel like I’m competing better than ever. It makes me feel like I can keep going if I want. I just don’t know if that’s what I want now. At this point I’m not sure.”



"Can’t I just enjoy eight!?"

Life Like Liquid





quinta-feira, outubro 12, 2006

Liquido sonho delirante

[Publicado na Revista Surf Portugal, Setembro de 2006]



Esqueçam o melhor filme.
O que vi não era melhor nem pior que nada: era diferente.
Mágico…

Eu estava em boa companhia.
George Greenough chamou de fascinante.
Jack McCoy parecia puto da vida: Pôrra, cara, voce fez uma coisa linda!
Alby Falzon, do clássico Morning of the earth, declarou que nunca tinha visto imagens tão maravilhosas.

Liquid Time, filme de 2002 dos irmãos Webber, Greg e Monty, é uma obra de arte e, voces bem sabem, obras de arte não se medem.
São apenas 20 minutos, um tempo que parece perfeito para contemplação.
É um filme de surfe, mas tambem não é, mas é um filme de ondas e onda é surfe dentro da nossa cabeça.
Fiquei tão perturbado com as imagens que demorei mais de dois anos para escrever sobre elas.
Monty Webber diz que a idéia foi do seu irmão Greg, que certa vez o perguntou: quer filmar as micro ondas mais fantásticas que voce já viu ?
Enlouqueceu…pensou Monty.
Entretanto Greg estava certo, aquelas formas continham uma simetria nunca antes vista, faltava olhar (e filmar) com um pé na realidade e outros 25 na fantasia.
A experiência consiste em acomodar-se em frente a TV e deixar levar pelos mais bizarros e maravilhosos 20 minutos da sua vida de surfista.
Com a trilha deliciosa do DJ inglês Tim Lee, tecladista daquela bandinha grudenta dos anos 80, Katrina and the Waves, somos transportados para o mundo que é um misto de Gulliver, Timothy Leary, Greenough, Tom Carroll e Kelly Slater.
Gulliver porque as ondas que aparecem no filme são minúsculas e voce é incapaz de olhar para aquilo sem se imaginar na situação de um surfista miniatura, sozinho naquele mundo improvável de tubos com mais de um minuto.
Leary, o velho chapa que foi responsável pela divulgação e expansão das cucas com aquela famosa droga extinta e pouco recomendável conhecida como L.S.D.
Por que Leary ?
Tenho a nítida impressão de que tudo fugindo da nossa faculdade de compreender e que mexe com sonhos e delírios é associado ao Timothy Leary.
Greenough filmou pela primeira vez as ondas como objeto de contemplação, como se o surfista fosse absolutamente desnecessário.
Carroll e Slater são o nosso ideal de surfista quando nos vemos incapazes de passar por uma situação pesada ou arriscada demais para sobrevivermos – mas o leitor pode substituir pelos irmãos Irons, Hobgoods, Parko, Fanning ou Trekinho.
Se o surfe, como gostam tanto de escrever por aí, é fantasia e liberdade, Liquid Time é mais surfe do que qualquer outro antes dele.
São apenas ondas.
Sim, eu já disse, pequeninas, ridículas ondas dessas criadas pelos barcos na margem, solitárias, aguardando pelo nosso sonho.
Até hoje, ou pelo menos até 2002 quando o filme foi feito, um filme de surfe tinha ondas e surfistas.
Ou seja, nós somos induzidos a pensar as ondas com a cabeça dos surfistas que lá estão, interpretando aquilo como se fossem suas – e são, pois não ?
Dessa vez não.
A coisa é pura.
Cabe ao espectador criar a própria fantasia, seu universo particular, onde os limites são apenas os da imaginação (daí o Leary e o LSD), ninguem interfere no que voce vê.
Afirmei que o surfe é liberdade e nada é mais livre do que nosso olhar.
Os irmãos Webber conceberam uma nova maneira de olhar para as ondas, inverteram o processo do camarada que filma e o que assiste, em Liquid Time os dois se (con)fundem.
Enquanto filma, Monty deixa-se levar por toda história dos filmes de surfe, todos surfistas, todas pranchas e nós, admirando e delirando, experimentamos cada surfista, cada single fin, bonzer, fish…Durante os 20 minutos somos Gerry Lopez, Irons, Ward, Pigmeu, Dora, MP, Shaun, Mineirinho, Occy, Curren, todos e somos o surfista que sempre sonhamos ser

segunda-feira, outubro 09, 2006

Mercado Livre



Olha, se conselho fosse bom era vendido ou, quando a esmola é demais o santo desconfia, mas por algum milagre tecnológico, dois elementos estão vendendo na grande rede (Mercado Livre) tudo quanto é filme que existe no mercado estrangeiro por módicos 20 Mangos - uma barbada.
Digamos que não sejam ilegais e existam mesmo dois samaritanos que gastam seu suado dinheirinho mandando trazer cópias originais para distribuí-las aqui no Bananão sem ganhar um centavo - e tambem Fabio Fabuloso, uma maravilha!
Segundo relatos dos compradores no saite, o serviço é excepcional, rápido e eficiente, nenhuma reclamação, imaginem.
Desde que moramos num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, a malemolência abunda pelo nosso litoral e nêgo se vira como pode.
Por isso, recomendo o SURFDVD e a ALLSURFSHOP para nos tirar do atraso dos filmes de surfe.
Bem que podiam relançar os Cambitos em DVD...

sábado, outubro 07, 2006

Leituras fundamentais

Nada de novo nesse vídeo do Curren surfando Porto Escondido, nada para o olhar desatento.
Um malandro detalhista vai prestar atenção no contador do filmezinho e voltar várias vezes para o momento onde Curren usa 100 anos de herança e sabedoria para ler uma onda como um poema do Pessoa - 0:59 em cima da pinta.
Ali, no 0:59, admiramos o jogo de corpo acompanhado com um aguçado faro para adaptar uma manobra corriqueira num movimento sublime.
O amigo pode torcer o nariz e achar que o Taj Burrow no lugar do Curren já estaria em órbita.
Azeite, diria Saldanha.

Heats on demand



Veja qualquer bateria, na íntegra.