sábado, setembro 30, 2006

PH

Deu no saite da Surfing -

[Taj Burrow versus Perdro Henrique in Round 3. Taj is #2 in the world, Pedro is #42. The surf is small, windy, tricky. Taj opts to surf a semi-closed out right while Pedro goes for the rip bowl lefts. Taj gets an okay right that scores a 7.83. It's a bit of a gift, but hey, the judges love the guy especially in waves like this. A few minutes later Pedro tears the bag out a peeling left and scores 8.1. Suddenly this has become interesting. Taj's mates cry foul and root on their boy to shut this guy down. Taj stays patient and waits out the back, determined to play it smart and not panic on this, his second serious run at a world title. Pedro gets another wave. Hold on. What was that? One massive, inverted, fins out, snapping air, then another. The two best maneuvers of the day in quick succession. Kelly's bro, Todd Kline, smells blood in the water. "Something's about to go down right here," he says.

Pedro's score? An unthinkable 7.27. The wave was at least a point better than his 8 and everyone knows it. Kelly Slater, doing commentary for the webcast, says he's going to call the head judge personally to complain. "That was bullshit," says Fred Patacchia backstage. "Pedro flared so hard on that one." Taj's mates are conspicuously silent.]

Para ler o resto, clica aqui

É aquela estória, água mole em pedra dura...

quinta-feira, setembro 28, 2006

Tubaka

Amizade, mal começou a depilação da perna Oropéia e os cabelos já começam a crescer.
Conhecida por quem entende do riscado como a onda que mais te deixa ficar entocado em todo mundo, Mundaka é um xodó que volta à velha forma exuberante.
Num dos dias livres do Quiksilver Pro, 9 entre cada 8 estrelas do WCT rumaram para Tubaka conferir se a areia voltou mesmo pro lugar na boca do rio.
Dizem que nesse swell Slater surfou um túnel de 15 segundos e a juripoca piou fino.
Achei esse vídeo no youtube, nossa tábua de salvação contra a cada vez mais aborrecida programação da TV.

World Pro Surfers ponto com

Nem faz um mês, tinha um anúncio no saite da ASP procurando por alguem articulado e experiente para trabalhar na assessoria do associação dos surfistas profissionais do WQS e WCT.
A coisa andou rápido.


quarta-feira, setembro 27, 2006

Falta mais um



Morreu Joe Engel, meteoro de talento bruto que assombrou a Austrália e o mundo no final dos 70.
Engel foi o primeiro e único junior a vencer seguidamente o tradicional Pro junior australiano, em 78/79, deixando pra trás seu rival Tom Carroll.
Famoso pelo seu surfe baseado na força e faro para tubos refinado na Gold Coast, principalmente em Burleigh (onde no primeiro evento de 77 foi parado pelo Havaiano Barry Kanaiaupuni), Joe tambem tinha um lado negro que o atraía para os excessos.
Com 22 anos foi campeão do Bells em 83 vindo desde a triagem (primeiro trialista a vencer um evento da ASP), um feito, se levarmos em conta que no Grand Slam australiano os outros vencedores foram os jovens Tom Curren, Martin Potter e Tom Carroll.
Em seguida, decepcionou-se com o surfe, deixou tudo de lado e viveu uma vida reclusa.
Engel foi achado morto em casa, vítima de um ataque cardiáco, tinha 46 anos.
Jack McCoy registrou o surf de Engel na então secreta Nias no clássico filme Storm Riders (que tem edição comemorativa de 25 anos lançada) na companhia de outra figura notória da cultura aussie, Thorthon Falander.
Ainda não tão celebrado quanto Michael Peterson, a lenda cresce.

terça-feira, setembro 26, 2006

Caravanserai



Certas canções nos arremessam em direção ao tempo sem a menor cerimônia.
‘Song of the wind’ é uma dessas.
Foi gravada em 1972 pelo Carlos Santana pro album ‘Caravanserai’, disco que iniciaria uma fase exprimental do guitarrista que o deixaria sem um hit durante quase uma década.
Nesse disco Santana começa a flertar com Jazz e parecia querer deixar de lado o psicodelismo, em todo album (a gente ainda chamava assim, na época) quase não havia interferência dos vocais, apenas coros etéreos e uma única verdadeiramente cantada.
Jobim era homenageado com Stone flower, uma pedrada de mais de 6 minutos que distancia-se da bossa nova original como Chritian Fletcher do Curren.
Para mim, ouvir ‘Song of the wind’ era surfe- ou melhor, surfar.
Durante um período, ao longo dos anos 80 e início dos 90, convencionou-se chamar todo e qualquer conjunto australiano que viesse ao Brasil de surf music.
Aquilo me comia por dentro, dava azia e má digestão.
Esperneei na revista Fluir (tinha uma coluna sobre música, chamada Coluna Vertebral) com um artigo sútil, de nome simpático: Surf music é o cacete.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Serge



Esqueçam Michael Peterson.
Esqueçam Dora.
Esqueçam Bunker.
Serge Gainsbourg foi o verdadeiro e único 'enfant terrible'.
Capaz de aguentar doses exageradas de toda e qualquer substância que o tirasse do chão, Serge enfileirou uma sequência de musas de deixar qualquer macho encucado: o que, 'mon dieu!', elas veêm nesse pinguço feioso ?
Ele tinha uma teoria:
'Oui, mais les filles n'ont aucun dégoût
J'ai une sale gueule
Je ne suis qu'un voyou
Mais elles se pendent toutes à mon cou'
Ou seja: mulher gosta de cafageste.
Compôs e cantou algumas das mais sensuais canções de todos tempos, justo no idioma mais feminino e ainda acompanhado das mulheres mais lindas da época que, ás vezes, limitavam-se apenas a gemer em segundo plano na música.
No vídeo acima, queima uma nota (preta) de 500 Francos protestando contra as taxas muito altas num programa de TV e abaixo, canta, ao vivo tambem na TV, com a maior cara de madeira jamais vista, a cantora revelação americana, Whitney Houston.
'Voce é linda...quero comer voce.'
O apresentador ainda tenta disfarçar e dizer que foi um engano, mas Gainsbourg repete: 'I want to fuck you...' com todas letras e perdigotos do hálito encharcado de birita.
Com voces, Serge Gainsbourg.

PS - ele teve uma filha, bonitinha, casou logo com quem ? Lenny Kravitz...

PS 2 - clicando no título voce é direcionado à página dum blogue supimpa e pode baixar tudo do velho gaiato.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Califa



O bonequinho do MSN quicava sem parar aqui embaixo da tela: 'Vai começar o vício' dizia ele.
Logo depois, vinha o endereço que me levaria diretamente ao sul da Califórnia, virtual como de costume, assustadoramente real no que resta da memória.
Passei dois meses e meio tentando a vida de 'international surfer' no extinto Bud Tour, aquele mesmo que alavancou desde Dino Andino e Richie Collins até Beschen, Machado e Knox.
O Machado, coitado, ficava sempre em segundo - parecia o Vasco, mas jogando um bolão.
Isso foi, me perdoem a distância, Maio/Julho de 1993, ano da redenção do Derek Ho, justiça feita ao Havaí, mas uma mancha na história do surfe profissional.
Vi o Derek competindo num dos eventos, Imperial Beach, uma água ridícula de gelada, marola safada californiana, praia cheia e locutor babando um ovo federal.
Lembro duma bateria, semi-final, a turma toda reunida no calçadão assistindo o campeonato, já havia uma torcida discreta pro Machado, inclusive entre os brasileiros, pela admiração que causava seu surfe.
Quando anunciavam as notas ficávamos envergonhados pelos juízes mas o profissionalíssimo locutor fazia tudo parecer normal, extasiado em listar todas virtudes do Severino (apelido carinhoso que Derek Ho ganhou aqui no Brasil quando foi confundido com um porteiro e recebeu das mãos de famoso e abastado surfista carioca um molhe de chaves e ouviu: Severino, lava por fora e aspira por dentro, depois passa uma água com a mangueira).
Cada marolinha do diminuto havaiano era precedida com pomposas frases como: Aí vai o Pipeline Master...Pipe é uma das ondas mais perigosas do planeta e esse senhor é um dos melhores do mundo naquele monstro terrível...
E o Derek vinha, batendo prancha, dando aquelas encostadinhas irritantes, esticando até o finalzinho as quatro até a beira.
João Boi, Johnny Boy para os pouco familiarizados, o maior surfista boiola de todos tempos, desfilava sua patada de back-side (ui!) no circuito americano mas, mesmo empurrado (ai...), não arrumava nada - apenas flertes com marombeiros locais.
Na única vez que fui surfar em Trestles, estavam lá todos havaianos, Kaipo, João Boi, Dave 'Boy', Derek, Liam...
Lá fora uns 450 californianos surfando com um leque de embarcações que iam das saboneteiras aos caiaques, pranchinhas, pranchões e o que mais voce seja capaz de imaginar.
Curioso é que a havaianada dominava o pico como se estivesse em Rocky Point, dando voltas e ignorando quem pacientemente esperava onda da série - e o resto aceitava como lei fosse!
Um amigo californiano disse que era respeito, aqui é outra coisa.
Aquilo foi um baque.
Nunca tinha visto tanta gente junta arriando para meia dúzia de gatos pingados.
Fui andando lentamente com minha discretíssima roupa de borracha completamente iludido de que seria possível passar desapercebido com um long-john amarelo limão - nessa época a Mormaii fez uma série de roupas em tons verde néon, amarelo limão-bravo, vermelho tomate com transgênico que nos denunciava, brasileiros, onde quer que estivéssemos.
Quanto papo furado.



Acho que o Taj nunca tinha surfado tanto num campeonato como em 2006 no Boost mobile.
Dá uma olhada na foto acima.
Se não me engano foi na quarta de final contra o nosso Gambazinho querido e a história do WCT muda ali.
Slater logo denunciou: 'Taj atingiu seu auge cedo demais'.
Sabemos o quanto o careca gosta de botar fogo no jogo.
Depois de passar por Parko, a final já estava muito bem definida na cabeça de quem acompanhava pela rede: Era Taj contra Slater.
A revanche.
Desta vez tudo parecia caminhar para incendiar a corrida ao título e Taj finalmente desencantar.
'Taj atingiu seu auge cedo demais'...



Roberto Carlos Slater nunca se sentiu tão bem no circuito.
Fica horas distribuindo autórgrafos depois das baterias, assume com a maior propriedade o papel de comentarista durante as transmissões, não se furta de dizer o que o resto não enxerga.
Com a camiseta de competição tá na sala de casa, copo de uísque numa mão, cachimbo na outra, descansando os pés depois de um duro dia de trabalho.
Essa é a impressão que dá.
Moeu o Joel de tal maneira, que até agora o cãozinho tá perdido lá areia procurando seu dono.



Ninguem acreditava numa vitória fácil do Carlos contra o Joel.
Afinal de contas, Joel nunca tinha perdido pro Slater(retifico aqui, omiti a final em Bell's, como bem lembrou um leitor lá nos comentários em maiúsculas), em quatro confrontos, quatro vitórias do aussie, e na última vez que se enfrentaram, ali mesmo (retifico aqui, omiti a final em Bell's, como bem lembrou um leitor lá nos comentários em maiúsculas), na final de 2004, Slater ficou mais perdido do que cego em tiroteio.
Como surfou Parko em Trestles!
Era o mais agradável e imprevisível de todos, na opinião deste observador.
Cada bateria era um recital.
Esperava por uma grande batalha entre ele e K.S.7.
E o Bede, pergunta o rapaz alto e galante atrás dos seus óculos Eletric.
Sim, e o Bede ?
O camarada conhecido com fijiano branquelo, surfista sorridente e aparentemente inofensivo deixou um rastro de sangue aterrador: Chris Ward, Andy, Taj, Slater...
Isso, vindo dum surfista que sequer se requalificou para o WCT na temporada passada, fascinante o surfe, né ?
A tão antecipada final entre Taj e Slater ficou pra próxima e, acho, surfar contra Bede foi o que mais desmotivou Kelly.
Em toda bateria final ele nem esboçou reação, parecia não se importar, ou ganhava dando show ou não valia a pena - se bobear esqueceu até do recorde que resta quebrar, do Curren, das 33 vitórias.
Antes de acabar, quero dizer que o Vitinho é meu herói e deveria ser herói pra qualquer brasileiro bípede e surfeiro.
Entra ano, sai ano e Victor tá lá, lutando, literalmente, contra a desconfiança, o desprezo, a falta de memória, a falta de dinheiro.
Sempre simpático, ainda fazendo amigos por onde passa, ganhando de canditados ao título na casa deles e deixando sua marca no pódio.
Pena que nasceu em Cabo-frio, não em Ubatuba, ou Maresias, senão seria um dos surfistas mais bem pagos e reconhecidos do Bananão.
Bora pra França agora.

sábado, setembro 16, 2006

Conto

[Zé cobrou que nunca mais publiquei daqueles contos sem pé nem cabeça que gostava tanto de escrever.
Fuçando, achei um, chamado 'Falta de fé' , de 99.
Sei que a demolidora maioria dentre a meia dúzia que frequenta isso aqui, caga e anda pro que foge das questões mais importantes da nossa vida ('CT e 'QS) mas era um exercício, por Tutatis!
Sabe lá se um dia me sorteiam na loteria do sucesso e viro grife, desses consultados para qualquer bobagem nos cadernos de (ui!) cultura ?]



Olhava pra todo mundo e desconfiava que ninguem ali era feliz, tudo fingimento.
Se recusava a aceitar o simples fato que existiam pessoas plenas de felicidade - inconcebível!, indignava-se.
Em eventos sociais ficava sempre num canto, observando maliciosamente convidados, moendo e remoendo sua amargura e completa falta de fé na natureza humana.
Os amigos o recebiam sempre bem, braços abertos para o abraço, gostavam de seus ácidos comentários sobre assuntos dos mais variados, situação política e econômica, futebol, culinária, literatura e seu prato predileto: cinema.
Tinha pouca paciência e detestava conhecer gente nova, ‘já conheço quem preciso’, limitava-se.
Lia de 3 a 4 jornais diários, desagradavelmente bem informado, assinava um leque de publicações que iam de Guns & ammo até, naturalmente, sua Bíblia, o Cahiers du cinema - para tal, auto-didata, lia e escrevia em mais de 8 línguas, falava mal umas 14.
Tinha horror a multidões.
Só assistia os filmes desacompanhado, frequentava as primeiras sessões, sempre escolhendo cuidadosamente os cinemas mais evitados pelos conhecidos.
Tinha arrepios toda vez que apagavam-se as luzes.
Não lhe escorria uma lágrima na sala escura desde o dia em que vira um especial sobre Garrincha no Canal 100.
A música, imagem em ‘close’ do joelho descambado, o adversário no chão olhos fixos na bola, inutilmente, lhe comoveram profundamente. Percebeu ali que não tinha mais chances nenhuma de testemunhar genialidade.
Boa parte de seu entusiasmo pelo cinema vinha da preliminar, resultados dos jogos, que cenas maravilhosas! A galera no Maraca, toda fantasiada, o crioulo na geral com duas presas sorrindo frouxo, a madame na tribuna perplexa, a pirâmide humana na comemoração do golaço de Zico na final em 78.
Aquilo sim era emoção. Quem vai acreditar naqueles malandros, cheios de caras e bocas, chorosos, interpretando falastrões na tela?
Artista era Zico, Junior, Toninho e Leandro.
Herói, só o Rondinelli, Deus da raça.
E vai engolir o Al Pacino de policial ? Depois dele fazer o Poderoso Chefão ?
Peralá…
Fechava com Paulo Francis, toda quinta no O Globo: igual ao Brando não tinha igual.
Mas na hora do aperto, ficava mesmo com Von Sidow, fã de Bergman, marido e mulher.
Quem lhe encontrava não perdia a oportunidade de testar seus conhecimentos- nem suas espetadas.
Sabia de cor os diálogos do “Terceiro Homem”, “Desencanto” e “Os Imperdoáveis”.
Decorava e voltimeia soltava uma frase tipo “this thing can’t last, this misery can’t last..”, só pra impressionar moça nova na turma.
Impressionava, mas durava pouco. Nem elas aguentavam tanto rancor nem ele suportava sua privacidade invadida.
Sonhava com família e filhos, e ficava por isso mesmo, no sonho.
Quando batia vontade forte de se ajeitar na vida social prudente, visitava uma loja de animais de estimação na Siqueira Campos e passava uns 15 minutos fazendo festa nos cãezinhos.
O dono já o conhecia e sabia que daquele mato não saía cachorro – nem um centavo – mas deixava o camarada se humanizar um pouco.
Pois não é que ele resolveu comprar um Labradorzinho que tascou-lhe uma lambida na fuça ?
Tirou a carteira do bolso, contou as notas, conferiu a quantia, pechinchou, como de hábito, e pagou.
Ainda levou a coleira de brinde, o dono da loja deu para garantir que o tipo esquisito não voltava na loja tão cedo.
Apelidou o cão de Mané, homenagem ao Manoel de pau-grande, Magé, Rio de Janeiro, fique claro.
Apressou-se em direção à praia, final do dia, queria aproveitar e caminhar com seu novo companheiro pela Avenida Atlântica enquanto havia luz do sol.
Quase sentiu uma pontinha de orgulho caminhando com Mané pelo calçadão.
Determinado momento, o cachorrinho abaixa as patas traseiras e começa uma tremenda cagada.
Ficou sem saber o que fazer.
Tantas vezes xingava calado os felasdaputa que deixavam os cães cagarem a praia e agora se via naquela situação desagradável.
Olhou pros lados envergonhado e mal percebeu que uma menina, muito bonitinha, dos seus 17, 18 aninhos, aproximava-se com uma cadelinha Poodle, dessas todas peladinhas, tosadas, feito um cotonete.
A cadelinha iniciou aquele ritual de sedução que nada difere dos bípedes e logo Mané tinha seu fucinho enterrado no rabo da bicha.
Uma situação daquelas exigia uma saída urgente e rapidíssima, antes que que Mané cumprisse seu destino.
A menina, maravilhada com o cãozinho, “que fofura!”, nem percebia o constrangimento do dono, arrependidíssimo de sua nova aventura.
Olhou para as pernas da moça, sainha curta, batata bem torneada, sabem como é…bum-bumzinho saliente, a calcinha marcada na malha fina da saia…
Puxou Mané com decisão, virou bruscamente e meteu o pé direito na merda.
Calçava sandálias Havaianas, pé preso no montinho artilheiro.
Sorriu de canto, deu de ombros, lançou o outro pé longe, resolveu ficar descalço.
Soltou a coleira do Mané e saiu andando até a primeira barraca.
Pisou na areia, abriu a latinha de Skol, deu um longo e sentido gole.
Suspirou e sentou-se na beira d’água.
Uma espuma molhou-lhe os pés sujos de merda.
- Tenho que assistir um filme dos Trapalhões…
E tomou mais um gole.

terça-feira, setembro 05, 2006

Sua chance

[Um dos meus passatempos prediletos é vasculhar o Ebay e seus derivados australianos e neo-zelandeses procurando por raridades, revistas antigas (velhas não!), filmes perdidos em algum lugar da memória e quetais.
Numa dessas, encontrei o sonho e pesadelo de todo curioso/colecionador: uma coleção inteira à venda.
1077 edições de toda sorte de revistas de surfe desde 1967 (ano da minha graça), um sonho.
10.000 Dólares...
Uma bagatela, para quem dispõe do erário.
No caso dum Goiaba, resta apenas a recomendação (pouco provável para quem frequenta essa espelunca) e a vontade de manipular (Epa!) esse tesouro.
Faltando grana pra coleção inteira, o amigo pode levar por módicos US $ 395.00 a Surfer número 1 de 1960



ou US $1,250.00



pela número 2, estréia do Rick Griffin com seu mitológico personagem Murphy.
O anúncio na íntegra aqui embaixo.
Observação: os vendedores são diferentes, se é que isso importa.]



'A collection of 1077 surfing magazines from the 1960's to 2000's is being offered for sale.

A FULL DETAILED LISTING IS AVAILABLE ON REQUEST

The collection includes 315 issues of "Surfer" from 1967 to 2002. 262 issues of "Surfing" from 1969 to 2002. 92 issues of "Surfing World" from the late 1960's to 2000. 113 issues of "Waves" from volume 1 to 2005. 106 issues of "Australian Surfing Life" from 1986 to 2005. 167 issues of "Tracks" from 1986 to 2005. 15 issues of "Deep", from volume 1 to 2000, and 7 issues of "Surf" from volume 1 to volume 3.

A detailed listing is available on request.

95% of these magazines are in excellent condition and the other 5% are in very good condition. 6 issues of "Surfing" have no cover.'

Daqui pra onde ?

Li no blogue do Luiz Weiss a seguinte notícia (com o título original da Folha de Sampa, Blog é condenado por comentário ofensivo de leitor) e que aqui reproduzo: 'O blog Imprensa Marrom, de crítica à imprensa, foi condenado em primeira instância a pagar R$3.500 por danos morais a João Pedro Boria Caiado de Castro, por ofensas postadas nos Comentários do site por um usuário.

A decisão foi divulgada na semana passada e é a primeira condenação no Brasil por Comentários, ou seja, não por texto de quem faz o blog, mas de um de seus leitores -com veiculação automática. Embora raros, há casos semelhantes no exterior, por exemplo, na Argentina.

A ação vem desde setembro de 2004 e chegou a retirar o Imprensa Marrom (imprensamarrom. com.br) do ar, através de liminar, posteriormente revisada no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Fernando Gouveia, 29, que lançou o blog em 2001 junto com outros amigos, sublinha que nem mesmo a possibilidade de identificação do usuário foi tomada em consideração.

Na sentença da juíza Ana Paula Theodosio de Carvalho, de São José dos Campos, é "inafastável a responsabilidade do requerido", pois, "ao disponibilizar espaço para divulgação democrática (termo utilizado na contestação) do conteúdo inserido por terceiros, assume o risco sobre as expressões ofensivas veiculadas".

Avaliando a repercussão da decisão, Gouveia afirma que já recorreu.
'

Ele voltou

sábado, setembro 02, 2006

Pra frente


Amizade,
negóseguinte, acrescentei aqui ao lado uma barra com links para quem quiser divagar pela grande rede.
Coloquei tambem, com a preciosa ajuda do Pedro (via MSN), um link para a turma enviar imeio pro Goiabada - mais precisamente para o Goiaba mesmo.