sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Ouvir o velho Coelho (clica e leia no saite da Surfer)

'But since the Cronulla riots the Australian media has been trying to link surf rage with civil unrest. Hence the calling of the National Guard. There was a case where a Brazilian youth, after a big night out in the clubs of Surfers Paradise, was bashed while stumbling around at Burleigh at 3 a.m. The media linked this to localism at Burleigh, and by the time it reached Brazil it was Australian racism against Brazilians. I mean, there have been heaps of Aussies bashed after the clubs have let out, but it didn’t make the papers. So this journalist blew this thing up and potentially endangered Australian lives by inciting anger in Brazil.'

A entrevista não trata de brasileiros, mas de uma ridícula idéia de fundar a 'Surf police', tentativa rasa de organizar a horda.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Afinação do mundo

Valinha


Lopez na 'valinha' de Pipe

Em algum momento a coisa desandou.
O que vale, sempre valeu, é a bancada - o banco.
Não conheço, nem ouvi falar numa 'vala' de coral perfeita na Indonésia, e voce ?
Subitamente cariocas, paulistas e catarinenses, nordestinos incluídos, passaram a chamar toda e qualquer onda de vala.
Vala é onda de quinta categoria.
Verão é a estação das valinhas, correnteza, voltinha, baldes de cut-backs, rabetadinha...
Faz pouco tempo, raro encontrar um surfista de fora do Rio que soubesse o que era uma vala.
Então vieram os campeonatos do Meio da Barra, nêgo aprendeu na marra a competir contra a corrente.
Um amigo, Capitão Roger Banno, diz existir gente com mentalidade de vala, algo raso, sem muita perspectiva.
Bancada de G.Land, Bancos de Hossegor, assim é se lhe parece.
O que nos interessa e nos comove são os bancos, as bancadas.



'Cara, formou uma valinha perto da minha casa depois de 4.000.000 de anos. Valeu a pena esperar.'

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Finito



Chegou a hora do surfe dizer adeus ao século XX.
Kammie's market vai fechar suas portas, agora só no Foodland.
Depois da loja do Miura, onde nasceu o que hoje conhecemos por Surfwear, no final do ano passado, vai-se o mercadinho de Kammie, lugar tão obrigatório ao visitante quanto Pipeline.
Nada mais de aluguel de vídeos de surfe pra qualquer haole.
As notícias foram publicadas no Honolulu Advertiser , que parece ser o único interessado nesse tipo de informação.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Kultura

Sempre fazemos novos amigos surfando.
Aqui está mais um.

Natureza = Deus

'While on a board, either surfriding or paddling, one is truly free from land bound restrictions.
For that hour he is the captain of his fate, of his miniature ship.
The burden of city, school, job, as well as the cares and worries of the subconscious mind are erased and forgotten until the tensions of living again build up.
The remedy again is obvious.
Go Surfing.'
Tom Blake - 18 de Junho de 1968, Crystal Downs, Michigan.



Hoje já nem lembro mais onde li pela primeira vez esse trecho desse artigo do Tom Blake para um jornal do Michigan.
Sei que hoje, fazendo mudanças, achei isso escrito no verso duma nota de compra na Massmusic.com, lojinha virtual muito em conta da era pré-Google.
Na data, 14/6/1999, ainda nos permitia importar os tais 50 Dólares sem imposto.
Nota: Queen of soul, caixa com 4 CDs da Rainha (Deusa) da música Soul, Aretha Franklin e a edição de aniversário da trilha mais sampleada da história moderna, Superfly (páreo duro com Shaft ?!) do hoje saudoso Curtis Mayfield.
Quando escreveu aquilo, Blake já tinha 66 anos e perdera completamente o interesse pelo surfe em 55 deixando o Havaí - visitou pela primeira vez em 24 e mudou-se de mala e cuia em 26 - que considerava muito 'cheio' de gente para trás e foi embora para Flórida, trabalhar como salva-vidas até 1964.
Nadador excepcional, inventor, vegetariano desde 1924, Blake entrou para o Hall of Fame do surfe e da natação, onde tem a companhia do seu bom camarada, Duke.
Viveu seus últimos dias em Washburn, pequena cidade do estado de Wisconin, de frente para a baía de Chequamegon e foi lá , no Lago Superior, que escreveu numa pedra a inscrição que era seu mote: Nature = God
Ele gostava de falar em natureza e logo se apressava em corrigir, 'natureza; Deus' e continuava a frase com a convicção dos que tem dúvidas.



Blake afastou-se do surfe e deixou muita gente que tinha seu livro Hawaiian Surfriders 1935 com a pulga atrás da orelha: afinal, o camarada que ousou mais que todos antes e depois dele na filosofia de deslizar nas ondas foi parar num lago ?
Gary Lynch, autor do excelente livro TOM BLAKE:
The Uncommon Journey of a Pioneer Waterman
sobre Blake, tornou-se amigo e explica: 'O que as pessoas não entendem é que nunca foi só o surfe para Tom. Claro que o surfe era uma parte importante de quem ele era - mas de jeito nenhum era a única coisa. Ele amava a natureza - que ele chamava de 'Igreja abençoada do céu aberto' - e ele odiava multidões.'
O texto acima, que fiz questão de não traduzir, é a síntese do que o Andy Irons, o Marcondes Rocha, o Bocão, o Sifu, o Valente, o Cadilhe, eu e voce temos em comum.
E guarde bem isso: comum; do latim comune, que pertence simultaneamente a mais que um, normal; trivial; vulgar; usual; feito em comunidade.
Morou ou boiou ?

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Costa é fato

(texto de 16 de Maio de 2003, achado numa pasta que chama-se 'Zona', tem de tudo) Fato: Danilo Costa é o primeiro brasileiro ornando um pódio de WCT em 2003. Fatalidade: ondas menos que suicidas, melzinho pro Neco superar o trauma. Resultado: quem assistiu “Trocando as bordas” – A Onda é um caminho sem volta (Pepê Cézar/Jonas Rocha 1999/2000) já conhecia o desempenho do Potiguar na mais temida onda do circuito. Tenho alma de torcedor de arquibancada. Sempre fui de ficar puto com amigo de escola sacaneando o Flamengo quando o Fluminense tinha a ‘Máquina’ do Horta, com Rivelino, Pintinho, Wendell, Rodrigues Neto, Toninho e Marinho, o Diabo Loiro. Mengo era freguês do Pó de arroz. Não levava desaforo pra casa, nem dos tricolores, nem dos botafoguenses, muito menos dos vascaínos. Em 73 apareceu um garoto franzino, bom de bola, habilidoso toda vida, o técnico Zagallo o efetivou como titular em 1974, para não sair mais da camisa 10 da Gávea. Jorge Ben cantou as jogadas do Zico antes dele levantar a taça de campeão do mundo em 81, no Japão. E o surfe com isso ? pergunta o leitor mais ansioso. Nada, caro surfista, jogo essa conversa fora pra explicar o porque de tanta exaltação no manifesto que aqui foi publicado na semana passada. Dei uma de torcedor, de bandeira na mão e tudo, na saída do Maraca – ainda nos tempos quando tudo se resolvia na conversa, pré-bala-perdida. Teve gente que esbravejou dizendo que colunista não pode emitir opinião, é anti-ético, diziam. Pois, no meu ponto de vista, é exatamente ao contrário: anti-ético é manter-se alheio aos seus anseios e suas vontades. Nesse caso, inopinado, temos os colunistas ou repóteres-vaselina, aos montes, seguindo o manual de redação ao pé da letra. Não sou muito dado à debates vigorosos, diálogos ensandecidos e polêmicas baratas. Estou mais para o longo papo em mesa de botequim, cerveja gelada, petisco, voz pausada e volume baixo, respeitando a mesa ao lado. Nesse caso, ponderado, passada a inflamação do assunto, volto brevemente para esclarecer 3 aspectos do manifesto, por partes: O primeiro e menos relevante, porem mais desastrado, foi o apodo‘rastejante’ do Juarez, que mostrou-se arrependido e já recebeu um convite para vir ao Rio de Janeiro surfar São Conrado com 4 pés e treinar para sua primeira temporada em Teahopoo. Segundo: Revelou-se duas facções organizadas no forum – os bem-educados e os mal-educados (estes, por sua vez se auto denominam ‘mau-educados’). Sinto, lamentavelmente, que contribuí para a manifestação de muito malandro devido ao conteúdo ferino do meu texto e juro, de pés juntos, que daqui pra frente só escrevo pra quem quiser me ler. Terceiro e mais importante de tudo pra quem chegou até aqui com sofreguidão, como nosso querido amigo Juarez, é uma opinião (finalmente!) sobre a postura do Neco. Torcedor que sou, fiquei frustrado, P dentro da roupa de borracha que o cara não foi. Cansei de xingar o Zico, quando ele perdia gol. Já xinguei o Romário, Ronaldo e o Pelé -por ele ter parado tão cedo de jogar, eu que nem tinha visto direito as coisas que meu Pai contava e ele me abandona, daquela forma canestra. Por mim, o Pelé jogava até hoje, fazendo demonstrações de como tratar uma bola direito. Acho que o Neco deveria ter ido e encarado o trauma. Concordo ainda com os leitores que o aconselharam a passar um tempo no pico, de férias, superando o medo e vencendo seu principal obstáculo para um possível, mas nesse momento improvável, título mundial. Danilo lavou nossa cara, que andou com nariz de palhaço depois da infeliz matéria do razoável surfista e dublê de jornalista Hagan Kelly, no sítio da revista Surfing. O time brasileiro no WCT não se abateu e teve sua melhor atuação no Tahiti, apesar da pressão e do desprezo. Peterson continua firme, sempre uma ameaça para qualquer dos top 44, entubando fundo e dropando mais atrás, justificando suas campanhas de melhor brasileiro no circuito nos últimos 5 anos, somadas as posições de 98 pra cá. Se Peter e Costa tiverem paciência e boa escolha de ondas em Fiji, pode dar samba nos 4 primeiros lugares. Pra quem chegou agora, Cloudbreak tem tradição verde e amarela. Em 99 Vitinho deu uma rasteira no Luke Egan nas quartas e um rabo de galo no Slater na semi para chegar na final contra Occy, exatamente quando o Ogro fazia sua fabulosa(e nebulosa) volta por cima. No ano seguinte, Herdy só perdeu pro Luke Egan numa final eletrizante, Louie levando a melhor e dedicando-a ao seu parceiro de circuito, Matt Hoy que se aposentava por tempo de serviço.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Jepsen



Hal Jepsen, um dos artistas que foram capazes de documentar o que acontecia na areia e dentro d'água no final dos anos 60 com intimidade, faleceu no dia 2 de Fevereiro e a nossa comunidade fica mais pobre de histórias.
Essa corja que anda por aí copiando tudo que vê pela frente e fazendo camisas retrô para yuppies aborrecidos com o excesso de dinheiro não tarda vai comprar esses filmes e chupar cada centavo deles.
Como 'Cosmic Children', sua primeira experiência, mostrava as festas muito loucas na Califórnia alterada por LSD, tinha o mais famoso inverno havaiano de sempre, 69, de quebra ainda trazia Bocão, Rico e cia no Perú em 72.
Larry Bertleman fazendo miséria estava no 'Super Sessions', assim como Lopez majestoso.
No seu filme 'We got surf' tem a primeira imagem da prancha esquisita do Simon Anderson num lugar qualquer do México, fincando o pé na rabeta como nunca visto antes.
Comprei todo pacote Hal Jepsen depois de ter visto a 50 anos de filmes de surfe do The Surfer's Journal numa lojinha muito simpática chamada OB Surf Shop.
Apesar de problemas com a trilha, os filmes estão sendo relançados em DVD.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Dia de Iemanjá



Dia 2 de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
Pra salvar Iemanjá
Dia 2 de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
Pra salvar Iemanjá
Escrevi um bilhete a ela
Pedindo pra ela me ajudar
Ela então me prometeu
Que eu tivesse paciência de esperar
O presente que eu mandei pra ela
De cravos e rosas vingou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Dia 2 de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
Pra salvar Iemanjá
Dois de Fevereiro, Dorival Caymmi. Copyright 1958 by EDIÇÕES EUTERPE LTDA.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

O paraíso é um tabefe na cara.

[Coluna mensal da Surf Portugal, 'Tempestade em copo d'água']


Paulo Moura serviu como escada para uma bela matéria do Rogis Resing no Esporte Espetacular, com direito a lágrimas que tanto comovem o espectador. O alegre e intrépido reportér no entanto não se incomodou em perguntar ao pai do Makua de onde sai o pão deles de cada dia- e assim, o surfe manteve sua imagem limpinha feito bum-bum de nenem depois do talquinho.


Nunca li o livro do Michener, nem me passou pela cabeça.
Havaí é lugar de sonhos, fica mesmo bom assim, na nossa fantasia.
Já contei a história da surra que o Rabbit levou em 76 e custou-lhe todos dentes, apenas por ter escrito que os australianos eram melhores surfistas, para encurtar a lenda.
James Cook tambem passou por maus bocados nas ilhas.
A atitude dos haoles com os locais mudou muito nos últimos 20 anos, passando da indignação dos que ali eram severamente punidos até a cumplicidade dos sádicos novos moradores.
Um dos nossos maiores surfistas, Picuruta Salazar, quando ainda no auge, envolveu-se numa enorme confusão que mobilizou meio North-shore para encestar os brasileiros.
100 Dólares por cabeça, pagavam os caçadores de haoles a quem batesse num Brazil nut.
A coisa ficou tão feia que foi preciso a polícia intervir antes que a situação ficasse fora de controle.

Agora mesmo, temporada 2005/06, Paulo Moura apanhou por ter competido em Pipe.
Mas espere! Ninguem apanha simplesmente por pegar a camiseta de lycra e entrar na água ?
No Havaí somos todos reféns dos pobres coitados que esperam oito meses pelas ondulações de inverno e tem sua varanda invadida pelo homem branco.
A ASP é hoje completamente impotente aos anseios e demandas dos locais havaianos e o resto do mundo venda os olhos fingindo nada ver.
No Pipe Masters do ano passado Sunny Garcia resolveu que o mar oferecia perigo aos competidores e mandou cancelar o evento - serei justo: isso foi escrito em mais de um dos nossos caros veículos de informação.
Poucos anos antes, um dos top 44, Jeff Booth, foi xingado e intimidado pelo Liam McNamara, um dos xerifes de Pipe na época. Liam vociferava tanto e tão alto que Booth gentilmente pediu-lhe que tirasse o capacete quando andavam lado a lado na areia em direção ao palanque para devolver as lycras e desferiu-lhe um murro no focinho.
Liam, ao invés de revidar, correu ao palanque e pediu punição para Booth (diga-se de passagem, um Lord).
Quando confrontados, na maioria das vezes, os havaianos fogem do pau ou juntam cinco malandros para surrar covardemente suas vítimas.
Nosso folclore acabou por assimilar esse lado negro do esporte.
Imaginem o circuito de fórmula 1 ou de Tênis encerrando suas atividades anuais com seus principais eventos decidindo o futuro da carreira dos competidores numa situação semelhante ao que acontece, ano após ano, no Havaí ?
Federer entra na quadra contra Nadal e um partidário do espanhol ameaça de quabrar os braços do suiço que, enquanto descansa no seu corner, tem todas suas raquetes quebradas.
A cena pode ser rearranjada se Nadal e Federer forem patrocinados pela mesma marca que apoia a associação local- as raquetes ficam intactas, o pau come.
Nosso herói, Paulo Moura, homem de poucas palavras, cometeu o ‘erro’ de disputar uma onda com Makua Rothman, filho do lendário ‘Fast’ Eddie, líder do movimento dos ‘black trunks’ e patente intermediária na hierarquia do tráfico havaiano.
Em 2001 vi Burle assustado depois de ter sido ‘chamado’ para uma conversa com o velho Eddie, muito chateado do brasileiro ter surfado em frente a sua casa sem sua autorização – uma das namoradas dele estava tomando sol na ‘sua’ praia e não queria ser incomodada.
Qualquer deslize nas ilhas vale um tapa.
O ‘aloha’ é discreto em relação ao clima tenso predominante e estrangeiros são sempre bem vindos quando estão indo embora – voltem sempre.
Verdade seja dita, os verdadeiros havaianos são pessoas adoráveis na grande maioria, quem estraga tudo são os pretensos locais, texanos como Ken Bradshaw que gostava de morder pranchas em Sunset ou californianos acostumados com a hostilidade que reina nos principais picos desde Dora em Malibu até Oxnard.
O pai do Makua e seus capangas já ajudaram os ‘amigos’ brasileiros a organizar um campeonato em Pipeline.
Sim senhor, voce leu exatamente isso: ajudou a organizar um campeonato de brasileiros em Pipeline.
O ano era 1988 (ou 87) e a inimizade dos havaianos com brasileiros era latente e corriqueira, mas alguns poucos aventureiros tinham trânsito livre com a cúpula do ‘movimento’ no North shore.
Numa das infindáveis noites desse fabulesco inverno, provavelmente depois de uma bela carreira, foi acertado o Brazilian Nuts invitational.
Até vídeo foi feito do histórico evento na esperança que fosse comprado pela Rede Globo (segundo boatos, a vênus platinada pagaria 50.000 Dólares! Naturalmente nunca concretizou-se a venda dos ‘direitos’.) e o dia ficou conhecido como o ‘Dia que os brasileiros alugaram Pipeline’.
Uma foto revela bem o espírito do evento, com um dos juízes, um ex-Pipe master, sorrindo de orelha à orelha, feliz com sua ‘amostra’ da pura boliviana.
Alguns dos competidores ostentavam profundas olheiras de quem não via sono fazia mais de um par de noites.
Makua é capaz de vir ao Brasil e ser muito bem tratado, como já o fez seu pai em feiras de surfe.
Enquanto a ASP não punir severamente o quinquagésimo primeiro estado americano por toda e qualquer covardia cometida durante a temporada dos campeonatos no Havaí, o esporte não pode ser considerado ainda profissional.
Mas, que diabos queremos nós com o profissionalismo ?
Isso deveria ser uma atividade espiritual, diria Nat Young – que sempre cantou de galo e foi brutalmente espancado, desfigurado, pelo pai do garoto que ele acabara de estapear, acreditem, por causa de uma onda…

PS – Nat escreveu um livro chamado ‘Surf Rage’ (Nymboida Press, Austrália, 2000) depois da surra onde expurgava suas décadas de culpa com textos reflexivos sobre a velha lenga-lenga ‘não podemos viver todos em paz ?’.
Querem saber a minha resposta ?
Não.