1952 – Descoberto documento revelador sobre a independência do Brasil. O documento diz que, acordando de ressaca no dia 8 de setembro de 1822, Dom Pedro I perguntou assustado: “Eu ontem, de pileque, proclamei o quê?”
(Música. Cachaça. De Mirabeau)
1967 - O compositor Sérgio Ricardo , irritado com as vaias do Festival da Record, quebra e atira seu violão na platéia.
PS: Manchete do Dia, jornal carioca: Violada no auditório!
1975 – Todo mundo começa a correr. O Cooper vira moda. Os garis da limpeza pública correndo pela areia de Ipanema já são chamados de Gari Cooper.
(música. Garota de Ipanema)
PS: Mas bonito mesmo é, de manhã, apreciar as garotas em flor andando no calçadão com seu Cooper feito.
1988 - Com muita pompa e muita publicidade José Sarney publica o seu extraordinário romance Brejal dos Guajas.
PS: Um livro que quando você larga não consegue mais pegar.
1996 - Alguns líderes políticos querem trazer Collor de volta de Miami e botá-lo na cadeia. Outros, mais sensatos, acham que devemos imitar Cuba que deixou todos seus criminosos ilhados em Miami, hoje a maior prisão do mundo a céu aberto.
2002 - Lula chega ao poder. E logo a ignorância lhe sobe à cabeça
sexta-feira, agosto 27, 2004
quinta-feira, agosto 26, 2004
Embalagem
Isso é democracia: dois pés no bico e nada na cabeça
[Turma informada não é turma culta. E turma culta não é essencialmente inteligente. O amigo deve ter um conhecido muito bem informado, antenado como dizem agora, que caindo de quatro num belo gramado, não levanta mais.
Esse conhecido deve ter outro parceiro que leu tudo, viu tudo, viajou, fez e aconteceu mas não assimilou nada, por gula, ganância.
O mal desse novo século será excesso de informação para cabecinhas atrofiadas pelas MTVs, anfetaminas, suplementos alimentares, cadernos de culura, revistas de comportamento e semanas de moda.
A mocinha da entrevista que o link acima os leva é muito jeitosa, aparece em todos nossos estimados veículos de comunicação (que nossos jornalistas e adjacentes insistem em tachar de mídia, termo emprestado dos americanos, media, quando deveriam falar 'imprensa'), pois a Dêize, sempre tão bela e faceira, uma legítima representante da nova fase do surfe mundial, surfista plural, de pranchas pequenas e grandes, anúncios de biquini, violão e fogueira, essa mesma menina do sorriso doce e olhos cor do mar, vota no Bush porque, segundo ela, 'ele acredita em Deus'.
Democracia é isso: voce escolhe em que acreditar e manda brasa.
Perguntada sobre os motivos da escolha, desvia e desliza evasiva pela direita...
Quem não quiser perder o tempo e a paciência lendo a entrevista, adianto que ela, Dêise, é campeã mundial de pranchão e tem novo disco na praça- sim! é cantora - namora surfista profissional, ex do Joel Tudor, aquele mesmo que salvou, e salva sempre que pode, a bendita alma do surfe.
Mudelo, atleta, muderna, vazia.
Me fez lembrar a Regina Duarte na campanha presidencial do Serra: 'O medo...o medo...]
So why aren't you with the cool crowd?
Um, I don't know. I've been doing all these political talk shows and it's like a war between these guys. I just want to support a president who has the same morals as I do, you know. I'm not even qualified enough to say who's a better president. I'm voting for Bush because he prays, he believes in traditional marriage, and he loves God, and I love God too. If there was a different Democrat I might vote for him, but with politics you can't win with anyone, so I don't even know why we're talking about it.
Well, we're talking about it because you're playing at the Republican National Convention.
Yeah, okay, I know. I support a president that prays. And there's a lot of things about Kerry that, as I look into it I'm, like, I would never vote for this guy.
quarta-feira, agosto 25, 2004
A bola explica o mundo
[Leia a entrevista do jornalista Franklin Foer no link acima]
'O Brasil disputou as finais das últimas três Copas do Mundo e ganhou duas, mas, mesmo assim, você diz no livro que o futebol brasileiro está decadente...
O futebol brasileiro é uma coisa extraordinária, e é praticado com uma beleza quase inacreditável. Ainda assim, sejamos francos, é um celeiro de corruptos. Os melhores jogadores brasileiros jogam fora, na Europa, e a maioria dos estádios está ultrapassada. Mais do que isso, o investimento de corporações estrangeiras no futebol brasileiro foi um grande fracasso. Não deu certo, e muito por conta da corrupção. Mesmo com todos estes problemas, o futebol brasileiro continua fazendo bonito no campo e os jogadores são os melhores do mundo. Ou seja: o futebol brasileiro é um paradoxo. E está tão impregnado na cultura brasileira que, apesar de toda a cartolagem, continua sobrevivendo contra todos os prognósticos.'
'O Brasil disputou as finais das últimas três Copas do Mundo e ganhou duas, mas, mesmo assim, você diz no livro que o futebol brasileiro está decadente...
O futebol brasileiro é uma coisa extraordinária, e é praticado com uma beleza quase inacreditável. Ainda assim, sejamos francos, é um celeiro de corruptos. Os melhores jogadores brasileiros jogam fora, na Europa, e a maioria dos estádios está ultrapassada. Mais do que isso, o investimento de corporações estrangeiras no futebol brasileiro foi um grande fracasso. Não deu certo, e muito por conta da corrupção. Mesmo com todos estes problemas, o futebol brasileiro continua fazendo bonito no campo e os jogadores são os melhores do mundo. Ou seja: o futebol brasileiro é um paradoxo. E está tão impregnado na cultura brasileira que, apesar de toda a cartolagem, continua sobrevivendo contra todos os prognósticos.'
terça-feira, agosto 24, 2004
Gaiteiro velho
"Por causa dessa dor
Preciso dar um jeito
De furar o olho vesgo
Da ignorância.
Aquela coisa descolorida
Que se transformou em cicatriz
E foi moldando, aleijada,
A minha vida.
Além desta costura brutal,
Feita por açougueiros despreocupados,
Deve haver um país
Onde as crianças
Não tenham medo dos mortos
E os vivos não estejam assim,
Tão pavorosamente mortos."
Fausto Wolff ( Bertrand Brasil, 2003, 160 páginas)
Pesquisa de preços - clique aqui
Nouvelle vague
'O filme é uma merda, mas o diretor é genial!'
Prancha antiga, ou nova à moda antiga. Uma atitude zen e o velho papo da alma do surfe.
Grande parte das vezes o camarada assiste com o queixo caído as imagens tão belas, tão bem cuidadas.
- Ai, como eu mereço isso... Suspira esperançoso e arguto.
A resenha sempre traz a senha: 'O filme tal não é feito esses vídeos escalafobéticos, com música barulhenta e edição nervosa...'.
Pronto: filisteus fazem fila na loja de surfe pra comprar e arrotar no meio dos amigos:' Comprei o... fotografia maravilhosa... muito profundo...com uma visão fora dos padrões comerciais...definitivamente recupera a alma perdida do surfe.'
Bombas feito o Shelter, um desastre lindo, técnicamente impecável, pretensioso e vazio.
Não tivesse declarado a 'inspiração' ao Morning of the earth, Shelter seria menos ruim, ou pelo menos tragável. Exceto pela única onda do Tudor filmada com a luz contra ao som do Air, fico feliz de não ver o nome do Jack Johnson nos créditos de direção.
Morning… não tem uma única palavra; Shelter peca pelo excesso delas.
David Treloar fazia um toco e corria pra testá-la, tudo primitivo, instintivo.
Taylor Steele e Chris Malloy não conseguem por um único segundo o que Alby Falzon tinha de sobra: autenticidade.
Ninguem acredita nas coisas que aparecem no Shelter – no vídeo anterior, Décima terceira sinfonia, Dorian filosofava sobre a arquitetura de sua recem construída cozinha, enquanto nesse a lenga-lenga é sobre…nada ?
Alguem consegue acreditar na inocência encenada do filme ?
Sim, temos o Longer desse surfista que assina como J.Brother e fez um filme bacana de se ver, com uma trilha que, vou te contar!, Vale o DVD.
A sequência que abre o bendito vídeo, todo permeado pelo Joel Tudor, talvez o único surfista de pranchão que vale a pena sentar e assistir, tem os os bafejos de Stan Getz em versão sensacional de Desafinado, aos caprichos da guitarra de Charlie Byrd.
Sprout , algo em torno de desabrochar, é o novo filme da turminha retro-muderna da Moonshine Conspiracy , do afetadinho Chris Malloy e cia.
Desde que Andrew Kidman , lançou com seus compadres do Val Dusty Experiment o Litmus – esse sim, pedra fundamental- ninguem mais descansa em paz sem produzir um vídeozinho com ‘conteúdo’ para as hordas.
Um jazzinho aqui e um folk ali.
Na trilha o desavisado ja se sente prestigiado, sorri maliciosamente pensando: sensível…charmoso…só podia ser eu.’
Uma frase de efeito e voila! Uma obra prima. Abusando desses termos que dão um certo ar de superioridade, um ‘must…
Espero que esse ‘desabrochar’ não seja pomposo como todos outros que brotam feito erva daninha na tela da nossa TV.
Torço para que, espremendo, saia suco.
sexta-feira, agosto 20, 2004
[texto publicado na revista Surf Portugal, edição especial sobre Austrália, 2001. Ainda não estive na terra de Oz]
Falzon filma, eu dirijo, M.P. foge da polícia e a caranga solta fumaça suspeita...
Tempestade australiana
'Esse ano faço 35 e nunca estive na Austrália, minha maior frustração como surfista.
Meu sonho é assim:
Tomo dois comprimidos no aeroporto do Rio e acordo já em Sydney, Derek Hynd me espera com a notícia que Michael Peterson aceitou hospedar-me, sem custo, as ondas estão perfeitas em Burleigh e tem um show da Olivia Newton John no Opera House...Opa !?!
Me perdoem, são ainda vestígios do "Grease".
Assim que avisto a casa do M.P. o celular do caolho toca: Julio, é pra voce...T.C. quer te dar boas vindas.
- Howzit mate !?
Tom Carrol passa uns quinze minutos comigo no portátil, conversamos sobre trivialidades como seus 2 títulos mundiais, 3 Pipe Masters, de como um goofy chegou arrasando num circuito de regulars em 82/83, dominação absoluta no Hawaii durante quase uma década, besteiras do gênero...
Fomos interrompidos pela música alta que escorria do quarto do lendário esquartejador australiano, de bermudas, sem camisa e barba estilo Robinson Crusoé.
- You brazilian nut...
Assim me recebia o grande M.P., gordo feito um urso e falando mais rápido do que conseguia surfar em Kirra em meados da década de 70.
- venha cá que eu quero te dar uma coisa.
Para surpresa do Ciclope, recebo das mãos do mestre o poster mais vendido da história do Tracks, o famoso cut back de "Morning of the earth", com a seguinte dedicatória: do mestre ao seu pupilo.
- lucky bastard! Resmunga meu velho amigo Derek.
A Sra Peterson, Joan, mãe do velho e bom Michael, nos pergunta se aceitamos um suquinho para acompanhar o vegemite.
Numa parede da sala, admiro os cinco troféus de Bells ( tres primeiros, um terceiro e uma vitória como junior), logo embaixo o do Stubbies de 77.
Atravessamos a noite discutindo se houve algum outro surfista até os dias de hoje que dominou uma nação competitiva como a australiana.
Não houve.
Desde 72 até 75 M.P. ganhou todos eventos possíveis em Down Under.
Aí então, depois de derrotado num campeonato em 76, amargo e desgostoso, afastou-se do surfe.
Quando a I.P.S ( a A.S.P. da época) resolveu criar o sistema homem x homem em 77, M.P. voltou e destruiu tudo e todos num Burleigh clássico.
Lá pelas 3 da madrugada aparece Nat Young, de blazer, cachecol e sapatos, recem saído de uma propaganda do Armani.
- trouxe mais cerveja! anunciou o Animal.
- Bernard não veio ? perguntei com muita intimidade pelo Midget Farrely.
Deveria ter vindo, assim fechava o ciclo de rivalidades que alimentou OZ por mais de 15 anos.
Dormimos todos sentados, bêbados.
No dia seguinte, 7:30 da matina, Matt Hoy, Luke Egan e Shane Herring buzinam me chamando pra surfar em Kirra, onde Rabbit nos espera. M.P. Resolve ir de última hora e leva uma 7'4'', monoquilha, que ele shapeou em 78.
- nunca gostei dessas duas quilhas, nem de tres...essas merdas acabaram de vez com o surfe.
Sonho é sonho, então as coisas não fazem o menor sentido, como quando aparecem do nada, Mark Richards e Cheyne Horan, entrando numa bateria em Bells.
A rivalidade era tão dura que, no meu sonho, tinha torcida uniformizada. De um lado a rapaziada do clube de Merewether, toda vestida com os logo do super homem no peito e do outro, uma turma mais zen, meditando e comendo couve crua, sem fazer muito barulho.
Mais ao fundo, Jack McCoy filmava com sua equipe de 28 pessoas, num palco improvisado AC- DC tocava Hell's Bells a todo volume e Nick Cave, o seguinte, fumava um cigarro atrás do outro, torcendo por Wayne Lynch.
Elle McPherson me chamou num canto e declarou-se minha admiradora, por ora não poderia fazer nada, justifiquei-me, mas iria lhe apresentar um grande amigo: Mel Gibson.
Na universidade de Torquay, Simon Anderson, cervejinha na mão, explicava suas teorias sobre as 3 quilhas enquanto Ross Clarke-jones e Tony Ray planejavam sua próxima viagem para Tasmânia.
Dentro d'água encontro Jim Banks, que me convida para passar uns dias num pico secret que ele acabou de descobrir na Indonésia: Desert Point.
Peter McCabe escuta o papo e se intromete.
- G.Land está insuportável mesmo!
Volto remando e recebo um banho do surfista mais "power" dos anos 70, Kanga, Ian Cairns - que vendeu sua alma aos americanos e vive, trabalha, como seu parceiro de equipe "Bronzed Aussies", Peter Towned, nos EUA.
Em compensação, o americano de Santa Barbara, George Greenough, mudou-se de mala e cuia pra Australia, modelou uma quilha muito louca e deu de presente pro Nat Young, que ganhou o mundial de 66 e o apelido Animal.
Falando nisso, Nat foi campeão nacional open quando ainda era junior, ganhou o Smirnoff de 71 num Makaha enorme e tinha suas fotos espalhadas por toda parede do quarto do jovem Michael Peterson, antes dele destroná-lo.
Aproveitei o sonho e visitei os fundadores das maiores marcas de roupas de surfe do mundo, Quiksilver, Billabong e Rip Curl, conforme ia passando pelas fábricas, entrevistava-os para cada uma das 4 grandes revistas especializadas que floreiam as centenas de surf-shops com cangurus atendendo.
Um momento solene do meu sonho foi o encontro com Ian Cohen, ecologista, idealista, senador pelo partido verde australiano com 125.000 votos.
Surfista.
A foto era impressionante, um navio de guerra americano, gigantesco, com armas nucleares e tudo mais, se prepara para entrar no porto de Sydney, imponente e ameçador.
Subitamente, um surfista aparece do nada remando em direção ao monstro:
- "remei até nada me separar do navio de guerra. Virei e remei com toda força. Naquelas condições difíceis era imperativo que eu tivesse o precisão na hora do contato. Aguentei até ele aperecer no meu campo de visão detrás. Quando agarrei o casco do navio ele começou a me propulsar junto dele...a pior parte. Eu estava posicionado para "the ride of my life" no porto de Sydney".
A foto correu o mundo, foi capa de tudo quanto era jornal.
O tempo acabava, faltava ainda assistir TV com o Occy, ir ao cinema com a Pam Burridge, mergulhar na grande barreira de coral com Gary Elkerton e tomar uma cerveja com a turma do Alby Falzon.
De volta a casa de M.P. , segundos antes de despertar, ainda escutei a frase mais famosa do ídolo arredio, quando questionado sobre o que o difereciava dos outros surfistas, pelo editor do Track's, Phil Jarrat, 25 anos atrás, M.P. respondeu: "Eu poderia dizer, mas não vou".'
Falzon filma, eu dirijo, M.P. foge da polícia e a caranga solta fumaça suspeita...
Tempestade australiana
'Esse ano faço 35 e nunca estive na Austrália, minha maior frustração como surfista.
Meu sonho é assim:
Tomo dois comprimidos no aeroporto do Rio e acordo já em Sydney, Derek Hynd me espera com a notícia que Michael Peterson aceitou hospedar-me, sem custo, as ondas estão perfeitas em Burleigh e tem um show da Olivia Newton John no Opera House...Opa !?!
Me perdoem, são ainda vestígios do "Grease".
Assim que avisto a casa do M.P. o celular do caolho toca: Julio, é pra voce...T.C. quer te dar boas vindas.
- Howzit mate !?
Tom Carrol passa uns quinze minutos comigo no portátil, conversamos sobre trivialidades como seus 2 títulos mundiais, 3 Pipe Masters, de como um goofy chegou arrasando num circuito de regulars em 82/83, dominação absoluta no Hawaii durante quase uma década, besteiras do gênero...
Fomos interrompidos pela música alta que escorria do quarto do lendário esquartejador australiano, de bermudas, sem camisa e barba estilo Robinson Crusoé.
- You brazilian nut...
Assim me recebia o grande M.P., gordo feito um urso e falando mais rápido do que conseguia surfar em Kirra em meados da década de 70.
- venha cá que eu quero te dar uma coisa.
Para surpresa do Ciclope, recebo das mãos do mestre o poster mais vendido da história do Tracks, o famoso cut back de "Morning of the earth", com a seguinte dedicatória: do mestre ao seu pupilo.
- lucky bastard! Resmunga meu velho amigo Derek.
A Sra Peterson, Joan, mãe do velho e bom Michael, nos pergunta se aceitamos um suquinho para acompanhar o vegemite.
Numa parede da sala, admiro os cinco troféus de Bells ( tres primeiros, um terceiro e uma vitória como junior), logo embaixo o do Stubbies de 77.
Atravessamos a noite discutindo se houve algum outro surfista até os dias de hoje que dominou uma nação competitiva como a australiana.
Não houve.
Desde 72 até 75 M.P. ganhou todos eventos possíveis em Down Under.
Aí então, depois de derrotado num campeonato em 76, amargo e desgostoso, afastou-se do surfe.
Quando a I.P.S ( a A.S.P. da época) resolveu criar o sistema homem x homem em 77, M.P. voltou e destruiu tudo e todos num Burleigh clássico.
Lá pelas 3 da madrugada aparece Nat Young, de blazer, cachecol e sapatos, recem saído de uma propaganda do Armani.
- trouxe mais cerveja! anunciou o Animal.
- Bernard não veio ? perguntei com muita intimidade pelo Midget Farrely.
Deveria ter vindo, assim fechava o ciclo de rivalidades que alimentou OZ por mais de 15 anos.
Dormimos todos sentados, bêbados.
No dia seguinte, 7:30 da matina, Matt Hoy, Luke Egan e Shane Herring buzinam me chamando pra surfar em Kirra, onde Rabbit nos espera. M.P. Resolve ir de última hora e leva uma 7'4'', monoquilha, que ele shapeou em 78.
- nunca gostei dessas duas quilhas, nem de tres...essas merdas acabaram de vez com o surfe.
Sonho é sonho, então as coisas não fazem o menor sentido, como quando aparecem do nada, Mark Richards e Cheyne Horan, entrando numa bateria em Bells.
A rivalidade era tão dura que, no meu sonho, tinha torcida uniformizada. De um lado a rapaziada do clube de Merewether, toda vestida com os logo do super homem no peito e do outro, uma turma mais zen, meditando e comendo couve crua, sem fazer muito barulho.
Mais ao fundo, Jack McCoy filmava com sua equipe de 28 pessoas, num palco improvisado AC- DC tocava Hell's Bells a todo volume e Nick Cave, o seguinte, fumava um cigarro atrás do outro, torcendo por Wayne Lynch.
Elle McPherson me chamou num canto e declarou-se minha admiradora, por ora não poderia fazer nada, justifiquei-me, mas iria lhe apresentar um grande amigo: Mel Gibson.
Na universidade de Torquay, Simon Anderson, cervejinha na mão, explicava suas teorias sobre as 3 quilhas enquanto Ross Clarke-jones e Tony Ray planejavam sua próxima viagem para Tasmânia.
Dentro d'água encontro Jim Banks, que me convida para passar uns dias num pico secret que ele acabou de descobrir na Indonésia: Desert Point.
Peter McCabe escuta o papo e se intromete.
- G.Land está insuportável mesmo!
Volto remando e recebo um banho do surfista mais "power" dos anos 70, Kanga, Ian Cairns - que vendeu sua alma aos americanos e vive, trabalha, como seu parceiro de equipe "Bronzed Aussies", Peter Towned, nos EUA.
Em compensação, o americano de Santa Barbara, George Greenough, mudou-se de mala e cuia pra Australia, modelou uma quilha muito louca e deu de presente pro Nat Young, que ganhou o mundial de 66 e o apelido Animal.
Falando nisso, Nat foi campeão nacional open quando ainda era junior, ganhou o Smirnoff de 71 num Makaha enorme e tinha suas fotos espalhadas por toda parede do quarto do jovem Michael Peterson, antes dele destroná-lo.
Aproveitei o sonho e visitei os fundadores das maiores marcas de roupas de surfe do mundo, Quiksilver, Billabong e Rip Curl, conforme ia passando pelas fábricas, entrevistava-os para cada uma das 4 grandes revistas especializadas que floreiam as centenas de surf-shops com cangurus atendendo.
Um momento solene do meu sonho foi o encontro com Ian Cohen, ecologista, idealista, senador pelo partido verde australiano com 125.000 votos.
Surfista.
A foto era impressionante, um navio de guerra americano, gigantesco, com armas nucleares e tudo mais, se prepara para entrar no porto de Sydney, imponente e ameçador.
Subitamente, um surfista aparece do nada remando em direção ao monstro:
- "remei até nada me separar do navio de guerra. Virei e remei com toda força. Naquelas condições difíceis era imperativo que eu tivesse o precisão na hora do contato. Aguentei até ele aperecer no meu campo de visão detrás. Quando agarrei o casco do navio ele começou a me propulsar junto dele...a pior parte. Eu estava posicionado para "the ride of my life" no porto de Sydney".
A foto correu o mundo, foi capa de tudo quanto era jornal.
O tempo acabava, faltava ainda assistir TV com o Occy, ir ao cinema com a Pam Burridge, mergulhar na grande barreira de coral com Gary Elkerton e tomar uma cerveja com a turma do Alby Falzon.
De volta a casa de M.P. , segundos antes de despertar, ainda escutei a frase mais famosa do ídolo arredio, quando questionado sobre o que o difereciava dos outros surfistas, pelo editor do Track's, Phil Jarrat, 25 anos atrás, M.P. respondeu: "Eu poderia dizer, mas não vou".'
sexta-feira, agosto 13, 2004
CD Rock Against Bush
[Nada com um pouco de barulho do bom para pensar melhor no cabra certo pra votar, aqui e lá.
Essa dica veio do Greg Palast.
Clica e vai!]
Fat Wreck Chords release
This CD/DVD includes "Fixed in Florida" - 12 minutes of exclusive footage from Greg Palast's upcoming DVD documentary, 'Bush Family Fortunes: The Best Democracy Money Can Buy' - an update of the blistering BBC documentary shown in Europe, banned in the USA.
Flip the DVD over and it's a CD ... with multi-platinum punkers Green Day, Grammy award winning Foo Fighters, ska-punk all-stars No Doubt as well as long-revered and respected bands like Bad Religion, Rancid, Sleater-Kinney, Dropkick Murphys and Operation Ivy. Of the 28 total tracks, this massive compilation boasts 20 unreleased or rare songs.
And on the DVD side, you get six political documentary shorts (from Uncovered, Unprecedented, Unconstitutional, Honor Betrayed, Indy Media in the Time of War, & Fixed in Florida) three comedy pieces, and five music videos.
Plus a go-punk-yourself booklet of eye-opening facts, action guide and some no-bullshit notes from the musicians.
View the complete track listing at: http://www.fatwreck.com/albumdetail.php3?sd=&cat_num=677
Watch the e-card and listen to six different samples from this new collection at: http://www.fatwreck.com/junk/rab2.html
This is Volume 2 of Punk Voter's "Rock Against Bush" -- the #1 independent record in the country. It's #2 for Internet sales (who cares about #1) and was # 1 on college radio.
All profits from this project go to punkvoter.com and progressive action.
28 great punk rock tunes and over an hour of un-Foxxed video into this two disc set.
Purchase a copy of this CD/DVD today for the cheap-shit price of only $6 through Fat Wreck Chords website at: http://www.fatwreck.com/
Essa dica veio do Greg Palast.
Clica e vai!]
Fat Wreck Chords release
This CD/DVD includes "Fixed in Florida" - 12 minutes of exclusive footage from Greg Palast's upcoming DVD documentary, 'Bush Family Fortunes: The Best Democracy Money Can Buy' - an update of the blistering BBC documentary shown in Europe, banned in the USA.
Flip the DVD over and it's a CD ... with multi-platinum punkers Green Day, Grammy award winning Foo Fighters, ska-punk all-stars No Doubt as well as long-revered and respected bands like Bad Religion, Rancid, Sleater-Kinney, Dropkick Murphys and Operation Ivy. Of the 28 total tracks, this massive compilation boasts 20 unreleased or rare songs.
And on the DVD side, you get six political documentary shorts (from Uncovered, Unprecedented, Unconstitutional, Honor Betrayed, Indy Media in the Time of War, & Fixed in Florida) three comedy pieces, and five music videos.
Plus a go-punk-yourself booklet of eye-opening facts, action guide and some no-bullshit notes from the musicians.
View the complete track listing at: http://www.fatwreck.com/albumdetail.php3?sd=&cat_num=677
Watch the e-card and listen to six different samples from this new collection at: http://www.fatwreck.com/junk/rab2.html
This is Volume 2 of Punk Voter's "Rock Against Bush" -- the #1 independent record in the country. It's #2 for Internet sales (who cares about #1) and was # 1 on college radio.
All profits from this project go to punkvoter.com and progressive action.
28 great punk rock tunes and over an hour of un-Foxxed video into this two disc set.
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quinta-feira, agosto 12, 2004
Morou ou boiou ?
Coluna Morou ou boiou
Jornal Nuts
28/08/2003
Uma lista, duas carreiras.
Dava pra escutar a porrada da areia. Os pés bem plantados na prancha já antecipavam a base do surfista mais influente de todos tempos, Curren. O ângulo dos pés fechado, quase invertido, distanciando-se da tradicional e antiquada maneira de postar-se na prancha, pés feito cáubói de faroeste americano – facilitando curvas mais justas e verticais do nunca.
Carlos Felipe Rodrigues da Veiga não será lembrado enquanto a história do surfe nacional for escrita em São Paulo.
Cauli foi referência de radicalidade em todo Brasil, durante quase uma década, se alguem batesse reto suficiente, ou rápido suficiente, imediatamente aparecia um camarada pra dizer: essa lembra até Cauli…
Picuruta batia como o Cauli. Dadá queria repetir os ‘pé-na-porta’ do Cauli desde sempre.
No final dos anos 70 e começo dos anos 80 se o cara levasse a sério o surfe e tivesse alguma aspiração com a carreira profissional ele teria o Cauli como modelo de desempenho em altíssimo nível, seriedade, profissionalismo e caráter.
Cauli sempre profetizou: enquanto a imprensa estiver toda em São Paulo, mandando e desmandando no surfe brasileiro, o mercado e a surfistada carioca não terá vez.
- Mas como Cauli, se a maioria dos editores são todos cariocas ? Pergunto eu.
- Cariocas trabalhando e obedecendo…destila a Véia, apelido carinhoso.
Numa época onde reinava a crocodilagem, como se dizia, Cauli dormia cedo, treinava e não dava bola para tentações da vida mundana do surfe profissional.
O sonho da turma era ir pro Havaí no final do ano, passar o máximo de tempo e pronto. Cauli, como escreveu numa crônica outro carioca digno de menção pela iniciativa de fundar o primeiro jornal independente e surfar com uma linha…bem, deixem pra lá. Como descreveu Fred D’orey, dizia eu, ainda no século passado, Cauli buscou Austrália ao invés de Havaí.
O que isso queria dizer ?
Significava que aquele camarada rabugento, sisudo e concentrado queria porque queria surfar no mesmo nível dos melhores do mundo em qualquer onda. O Havaí não lhe bastava, afinal no North Shore estávamos bem representados pelo Pepê, desde sua final no Pipe Masters com 17 anos, Bocão, Ratão, Otávio e cia – inclusive, um jovem demente que poderia ser facilmente hoje comparado ao Mike Healey, louco de dar com pau, dropando atrás de todo mundo nos maiores dias, Renan Pitanguy.
Cauli foi o primeiro a investir tudo na carreira de surfista competidor do recem criado circuito mundial I.P.S.. Testava pranchas de todos modelos, trazia quivers inteiros de suas viagens.
A quantidade de títulos nunca foi tão importante quanto a evolução da porrada de back-side que o deixou famoso no mundo inteiro. Nunca se rendeu ao pranchão.
Permaneceu fiel à uma quilha até quase 83/84, quando todos já estavam completamente inebriados com a triquilha.
Tinha convicções.
Sua missão era elevar o desempenho do surfista brasileiro até onde chegou hoje.
O que veio em seguida, foi obra sua.
Picuruta, Gouvêia, Neco, Mineirinho, por favor façam fila.
Desde Cauli, quem bate forte e de frente, deve um bocado ao Véio.
As coisas tem início, meio e fim.
Vivemos o meio, no início era o Cauli.
Jornal Nuts
28/08/2003
Uma lista, duas carreiras.
Dava pra escutar a porrada da areia. Os pés bem plantados na prancha já antecipavam a base do surfista mais influente de todos tempos, Curren. O ângulo dos pés fechado, quase invertido, distanciando-se da tradicional e antiquada maneira de postar-se na prancha, pés feito cáubói de faroeste americano – facilitando curvas mais justas e verticais do nunca.
Carlos Felipe Rodrigues da Veiga não será lembrado enquanto a história do surfe nacional for escrita em São Paulo.
Cauli foi referência de radicalidade em todo Brasil, durante quase uma década, se alguem batesse reto suficiente, ou rápido suficiente, imediatamente aparecia um camarada pra dizer: essa lembra até Cauli…
Picuruta batia como o Cauli. Dadá queria repetir os ‘pé-na-porta’ do Cauli desde sempre.
No final dos anos 70 e começo dos anos 80 se o cara levasse a sério o surfe e tivesse alguma aspiração com a carreira profissional ele teria o Cauli como modelo de desempenho em altíssimo nível, seriedade, profissionalismo e caráter.
Cauli sempre profetizou: enquanto a imprensa estiver toda em São Paulo, mandando e desmandando no surfe brasileiro, o mercado e a surfistada carioca não terá vez.
- Mas como Cauli, se a maioria dos editores são todos cariocas ? Pergunto eu.
- Cariocas trabalhando e obedecendo…destila a Véia, apelido carinhoso.
Numa época onde reinava a crocodilagem, como se dizia, Cauli dormia cedo, treinava e não dava bola para tentações da vida mundana do surfe profissional.
O sonho da turma era ir pro Havaí no final do ano, passar o máximo de tempo e pronto. Cauli, como escreveu numa crônica outro carioca digno de menção pela iniciativa de fundar o primeiro jornal independente e surfar com uma linha…bem, deixem pra lá. Como descreveu Fred D’orey, dizia eu, ainda no século passado, Cauli buscou Austrália ao invés de Havaí.
O que isso queria dizer ?
Significava que aquele camarada rabugento, sisudo e concentrado queria porque queria surfar no mesmo nível dos melhores do mundo em qualquer onda. O Havaí não lhe bastava, afinal no North Shore estávamos bem representados pelo Pepê, desde sua final no Pipe Masters com 17 anos, Bocão, Ratão, Otávio e cia – inclusive, um jovem demente que poderia ser facilmente hoje comparado ao Mike Healey, louco de dar com pau, dropando atrás de todo mundo nos maiores dias, Renan Pitanguy.
Cauli foi o primeiro a investir tudo na carreira de surfista competidor do recem criado circuito mundial I.P.S.. Testava pranchas de todos modelos, trazia quivers inteiros de suas viagens.
A quantidade de títulos nunca foi tão importante quanto a evolução da porrada de back-side que o deixou famoso no mundo inteiro. Nunca se rendeu ao pranchão.
Permaneceu fiel à uma quilha até quase 83/84, quando todos já estavam completamente inebriados com a triquilha.
Tinha convicções.
Sua missão era elevar o desempenho do surfista brasileiro até onde chegou hoje.
O que veio em seguida, foi obra sua.
Picuruta, Gouvêia, Neco, Mineirinho, por favor façam fila.
Desde Cauli, quem bate forte e de frente, deve um bocado ao Véio.
As coisas tem início, meio e fim.
Vivemos o meio, no início era o Cauli.
segunda-feira, agosto 09, 2004
SETE CONTOS DE MENTIROSO (clica aqui para ler o texto inteiro)
[Fausto Wolff novamente, um dos únicos jornalistas que conseguiram manter a dignidade intacta - assim como a conta bancária...]
Esta história quem me contou foi B.Traven, um grande artista e um melhor ser humano, pois, em verdade, ninguém sabe quem foi ele, exceto eu.
No princípio do século XX um turista americano que visitava as florestas mexicanas, dispersou-se do grupo e acabou encontrando uma tribo de índios que tivera pouquíssimo contato com os bárbaros europeus. Entre os índios, o turista descobriu um que era exímio artesão. Fazia um cestos maravilhosos, dignos de figurar em qualquer museu artístico do mundo. Algo, realmente, de uma beleza inenarrável como a triste alegria de um por de sol ou uma gota de orvalho refletindo o mundo. O turista comprou um cestinho por um peso e os índios o reconduziram até sua caravana. Em Nova York, a peça artesanal foi tão elogiada que o homem decidiu voltar à aldeia indígena no México e iniciar uma produção em larga escala. Dirigiu-se ao velho artesão e perguntou-lhe quanto custava um cesto. O índio:
- Um peso.
- E dois?
- Três pesos.
O homem não entendeu a lógica e continuou.
- E cinco?
- Cinqüenta pesos.
Por mais que o gringo tentasse explicar-lhe que o preço deveria diminuir na medida em que a produção aumentava, não conseguia fazer o índio mudar de idéia. Finalmente, o cesteiro lhe disse:
- Se eu vender um cesto por dia a um peso, ainda tenho tempo para me divertir, tomar mescal, pescar e fazer amor. Se vender dois, será mais difícil, se vender três, terei uma vida triste e se vender cinco não terei tempo para mais nada.
- Mas você pode fazer os outros trabalharem para você.
- Estás louco, gringo? Eles me matam.
O turista começou a gritar, a vociferar, ameaçar, tremer, a babar, a fazer tal escândalo que tiveram de prendê-lo na esperança de que se acalmasse. Como não se acalmou, deram-lhe tanta mescalina que ele enlouqueceu. Acabou morrendo entre os nativos como o “bobo da aldeia.” Mais tarde outros americanos, como vocês bem sabem, apareceram por lá e abaixo de pau acabaram por convencer os índios que o capitalismo não é uma loucura.
Esta história quem me contou foi B.Traven, um grande artista e um melhor ser humano, pois, em verdade, ninguém sabe quem foi ele, exceto eu.
No princípio do século XX um turista americano que visitava as florestas mexicanas, dispersou-se do grupo e acabou encontrando uma tribo de índios que tivera pouquíssimo contato com os bárbaros europeus. Entre os índios, o turista descobriu um que era exímio artesão. Fazia um cestos maravilhosos, dignos de figurar em qualquer museu artístico do mundo. Algo, realmente, de uma beleza inenarrável como a triste alegria de um por de sol ou uma gota de orvalho refletindo o mundo. O turista comprou um cestinho por um peso e os índios o reconduziram até sua caravana. Em Nova York, a peça artesanal foi tão elogiada que o homem decidiu voltar à aldeia indígena no México e iniciar uma produção em larga escala. Dirigiu-se ao velho artesão e perguntou-lhe quanto custava um cesto. O índio:
- Um peso.
- E dois?
- Três pesos.
O homem não entendeu a lógica e continuou.
- E cinco?
- Cinqüenta pesos.
Por mais que o gringo tentasse explicar-lhe que o preço deveria diminuir na medida em que a produção aumentava, não conseguia fazer o índio mudar de idéia. Finalmente, o cesteiro lhe disse:
- Se eu vender um cesto por dia a um peso, ainda tenho tempo para me divertir, tomar mescal, pescar e fazer amor. Se vender dois, será mais difícil, se vender três, terei uma vida triste e se vender cinco não terei tempo para mais nada.
- Mas você pode fazer os outros trabalharem para você.
- Estás louco, gringo? Eles me matam.
O turista começou a gritar, a vociferar, ameaçar, tremer, a babar, a fazer tal escândalo que tiveram de prendê-lo na esperança de que se acalmasse. Como não se acalmou, deram-lhe tanta mescalina que ele enlouqueceu. Acabou morrendo entre os nativos como o “bobo da aldeia.” Mais tarde outros americanos, como vocês bem sabem, apareceram por lá e abaixo de pau acabaram por convencer os índios que o capitalismo não é uma loucura.
domingo, agosto 08, 2004
Paving the wave (clica aqui para ir ao saite)
Em tempos de surfe na tela, grande ou pequena, todos tem uma bela história pra contar- nem todos sabem como contá-la.
Eric Jordan produziu, Ben Marcus (ex-editor da Surfer) escreveu e surfista mais incoveniente do planeta , Tubesteak fez a narração de Paving the wave, novo documentário em meio a febre de gente querendo dizer alguma coisa sobre prancha e pessoas que ficam em cima, abaixo ou ao lado delas (pranchas).
A velha guarda de Malibu se manifesta.
sexta-feira, agosto 06, 2004
Zé velho
[ O tempo, que não espera por ninguem, anunciava Jagger e Richards, corre numa velocidade alucinante.
Depois de militar na contra-informação durante uma década, fui parar na grande rede num longníquo 1999, pelas mãos do bom amigo, Zé Guto Aguiar, um dos poucos sujeitos íntegros que escreve sobre surfe. A coluna 'Malandragem é o seguinte' vinha em formato de imeio, troca de mensagens, com o Zé.
A experiência foi ótima, ganhei novos amigos, reconquistei velhos desafetos e, ingênuamente, ia atirando pra todos lados.
Durante o WCT do Rio, hoje mera memória, incomodei-me de tal forma com o que vi, que soltei esse texto que aproveito para republicar agora.]
Zé velho (ou velho Zé...)
Aproveito o campeonato do Rio (WQS e WCT) pra contar uma coisinha ou duas sobre o circo que se armou.
Primeiro Zé, temo que em breve surfistas não poderão mais entrar descalços no palanque.
Talvez nem de bermudas ! Serão apenas aceitas pessoas trajadas de acordo com o código de etiqueta da firma que promove o evento.
Em 99, já são dois andares, muito bem refrigerados, com 25 áreas V.I.P.s e meia para competidores. Restaurantes com recomendação do guia da Danúsia Bárbara e cozinha do Zé ( seu xará! ) Hugo Celidônio. Trabalham ainda 128 seguranças, todos devidamente uniformizados com paletó e gravata -cá entre nós Zé, dizem que são treinados em seis línguas,faixa-preta de dezenove artes marciais, cozinham e costuram muito bem....
Desconfio que para o ano vindouro ( bonita palavra, né Zé ? ) planejam uma entrada de serviço exclusiva dos competidores, para quando saírem d’água-para não sujarem o palanque, tão limpinho, eles dizem...
A impessoalidade da atual estrutura que permeia o WCT ( e o WQS de lambuja ) é uma das grandes agressões aos entusiastas do nosso ( não deles! ) - esporte.
Nunca um palanque foi tão mal frequentado como nos últimos 3 ou 4 anos.
Ás vezes me dá uma nítida impressão de que estou na semana Barrashopping, ou Morumbi, de moda; outras vezes surpreendo-me achando que fui parar num rodeio desses que as “meninas” apreveitam pra tirar uma fotinho com o cowboy mais famoso e aumentar o cachê. Se sair na coluna da Danusa dobra de preço. Daí pro convite da Playboy é questão de tempo...
Outro rumor Zé: escutei falar de um projeto para aproveitar a estrutura já existente e transforma-la numa casa de massagem durante o resto do ano, com sauna seca e a vapor.
Se voce resolver vir ao Rio e quiser escutar um comentário inteligente sobre o que acontece nas ondas da Barra, fique longe do palanque Zé.
Corre o sério risco de alguem chegar pra voce lá na área V.I.P e perguntar ( licença São Nélson ):
- Desculpe amigo, quem é a prancha ?
[PS : O circuito Super Surfe e a Abrasp nas mãos do Pedrão Muller e do Jason, Marcelo Andrade, mudou desta para melhor, literalmente.
Hoje, quem manda é o surfista. A área V.I.P. é reservada para quem compete- apesar das tentativas sempre frustradas de aborrecidas baterias de celebridades.]
Depois de militar na contra-informação durante uma década, fui parar na grande rede num longníquo 1999, pelas mãos do bom amigo, Zé Guto Aguiar, um dos poucos sujeitos íntegros que escreve sobre surfe. A coluna 'Malandragem é o seguinte' vinha em formato de imeio, troca de mensagens, com o Zé.
A experiência foi ótima, ganhei novos amigos, reconquistei velhos desafetos e, ingênuamente, ia atirando pra todos lados.
Durante o WCT do Rio, hoje mera memória, incomodei-me de tal forma com o que vi, que soltei esse texto que aproveito para republicar agora.]
Zé velho (ou velho Zé...)
Aproveito o campeonato do Rio (WQS e WCT) pra contar uma coisinha ou duas sobre o circo que se armou.
Primeiro Zé, temo que em breve surfistas não poderão mais entrar descalços no palanque.
Talvez nem de bermudas ! Serão apenas aceitas pessoas trajadas de acordo com o código de etiqueta da firma que promove o evento.
Em 99, já são dois andares, muito bem refrigerados, com 25 áreas V.I.P.s e meia para competidores. Restaurantes com recomendação do guia da Danúsia Bárbara e cozinha do Zé ( seu xará! ) Hugo Celidônio. Trabalham ainda 128 seguranças, todos devidamente uniformizados com paletó e gravata -cá entre nós Zé, dizem que são treinados em seis línguas,faixa-preta de dezenove artes marciais, cozinham e costuram muito bem....
Desconfio que para o ano vindouro ( bonita palavra, né Zé ? ) planejam uma entrada de serviço exclusiva dos competidores, para quando saírem d’água-para não sujarem o palanque, tão limpinho, eles dizem...
A impessoalidade da atual estrutura que permeia o WCT ( e o WQS de lambuja ) é uma das grandes agressões aos entusiastas do nosso ( não deles! ) - esporte.
Nunca um palanque foi tão mal frequentado como nos últimos 3 ou 4 anos.
Ás vezes me dá uma nítida impressão de que estou na semana Barrashopping, ou Morumbi, de moda; outras vezes surpreendo-me achando que fui parar num rodeio desses que as “meninas” apreveitam pra tirar uma fotinho com o cowboy mais famoso e aumentar o cachê. Se sair na coluna da Danusa dobra de preço. Daí pro convite da Playboy é questão de tempo...
Outro rumor Zé: escutei falar de um projeto para aproveitar a estrutura já existente e transforma-la numa casa de massagem durante o resto do ano, com sauna seca e a vapor.
Se voce resolver vir ao Rio e quiser escutar um comentário inteligente sobre o que acontece nas ondas da Barra, fique longe do palanque Zé.
Corre o sério risco de alguem chegar pra voce lá na área V.I.P e perguntar ( licença São Nélson ):
- Desculpe amigo, quem é a prancha ?
[PS : O circuito Super Surfe e a Abrasp nas mãos do Pedrão Muller e do Jason, Marcelo Andrade, mudou desta para melhor, literalmente.
Hoje, quem manda é o surfista. A área V.I.P. é reservada para quem compete- apesar das tentativas sempre frustradas de aborrecidas baterias de celebridades.]
quarta-feira, agosto 04, 2004
Ouça Saladanha aqui
Esses senhores faziam arte com os pés (bem, tinha o Serginho...)
Faça um favor, clique no título, chegando na página, clique para ouvir Saldanha discursando sobre a lamentável derrota da seleção Brasileira de Zico, Junior, Sócrates e Falcão para a Itália de Paolo Rossi, Cabrini, Scirea e Dino Zoff, o dia que o futebol morreu, conhecida como ' O desastre de Sarriá.
Amostra de novo ?
Saldanha era uma fera!
Meus amigos…
E assim começava João Saldanha, sempre em dia de jogo, sua crônica esportiva na Rádio Globo.
Posso dizer que fui educado assim, pelo João, quartas e domingos, dos 5 ou 6 anos até o dia do João Morrer, em julho de 90.
Seu apelido era João sem-medo, gaúcho de nascimento, carioca por vocação, de Copacabana, podia ser encontrado no boteco da esquina entre Miguel Lemos e Nossa Senhora de Copacabana.
Pois esse João emprestou-me um bocado de senso crítico, comunista de carteirinha, prosador de primeira, ganhava pra fazer o que mais gostava: contar histórias (ou estórias, na maioria das vezes).
Pois quando me sento para escrever sobre alguma coisa que incomoda no meio que tanto prezo e torço para sair do marasmo, surfe, com E no final da palavra, toda vez, penso no Saldanha.
Dito isso, sigamos em frente.
Semanas atrás recebi um telefonema inusitado: um distinto chamado Osvaldo deixou mensagem na secretária eletrônica pedindo retorno, tratava-se de uma mostra internacional, colégio eleitoral, nada parecia muito claro.
Ligações feitas, tudo explicado, Mostra internacional de surf, sem E no final, pois internacional, São Paulo, eleições, convidados, Alma surf, sempre sem E, arte e cultura.
Osvaldo tinha uma energia enorme ao falar, era educado, articulado, tive a impressão que ele acabaria por me convencer à comprar alguma coisa.
Alguem, sempre um misterioso alguem, teria indicado meu nome pra fazer parte dum colégio eleitoral que votaria nos melhores em já nem sei quantas categorias. Na minha doente cabecinha, matutei se não estavam aqueles senhores tentando angariar minha simpatia, querendo que um malandro ranzinza como eu desse sua chancela para o tal evento, como quem diz: até o pentelho do Julio entrou nessa.
Entrei, digo, votei.
Apesar do internacional no título da mostra, decidi votar majoritariamente em brasileiros, ou pelo menos nos que escrevem em português, caso dos nossos amigos lusitanos.
De todos meus votos, acertei apenas um: Ricardo Martins, melhor fazedor de prancha de surfe, surfboard na cédula eleitoral.
Por algum motivo, apareci entre os candidatos para colunista mais votado na segunda fase da eleição, confesso surpreso desde que não publico nada aqui no Salvelindo desde fevereiro, quando decidi abrir mão do milionário ordenado de 300 Reais que o saite waves religiosamente depositava na minha conta todo dia 28.
O eleito nessa categoria foi Fred D’orey, uma honra perder pra ele, logo ele, o camarada que muito incentivou – e inspirou! - esse mero observador a arriscar carreira de escrevinhador (no pai dos burros, rabiscador, mau escritor).
Basta da eleição.
Um evento deste tamanho requer muita coragem, trabalho duro e bons contatos para captação de recursos, pela lei Rouanet, o mérito ao que parece daqui do Rio, é do Romeu Andreata.
Ainda não tive o prazer de conhecer o Romeu, mas leio seus editoriais na Alma surf, sem E, quando vou à casa de amigos que compram a revista.
Pelo que escreve, fica a impressão de que é um romântico e realmente acredita que o surfe tem alma, surfistas são pessoas especiais e o mar, quando quebra na praia, é bonito, é bonito…
Do lado de cá, soa um pouco oportunista, com leve queda para o apelo comercial, mas isso pode ser uma impressão errada, como muitas das minhas, e afinal de contas esse envolvimento lúdico, extra-sensorial, realmente exista.
E o João Saldanha com isso, meu Deus do céu ?! pergunta o leitor aflito.
João dizia que vivia das coisas que escrevia e falava. Vivia de opinião.
Ainda não tive a satisfação de viver exclusivamente da minha opinião, mas insisto em dividí-la com a turma, portanto, segura.
Gostaria de saber o que veio fazer aqui o Randy Rarick e o Dick Brewer ?
Randy Rarick é um grande sujeito, figura das mais viajadas desse mundão de Deus e guardião de algumas das melhores histórias que o surfe há de contar.
No entanto, Randy veio, viu e escafedeu-se sem uma única palestra, um mísero debate sobre exploração, surfe na África, seu projeto com o fotógrafo John Callahan, nada!
Dick Brewer poderia passar umas 200 horas falando sobre modelos de prancha sem parar.
Nada!
Digo isso daqui, da Gávea, no Rio de janeiro, não estive na Mostra, louvo a iniciativa, fui no saite ver a programação, acompanhei a cobertura, fraquíssima, do outro saite, que não se dignou a uma simples entrevista com algum dos expositores, fuxiquei e não achei um debate, uma palestra.
Olhando pro morro do Corcovado, perguntei ao moço que lá em cima abraça o Rio: Nem um bate papo ?
Sendo uma mostra de cultura e arte, segundo o título, se espera que haja uma maior interação do artista com seu público, ao contrário de uma feira com fins comerciais, quando apinham gringos nos estandes com a nítida intenção de ostentar poder, grana!, a plebe do lado de fora, encantada, limpa a baba enquanto contempla o ser estranho: Que cheiro tem ? Fala nossa língua ? Gostou da pizza ? Comeu quem ? Viu o Mineirinho pegando onda ?
Esse gringo é meu e ninguem tasca!
Art Brewer, dos maiores fotógrafos que jamais clicaram um surfista, voltou sem sequer sair do avião, visto vencido. Será que o gordo, uma vez desebarcado, iria dividir mesas com importantes capitães do surfimpresário da Sampacrew e daria o pira, feito cachorro magro, que não é ?
Nem uma palhinha sobre os anos 70, evolução da fotografia no surfe ?
Sinto um odor de superficialidade…
Fora os debates, sempre saudáveis, senti muita falta de mais artistas brasileiros expondo.
Talvez tenha sido o pouco tempo, prazo na captação, mileuma desculpas, mas uma inciativa dessa dimensão merecia mais pesquisa da curadoria.
Tudo bem, homenagearam o Cação, Alberto Sodré, verdadeiro artista, unanimidade rara na comunidade, mas tambem houve festival Jack Mc Coy e Jack Johnson. E os produtores e diretores brasileiros ?
Rafael Mellin, Flávio Vidigal, Luís Inácio (todos com mais de 4 vídeos cada), sem mencionar Pepe Cézar, que além de dois livros de poesias publicados, tem 7 vídeos de surfe nas costas – isso, sem contar uma maravilhosa instalação de frases e imagens relacionadas intimamente à essa gente bronzeada que quer mostrar seu valor.
Faltou interesse, arrisco dizer, pela nossa própria cultura.
Mais uma vez ecoa a frase do Nélson Rodrigues sobre nosso célebre complexo de vira-latas.
Quero que a mostra frutifique, dure cem anos, viaje pelo Brasil, encha os bolsos de quem trabalha duro para realizá-la, mas quero, acima de tudo, ver o artista brasileiro prestigiado.
Mário Vianna, com dois enes, companheiro de crônica do saldanha, gritaria com aquele vozeirão inconfundível: Banheiiiira!
PS – O bom amigo Chico Padilha, da Paraíba de Fabinho Gouvêia, pergunta:
Quem vai entregar o prêmio ao Fred, Turco Louco ?
E ao Ricardo ?
É notório que o deputado registrou a marca Hidrojets sorrateiramente e tentou negociar com os mesmos Ricardo e Fred, assassinando o sonho e mais de 10 anos de trabalho dos dois.
Recentes vítimas do Louco que não é bobo, Cavallera e Prolite.
A imprensa cala, mais uma vez, banqueteia e arrota.
PS II – Ricardo, apesar de eleito, não teve sua ‘obra’ exposta.
terça-feira, agosto 03, 2004
Michael Moore é ladrão e mentiroso
E por que não ler o nosso sempre alerta Ricardo Calil no saite Nomínimo ?
Mais uma vez, clique no título para ler a (completa) entrevista de Ray Bradbury, 83, autor do livro (Fahrenheit 451) que inspirou o título do mui comemorado filme novo do gordinho mais simpático da telona.
Bradbury é divertido, no mínimo...
Trechos da entrevista:
“O computador é apenas a soma da máquina de escrever, do fax e do telefone. Já tenho tudo isso. Então, para quê computador? Estão tentando nos vender mais máquinas do que precisamos”, afirma. Sem papas na língua, ele gosta de usar o mesmo adjetivo para classificar novidades tecnológicas como a Internet, os videogames e os filmes da série “Matrix”: “São todos estúpidos”.
A ameaça à liberdade de expressão não seria um tema em comum entre o livro e o filme?
O tema do livro não é a liberdade de expressão, e sim o risco de as pessoas deixarem de se interessar pela escrita e pela leitura.
O senhor acredita que esse risco é real hoje?
Mais do que nunca. A sociedade desistiu de ensinar os jovens a ler e escrever. Não é necessário queimar livros para destruir uma cultura. Basta que as pessoas não os leiam. Os estudantes americanos chegam ao colegial sem saber ler e escrever porque foram mal ensinados. Temos que colocar todo nosso dinheiro e nossos esforços no ensino básico.
Mais uma vez, clique no título para ler a (completa) entrevista de Ray Bradbury, 83, autor do livro (Fahrenheit 451) que inspirou o título do mui comemorado filme novo do gordinho mais simpático da telona.
Bradbury é divertido, no mínimo...
Trechos da entrevista:
“O computador é apenas a soma da máquina de escrever, do fax e do telefone. Já tenho tudo isso. Então, para quê computador? Estão tentando nos vender mais máquinas do que precisamos”, afirma. Sem papas na língua, ele gosta de usar o mesmo adjetivo para classificar novidades tecnológicas como a Internet, os videogames e os filmes da série “Matrix”: “São todos estúpidos”.
A ameaça à liberdade de expressão não seria um tema em comum entre o livro e o filme?
O tema do livro não é a liberdade de expressão, e sim o risco de as pessoas deixarem de se interessar pela escrita e pela leitura.
O senhor acredita que esse risco é real hoje?
Mais do que nunca. A sociedade desistiu de ensinar os jovens a ler e escrever. Não é necessário queimar livros para destruir uma cultura. Basta que as pessoas não os leiam. Os estudantes americanos chegam ao colegial sem saber ler e escrever porque foram mal ensinados. Temos que colocar todo nosso dinheiro e nossos esforços no ensino básico.
Greg ataca novamente
Clicando no título, voce treina seu inglês e seu senso crítico.
Domingo no jornal O Globo teve pequena entrevista com Palast- meramente ilustrativa, mas em português ao menos.
Abaixo vai um aperitivo.
'By a long shot. Asking if Kerry is as bad as Bush is like asking if a slap in the face is as painful as a brick to the skull.'
Domingo no jornal O Globo teve pequena entrevista com Palast- meramente ilustrativa, mas em português ao menos.
Abaixo vai um aperitivo.
'By a long shot. Asking if Kerry is as bad as Bush is like asking if a slap in the face is as painful as a brick to the skull.'
domingo, agosto 01, 2004
Pipiripau
[Duas do Paulo Mendes Campos.
Sem ilustração...]
'Escritor é quem tem dificuldade para escrever; quem tem facilidade para escrever é orador.'
'O bom historiador que escreve mal
devia entregar seu material
ao mau historiador que escreve
normal.'
Sem ilustração...]
'Escritor é quem tem dificuldade para escrever; quem tem facilidade para escrever é orador.'
'O bom historiador que escreve mal
devia entregar seu material
ao mau historiador que escreve
normal.'
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